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RAVAGER - CD STORM OF SIN

Ravager
(NOTA: 8.0/10) Essa banda foi apresentada ao mundo como uma resposta à bandas como Krisiun, Abhorrence, Diabolic e Liers in Wait............eu sinceramente detesto quando uma banda usa certo tipo de publicidade afim de atrair pessoas à comprar seus álbums, pois quase sempre é decepção na certa. O Ravager era um projeto de Antimo (vocal do Disgorge mexicano), e praticava um ultra-mega-super-speed-Brutal Death Metal, na linha das bandas acima citadas. Uma coisa interessante é que Antimo faz linhas de vocais completamente diferentes das do Disgorge, provando que ele é, sob certo ponto, ilimitado no que faz. Eu esperava um pouco mais do Ravager. Algo mais limpo e técnico. Não que a banda não tenha bons dotes musicais, pois existem coisas impossíveis de serem executadas, principalmente na bateria. Falando em bateria, Oscar Garcia tinha a idéia de ultrapassar todos os bateristas de Brutal Death Metal em termos de velocidade e precisão. Posso dizer que ele quase conseguiu o feito no quesito velocidade, mas quanto à precisão.............................ele as vezes soa um pouco confuso, e suas batidas não são limpas como as dos bateristas que ele queria deixar para trás.............mesmo assim sua performance é retumbante e hipersônica, soando certas vezes exagerada e mesmo artificial. Os riffs são rápidos porém sujos, combinando com o clima geral do álbum, mas acho que tudo isso é consequência da qualidade duvidosa da gravação, que deixou os triggers muito alto nos tons e baixo nos bumbos, além das guitarras estarem mixadas muito abaixo do normal, constrastando com efeitos mal equalizados de estúdio. Essa definitvamente foi a pior investida de Juan "Punchy" Gonzales em mesas e canais de gravação. Mas em todo o caso, o Ravager era uma boa banda de Brutal Death Metal, e Storm of Sin tem boas composições como "Infernal Redemption", "Blasphemic Iniquity", "Scorn To The Holy Existence", "Those Who Lie in Wait", "Storming Horror" e "Initiation of The Unholy War". As letras são usurpadas de bandas brasileiras como vocês podem ver, mas foram misturas à temas meio Morbid Angel/Melechesh, com infuências de culturas sumérias/mesopotâmicas..........esses caras beberam na fonte. Enfim, um bom álbum de estréia dessa finada banda. RIP. (Flavvio)

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