Engenharia de Materiais
Vários modelos de automóveis estão sendo fabricados no
Brasil com paralamas feitos inteiramente de plástico. "Além de tornar os carros
mais leves, esse material permite inovações de design que seriam difíceis de obter se
fosse feitas com metal", diz Paulo Santos, gerente de tecnologia da fábrica da
General Eletric em Campinas, São Paulo. "Os setores eletroeletrônico e de
telecomunicações, por exemplo, só atingiram o atual estágio de evolução graças ao
desenvolvimento de novos materiais condutores, isolantes elétricos e da tecnologia das
fibras óticas e dos componentes eletrônico-óticos", lembra Silvio Manrich,
professor da UFSCar, em São Paulo.
Assim como as indústrias automobilística, eletrônica e de telecomunicações, o
crescimento de diversos setores depende da disponibilidade de materiais adequados - e,
portanto, do trabalho do engenheiro de materiais. Cabe a ele estudar o uso de materiais
como plástico, metais e cerâmica na fabricação dos mais variados produtos. Atualmente,
seu maior desafio é o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem de materiais, para
preservar o meio ambiente e reduzir custos industriais. Nessa área, informar o professor
Manrich, as pesquisas em curso no Brasil estão voltadas para a reciclagem de plástico e
de resíduos sólidos do lixo industrial.
São boas as perspectivas para os especialistas em
reciclagem de materiais, em razão da economia representada por esse processo e das leis
de proteção ambiental. Há vagas para os especialistas em processamento de polímeros
para a fabricação de artigos para a construção civil, como portas, janelas,
divisórias, forros, telhas e caixas-d'água. No ramo da cerâmica, cresce a procura por
quem lida com materiais especiais para uso odontológico e refratário. A Região Sudeste
é, de longe, a que representa a maior falta do mercado, especialmente em São Paulo, em
Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
Em alta: Reciclagem de materiais
Desde o início do curso você vai ter aulas teóricas e práticas, em laboratório. Nos dois primeiros anos, muita matemática, física, química e termodinâmica. A partir do segundo, optará por uma especialidade: polímeros (plásticos), cerâmicas ou metais. As disciplinas importantes nessa fase são todas ligadas a materiais. O estágio de seis meses é obrigatório. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)