Há alguns anos, a tecnologia era responsável pelo gerenciamento de várias funções nos carros da Fórmula1. Máquinas dotadas de suspensão inteligente, câmbio automático, controle de tração e outros dispositivos, levando alguns criticos a afirmarem que até mesmo um macaco seria capaz de pilotar um carro da F1. Na época, os dirigentes da categoria máxima do automobilismo resolveram proibir a utilização desses dispositivos. Alegavam que a diminuição dos custos tornaria a categoria mais barata e competitiva. No atual estágio da Fórmula1, onde a eletrônica voltou com força nos carros e nos boxes, iniciou-se um novo movimento de retrocesso, com muitos defendendo a volta dos carros à uma era pré-histórica como forma de lhe devolver a competitividade. Não é difícil refutar estes argumentos pela simples constatação de que, apesar de toda essa parafernália, somente pilotos e equipes competentes continuam vencendo. Não fosse assim, a Ferrari não gastaria os tubos contratando um Schumacher a peso de ouro para pilotar seu carro, bastaria qualquer piloto italiano razoável - o que seria até mais patriótico. |
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Outro aspecto a ser considerado é o importante papel que a Fórmula1 representa para a indústria automobilistica moderna. É um esporte, mas funciona também como laboratório de desenvolvimento e de testes de novos componentes. A grande maioria dos patrocinadores, além do marketing que a categoria proporciona, também está interessada no aspecto diretamente ligado ao desenvolvimento tecnológico. Basta examinar as especificações técnicas de qualquer automóvel top de linha da última geração, e você irá encontrar instalados um sem número de componentes nascidos em função dos monopostos das pistas. Quantos dos atuais patrocinadores manteriam o interesse, fazendo pesados investimentos se, em vez dos carros atuais, a categoria fosse composta de "baratinhas" com tecnologia datada da época do penta de Fangio? Se é necessário aumentar a competitividade da Fórmula1, os dirigentes devem aceitar o desafio de buscar a resposta em novos caminhos, o retrocesso nunca foi uma boa escolha. |