Engenharia de Minas
Enquanto espera a namorada passar batom vermelho, o rapaz
toma um gole de Coca-Cola bem gelada. Nenhum dos dois pensa no trabalho do engenheiro de
minas enquanto fazem isso, e, no entanto, ele está lá. Como? Na fórmula do refrigerante
entra o ácido fosfórico e na do batom, o talco, ambos minérios extraídos sob a
direção de um engenheiro de minas. A importância desse profissional para o país é
grande, considerando-se que o Brasil é o principal exportador mundial de ferro, o maior
produtor de estanho e está entre os que mais produzem ouro, granito, alumínio e fosfato.
Trabalhar como engenheiro de minas exige sacrifícios. Em geral, esse profissional vive
fora de casa, grande parte do tempo no meio do mato, comandando as atividades de minas
subterrâneas ou a céu aberto. Precisa conhecer a tecnologia e os equipamentos mais
modernos para detonar rochas e abrir minas. Mas isso não basta: a preocupação com o
meio ambiente é parte integrante de seu ofício. "Como a atividade mineradora
degrada a natureza, as leis de proteção ambiental exigem cuidados rigorosos de quem atua
na área", diz Casimiro Gabriel da Silva Filho, que trabalha na única usina
brasileira de xisto betuminoso, no Paraná. Depois de extrair a rocha do subsolo,
beneficiá-la e entregá-la a Petrobrás, ele restaura o solo e planta espécies vegetais.
"Para se dar bem na carreira, é fundamental conhecer programas avançados de
computador", lembra o professor Antônio Pedro Sousa, da UFPb, na Paraíba.
"A curto prazo, o número de mineradoras deve
aumentar muito, por causa das mudanças na legislação que regulamenta as atividades do
setor e que prevêem incentivos para empresas que operam na área", diz Casimiro da
Silva Filho. Isso vai abrir vagas no mercado de trabalho. A extração de minerais para a
indústria, como argila, areia e brita, também está em franco crescimento no país.
Salário médio inicial: R$ 1 219, 32
Em alta: Extração
Disciplinas como matemática, física, química, mecânica e processamento de dados ocupam os dois primeiros anos. A formação específica inclui geologia econômica e geral, minerologia, petrologia e topografia. Há aulas práticas de pesquisa mineral, lavras e técnicas de extração. Duração média: cinco anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)