Medicina
Vida de médico anda difícil, e não é só por causa da
rotina dos vários empregos, dos plantões sucessivos e do bip tocando dia e noite.
Doenças consideradas erradicadas, como tuberculose, dengue e varíola, reapareceram no
cenário, para surpresa dos cientistas. A cada ano surgem superbactérias que tornam
inúteis antibióticos poderosos, e vírus pouco conhecidos, como o Ebola, que assusta o
mundo há alguns anos com sua capacidade de dissolver os órgão humanos. No Brasil, o
médico ainda tem de conviver com dificiências crônicas da saúde pública, escassez de
leitos e de medicamentos.
Apesar de tantos problemas, a média de vida da população aumenta em todo o planeta.
Isso se deve ao desenvolvimento da medicina e dos serviços de saúde, à melhoria das
condições sanitárias e à ênfase dada à prevenção das doenças. "Atualmente um
de nossos principais papéis é ser educador e promotor da saúde. Por isso, a boa
comunicação entre o profissional, o paciente e sua família é fundamental", afirma
o homeopata Flávio Dantas, de Minas Gerais.
O médico conhece a função de cada órgão, sistema e aparelho do corpo humano. É sua
responsabilidade identificar disfunções, diagnosticar doenças e escolher o melhor
procedimento para preveni-las e combatê-las. Os tempos atuais lhe impõe a necessidade de
atualização constante, para acompanhar o rápido progresso da ciência e exercer com
competência a profissão. Cursos de atualização, participação em congressos e leitura
de revestas especializadas são suas principais armas na luta para se manter a par das
novidades.
Cada vez mais o médico trabalha em equipe. Em alguns casos, essa ação conjunta é
fundamental para garantir o sucesso de uma cirurgia ou de um tratamento. "Exemplo
disso são os pediatras especialistas em recém-nascidos, que acompanham os partos ao lado
do osbstreta e do anestesista para assegurar a boa saúde da criança", afirma a
ginecologista Maria Cecília Mochon da Costa Alves, de São Paulo. Ele também atua, com
biomédicos, farmacêuticos e geneticistas, na busca por novas drogas, e com físicos e
engenheiros, no desenvolvimento de equipamentos de diagnóstico e aparelhos utilizados nos
hospitais.
Estão em alta os médicos especialistas em males
relacionados à velhice, como geriatras, reumatologistas, cardiologistas e nefrologistas.
Os hospitais públicos em São Paulo, por exemplo, têm vagas para nefrologistas, que
tratam de problemas decorrentes de deficiências renais, como hipertensão. Cresce também
a procura pelo clínico geral, que entende de tudo um pouco e é capaz de diagnosticar e
tratar problemas simples e encaminhar os casos mais complexos para os especialistas, se
necessário. Outra área promissora é a infectologia, por causa do surgimento de doenças
causadas por vírus e bactérias pouco conhecidas, como a hantavírus e o ebola, e do
reaparecimento de males considerados erradicados, entre eles a tuberculose. A velocidade
das inovações tecnológicas aumenta a oferta de vagas na área de diagnóstico por
imagem, como tomografia computadorizada, ultra-som e ressonância magnética. As regiões
Norte e Nordeste são as mais carentes de médicos. De maneira geral, as boas
oportunidades são limitadas. Do total de 9 000 formados a cada ano no Brasil, apenas 4
000 conseguem fazer residência numa instituição reconhecida pelo Ministério da
Educação, a fim de se especializar antes de entrar de vez no mercado. "O restante
cai em empregos que oferecem precárias condições de trabalho e salários
baixíssimos", afirma a ginecologista Maria Cecília Alves. "Ainda assim,
médico não fica sem trabalho."
Salário médio inicial: R$ 1 110,00
Em alta: Especialidades ligadas à saúde de idosos
Toda a atenção é pouca ao escolher a faculdade. Antes
de se inscrever no vestibular, considere o número e a qualificação dos professores,
laboratórios, equipamentos e centros de pesquisa. "Há várias escolas sem
infra-estrutura adequada, formando médicos incompetentes", diz Irani Novah Moraes,
professor da USP, em São Paulo. Condição imprescindível para um bom ensino é a
faculdade Ter um hospital-escola bem equipado, com um bom movimento de pacientes. É ali
que se aprende o ofício na prática, entrando em contato com portadores de diversas
doenças.
Estudar medicina exige dedicação total. As aulas ocupam o dia inteiro; é preciso muito
estudo e participação em seminários e congressos. Nos dois primeiros anos, você vai
ter disciplinas como anatomia, biologia e fisiologia. A partir do terceiro, começam as
matérias clínicas e o atendimento em ambulatório. Nos últimos dois anos, no internato,
você fará estágio e plantões em centros de saúde e hospitais-escolas. A residência
não é obrigatória, mas importantíssima para completar sua formação. Nela, você
passará dois anos trabalhando em hospitais, adquirindo experiência enquanto acompanha
equipes de especialistas. Duração média: seis anos, mais dois de residência
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)
Mensalidades de alguns cursos de Medicina
| FOA - Volta Redonda | R$571.72 |
| Med. de Catanduva | R$784,00 |
| Medicina de Petrópolis | R$784.00 |
| Univ. Gama Filho | R$868.50 |
| Fac. Med. de Campos | R$900.00 |
| FCMMG | R$980,06 |
| Santa Casa | R$995,00 |
| PUC-SP | R$1.036,88 |
| Medicina ABC | R$1.121,70 |
| USF | R$1.159,05 |
| PUC-Campinas | R$1.244,04 |
| Unaerp | R$1.250,00 |
| Itajubá | R$1.300,00 |
| UMC | R$1.360,00 |
| Pouso Alegre | R$1.590,00 |
| Unifenas | R$1.900,00 |
| Unimar | R$1.925,00 |