Secretariado Executivo
Uma das secretárias da Motorola em Edimburgo, na
Escócia, é brasileira. Débora Zuin, de 25 anos, atende em seu escritório clientes e
revendedores do Reino Unido e de Portugal. No tempo livre, ela cursa um mestrado em
marketing, além de estudar inglês e espanhol. "Faço isso tudo porque secretária
executiva tem de investir na carreira, precisa conhecer bem o mundo dos negócios para
crescer na carreira", diz.
Atualmente, secretário executivo é muito mais que um anotador de recados e digitador.
Entre suas tarefas estão preparar reuniões setoriais e fazer a ponte entre vários
setores. "Na verdade, ele funciona como um assessor. Isso porque ele participa de
todo o processo e toma decisões", afirma Maria Inês Salgado de Mello Franco,
coordenadora do curso na PUC de São Paulo.
"Na medida em que mudaram as funções, modificou-se também o perfil do
profissional", completa Maria Cristina Pimentel Campos, professora da UFV, em Minas
Gerais. "Agora se exige alguém criativo, inovador, que saiba antecipar problemas,
propor soluções, que tenha visão geral da empresa e de suas necessidades. "Isso
não quer dizer que as tarefas tradicionais sumiram do mapa. Atender o telefone, anotar
recados, organizar a agenda do chefe, redigir e traduzir textos ainda faz parte da rotina
desse profissional. Servir cafezinho também.
A valorização de profissionais capazes de tomar
decisões torna mais fácil a entrada dos secretários executivos no mercado. "Os
bancos estão entre as empresas que mais empregam", afirma Virgínia Félix de
Oliveira, do Sindicato das Secretárias do Estado de São Paulo. As vagas são mais
abundantes nas grandes cidades, principalmente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em
Brasília, onde se concentram as sedes de multinacionais, os consulados e muitos
escritórios de profissionais liberais, como médicos e advogados. Salário médio
inicial: R$ 1 000, 00
Quase metade da carga horária é dedicada ao ensino de um
língua estrangeira, geralmente o inglês. O recém-formado sai da faculdade capacitado
não só para falar a língua mas também escrever textos técnicos e oficiais. O
currículo inclui ainda administração de empresas, arquivística, contabilidade,
direito, informática, marketing, psicologia e recursos humanos. Várias escolas oferecem
curso trilíngüe, com português, inglês e francês ou espanhol. Duração média:
quatro anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)