Decoração
Passamos grande parte da vida entre quatro paredes. Em
parte, isso explica por que a carreira de decorador está se firmando no país, com
profissionais cada vez mais gabaritados. "Quando comecei, trinta anos atrás, não
havia formação especializada. Agora temos no mercado gente competente, vinda dos cursos
de arquitetura e de decoração", afirma o decorador paulista Sérgio de Oliveira.
"Trabalhamos para que o homem viva em ambientes mais funcionais e agradáveis",
diz Jane Monteiro Franco, coordenadora do curso de decoração da Uemg, em Minas Gerais.
Segundo ela, o grande desafio é decorar um ambiente respeitando os desejos, o perfil e a
disponibilidade financeira do cliente. Ou seja, na vida real, é raro o decorador poder
criar livremente. "Não adianta fazer uma casa com o que existe de mais moderno em
móveis, objetos, cores e iluminação se os donos dela têm um estilo conservador",
explica.
Nessa profissão, além de desenvolver projetos, você vai coordenar equipes de
profissionais, como marceneiros, pintores e eletricistas, que transformarão suas idéias
em realidade. No dia-a-dia, a supervisão do trabalho da equipe vai se somar a uma rotina
de trabalho puxada, em que jornadas de dez horas são comuns. "A parte mais exaustiva
é a época em que executamos um projeto", conta Martha Vidal, decoradora em São
Paulo. "Mas vale a pena. A grande recompensa está nas duas pontas do processo: a
criação do projeto e a entrega do trabalho."
A valorização da aparência das casas e o barateamento
dos projetos de decoração fizeram com que o trabalho desse profissional se expandisse
entre a classe média. Crescem as oportunidades em adaptação de móveis e espaços: o
decorador é capaz de criar ambientes funcionais nos pequenos apartamentos das grandes
cidades. Outro nicho são as empresas da área de decoração, em que o profissional ajuda
o cliente a escolher os móveis. "Também há potencial na decoração de áreas
comerciais, como grandes empresas", completa Martha Vidal.
Salário médio inicial: R$ 758,00
Em alta: Decoração comercial.
Os dois primeiros anos são tomados por matérias como estética, história da arte e história do mobiliário. A partir do terceiro, aumenta a carga horária de aulas de projetos em composição de interiores e exteriores (decoração e jardinagem), de perspectiva, desenho artístico e desenho arquitetônico técnico. Duração média: quatro anos.
(fonte: Guia Abril do Estudante 2000)