(NOTA: 10/10)
Para quem teve a oportunidade de ler minha última review para o Behemoth, no ano de 2002 com o álbum Zos Kia Cultus, pode imaginar o tamanho da expectativa que esse que vos escreve tinha sobre futuros lançamentos da banda. Felizmente, no caso do Behemoth, sabemos que uma decepção será algo muito improvável, só olhando para discografia da banda, pois os polacos simplesmente se tornaram uma das melhores bandas da atualidade, abandonando o Black Metal genérico, adotando uma musicalidade calcada no Brutal Death Metal contemporâneo, porém com tanta identidade e talento, que os torna um dos medalhões da música extrema atual. O Behemoth lidera o ranking em termos de excelência, maturidade, criatividade e produção, estabilizando-se como um dos grupos mais frutíferos e importantes do cenário internacional. 2004 viu Demigod ser lançado, com o intuito de reafirmar tudo o que a banda dizendo a criando há anos. O álbum é uma continuação de tudo que já foi criado pela banda, mas ao mesmo tempo inteiramente novo, com uma imensidão de elementos que fazem desse álbum o melhor lançamento do ano passado. Tudo é absolutamente perfeito, nada falta e nada sobra, como numa órbita onde tudo funciona em uma sincronia matemática. Todas as músicas são grandiosas, verdadeiros hinos que ensinarão muitos o real significado de música de boa qualidade. Tudo inicia-se com a grande "Scultping the Throne ov Seth", com uma profusão de riffs super-sônicos e bateria inacreditável, além do refrão cativante. Verdadeiro clássico. Depois podemos ouvir a faixa título de tirar o fôlego, seguindo o mesmo padrão de velocidade e agressividade. É inegável a enorme inserção de ritmos/escalas/acordes orientais, fato explicado devido Demigod ser inteiramente baseado em lendas e tradições egípcias e mesopotâmicas da antigüidade, como os Nephilim bíblicos e suas interpretações ao redor do mundo. A terceira faixa com certeza pode ser considerada um hino da banda, com seus riffs esplêndidos e solos históricos, e tem o nome (apropriado) de "Conquer All". É simplesmente um prazer ouvi-la. O álbum segue com músicas igualmente grandes, como "The Nephilim Rising", "Towards Babylon" (um dos melhores refrões do Death Metal), "XUL" (essa com um emocionante solo de Karl Sanders do Nile), até chegar na única e mais brutal de todo álbum "Slaves Shall Serve". Isso é uma aula de como soar brutal sem perder o feeling. Para encerrar esse artefato da humanidade, temos a épica e opulenta "The Reign ov Shemsu-Hor", divida em três partes hipnotizantes e impossível de ser descrita. O Behemoth só provou com Demigod que seu legado é eterno e glorioso. Só os fracos não percebem isso..... SLAVES SHALL SERVE...... (Flavvio)
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