Filmes

 

O Homem Bicentenário
Título Original
Bicentennial Man

Direção & Produção
Chris Columbus

Ano de Produção
1999

Estrelando
Robin Williams
Embeth Davidtz
Sam Neill
Oliver Platt

Lançamento
Columbia

Duração
130 minutos


 
 
Real Player
Clique aqui para ver o trailer do filme!

 

O Homem Bicentenário (Bicentennial Man) engloba dois séculos, durante os quais o objetivo único de um indivíduo é aprender tudo que puder sobre as complexidades da humanidade, da vida e do amor. Graças aos seus próprios esforços, Andrew, um modelo bem popular de robô, ensina tanto quando aprende. Ele mostra ao mundo como abrir os olhos e o coração para receber qualquer ser com compaixão, quem pede para ser aceito.

Andrew parece um robô como outro qualquer. Ao chegar, a família Martin é constituída de quatro membros: Richard Martin, a quem Andrew chama respeitosamente de Sir (Senhor); a mulher dele, simplesmente chamada de Ma’am (Madame); e as duas filhas do casal Grace e Amanda, que sempre serão Miss (Jovem) e Little Miss (Pequena Jovem), respectivamente.

Little Miss é a primeira a chamá-lo de Andrew, porque ela o confunde com um andróide, o que ele, óbviamente, não é. Ele é um robô. Um NDR-114, da NorthAm Robotics, comprado, como ele próprio descreve, “para executar tarefas domésticas rotineiras. Cozinhar. Limpar. Fazer pequenos consertos. Supervisionar ou brincar com as crianças”.

As crianças, entretanto, recebem este novo membro da família com uma natural desconfiança inicial. Miss o vê como um eletrodoméstico simples e sem interesse, comum nas casas das suas amigas. Little Miss o acha ligeiramente assustador. Ela, é claro, não tem nada a temer, uma vez que a primeira lei da robótica deixa bem claro que, “Robôs não devem machucar seres humanos ou, através da inércia, permitir que um ser humano sofra qualquer mal.”

Talvez seja a segunda lei da robótica, “Robôs devem obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas ordens entrarem em conflito direto com a Primeira Lei”, o que levou a família Martin a mudar seu modo de encarar Andrew. Após um incidente, no qual Miss mandou que Andrew pulasse de uma janela do segundo andar da casa (e como é uma ordem, ele é obrigado a cumpri-la), o Sr. Martin proclama, “Mesmo que Andrew, tecnicamente, seja um bem de consumo, ele deverá ser tratado como uma pessoa”. Ao tratarem Andrew como um ser humano, ele começa a dar sinais de desenvolvimento humano? Ele está mesmo dando provas bastante antropomórficas de criatividade, curiosidade e amizade? Ou é simplesmente, como explicam os executivos da NorthAm Robotics, “Um eletrodoméstico com forma humana, demonstrando sinais de falha mecânica, interpretados como excentricidades.”

O Sr. Martin decide não só dar total liberdade criativa a Andrew, mas também o encoraja e o estimula a que se comporte como um ser totalmente individual e único.

O talento artístico de Andrew fica evidente pela primeira vez em suas delicadas talhas de madeira na forma de animais. Pouco depois, ele transforma o porão da casa dos Martin numa oficina, onde cria relógios intrincados. Seu talento se desenvolve paralelamente à sua amizade com seu patrão e ao seu afeto cada vez mais profundo por Miss.

É irônico, entretanto, que alguém passe tantas horas criando máquinas do tempo e fique imune à sua passagem. Mas o tempo sempre passa. Ao longo dos anos, depois décadas, Andrew conquista um certo grau de notoriedade com a criação e a venda de suas obras excepcionais, enquanto acompanha a família à qual pertence crescer... e envelhecer. Isso torna Andrew ainda mais consciente de como ele é diferente e único e como se sente só.

Andrew decide que ter uma aparência humana pode diminuir o abismo entre ele e o mundo humano que ele tanto deseja compreender. Mesmo após todos os upgrades robóticos que alteram sua aparência, ainda fica faltando alguma coisa. A habilidade de decidir por si mesmo onde quer morar, o direito de ir e vir segundo sua vontade e o direito de decidir é tudo que Andrew, como um bem de consumo, não tem. Falta-lhe o direito do livre-arbítrio. Embora seu pedido fosse algo inédito nos anais de jurisprudência, o tribunal não tem como negar a liberdade a um ser com a mente desenvolvida o suficiente para desejá-la com tanto empenho.

De início, a liberdade de Andrew tem um custo pessoal alto. O Sr. Martin, seu companheiro de longa data e mestre, é incapaz de entender o desejo de Andrew. Mas para ele, é apenas o início de uma jornada de crescimento emocional, algo que ele deseja empreender.

Andrew se lança em explorações e descobertas, tentando entender como é o ser humano. Ele precisa descobrir se, em algum lugar, existe alguém ou alguma coisa parecidos com ele. Sua aventura não o levará a entender os outros, e sim, com a ajuda de seu novo amigo Rupert (Oliver Platt), um criativo especialista independente em robótica, Andrew irá descobrir a si próprio, desenvolvendo e apreciando seus próprios sentimentos e talentos.

Ao voltar à sua vida antiga, Andrew fica cada vez mais próximo dos novos membros da família Martin. O afeto que ele sentia por Little Miss se transforma numa grande amizade com a neta dela, Portia. Através dela, ele aprende que a humanidade inevitavelmente traz consigo a mortalidade e a consciência de que exatamente aquilo que parecia sempre interpor-se entre ele e sua existência humana é o que lhe confere humanidade.

OBS 1: O filme é baseado no conto de mesmo nome e no romance "The Positronic Man" escrito por Isaac Asimov e Robert Silverberg.

OBS 2: O lançamento em DVD contém as seguintes apresentações especiais:

- Making Of de "O Homem Bicentenário"
- Entrevista com Chris Columbus
- Entrevista com Robin Williams
- Notas sobre Elenco e Diretor
- Trailers de Cinema
- Seleção de Cenas
- Menu Interativo

 

Filmes - Isaac Asimov