Engenharia Ambiental (Bacharelado)
A carreira
Na relação entre o homem e o meio ambiente, ninguém
está levando vantagem já faz algum tempo. O planeta dá preocupantes sinais de
esgotamento, como o aumento do buraco na camada de ozônio e as alterações climáticas
em todo o mundo, colocando em risco o futuro da humanidade. Só no Brasil, cerca de 180
000 quilômetros quadrados de terra se encontram em franco processo de desertificação, a
maior parte delas na Região Nordeste. Tornar o processo de desenvolvimento sustentável,
ou seja, sem comprometer o meio ambiente, é o principal desafio que o engenheiro
ambiental tem pela frente.
"O campo de atuação desse profissional pode ser resumido em duas grandes áreas: a
de preservação e a de controle ambiental", afirma o professor Célio Bermann, do
Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, em São Paulo. Estudos do impacto ambiental
causado por grandes obras como a construção de uma hidrelétrica, a recuperação de
áreas degradadas e os projetos de reflorestamento e monitoramento do ar estão entre suas
principais funções. Mas ele também controla e fiscaliza a disposição de dejetos
industriais, planeja a redução da emissão de gases por fábricas, desenvolve e executa
projetos para controle da poluição ambiental, a exemplo da instalação de redes de
tratamento de efluentes e de filtros industriais.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de
São Paulo, 71% das prefeituras paulistas consideram a disposição do lixo doméstico,
industrial e hospitalar um dos principais problemas ambientais a enfrentar nos próximos
anos. "Essa é uma área que irá absorver o engenheiro ambiental a curto
prazo", prevê a professora Maria Terezinha da Costa Faria, coordenadora do curso de
engenharia ambiental da USM, em São Paulo. A demanda por especialistas em gestão e
auditoria ambiental vem crescendo nas empresas de consultoria, indústrias de extração,
de transformação e de geração de energia.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32.
Em alta: Tratamento de resíduos.
Na maioria das escolas, as aulas práticas em laboratório e os trabalhos de campo compõem 40% do currículo. A avaliação de sistemas sanitários, como estações de tratamento de resíduos, e análises de ecossistemas locais ou regionais são atividades corriqueiras durante a formação profissional. O curso dá ênfase a matemática, física, química, cálculo, álgebra, informática e biologia. Disciplinas como análise de impactos ambientais, estudo de solo, hidráulica, cartografia, sistemas de gestão e monitoramento ambiental fazem parte da fase profissionalizante. São obrigatórios o estágio e a apresentação de um projeto de graduação no final do curso. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)