Nutrição
Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, feita
em 1996, mostram que 11% das crianças brasileiras têm desnutrição crônica e que a
obesidade cresce no país a uma velocidade assustadora. Outra pesquisa, do Instituto de
Nutrição da UFRJ, no Rio de Janeiro, aponta para uma situação ainda mais alarmante.
Segundo ela, daqui a vinte anos o câncer poderá ser a principal causa de mortalidade no
Brasil - e um terço dessas mortes estará relacionado a fatores dietéticos, em virtude
do consumo indiscriminado de alimentos embutidos em detrimento de cereais, legumes e
verduras naturais. Desse modo, um novo desafio incorpora-se ao menu do nutricionista:
evitar as doenças decorrentes da fome, da desnutrição e de hábitos alimentares
incorretos.
"A reeducação alimentar vai comandar a qualidade de vida da população brasileira
e mundial no próximo milênio", afirma Andréa Luiza Jorge, do Conselho Regional de
Nutricionistas de São Paulo. Um primeiro passo nessa direção acaba de ser dado pelo
governo, que lançou o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição. "Nele, o
nutricionista definirá estratégias de abordar e informar a população sobre os erros
alimentares e a importância de adquirir novos hábitos", diz Josely Durães,
presidente da Associação Brasileira de Nutrição.
A consciência da importância da alimentação para a saúde é o que tem levado
hospitais, academias e restaurantes a contratar cada vez mais nutricionistas. Afinal, é
ele quem sabe como cada nutriente atua no equilíbrio do organismo, que substâncias podem
suprir carências de ferro, cálcio, iodo ou vitaminas e quais contribuem para o melhor
funcionamento do corpo.
As cozinhas experimentais nas indústrias alimentícias
estão na ordem do dia. Nelas, o nutricionista testa receitas e faz pesquisas entre os
consumidores. A crescente preocupação com a saúde aumenta a demanda por profissionais
em academias e clínicas de estética. Melhora a área de nutrição esportiva, e muitos
clubes mantêm especialistas em suas equipes. O marketing também é um campo promissor. O
profissional começa a penetrar na área de vigilância sanitária, que antes era de
competência exclusiva do zootecnista e do agrônomo.
Salário médio inicial: R$ 878,54
Em alta: Indústria alimentícia
O curso
Pela frente, você terá matérias das áreas de medicina, química, engenharia de alimentos, psicologia e comunicação. Isso sem contar as específicas de nutrição. Também aprenderá técnicas dietéticas, educação nutricional e higiene dos alimentos. O último ano é ocupado pelo estágio. Duração média: quatro anos
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)