| 14 de Maio 2001 - Encontro com o Pablo Perez, jornalista na revista El Trueque e a Heloisa Primavera, directora da revista - Buenos Aires http://visitweb.com/trueque http://redlases.org.ar http://www.truequeclub.com O primeiro clube de troca nasceu no Bernal, Provincia de Buenos Aires no 1º de maio 1995. Chama-se PAR (Programa de Autosuficiencia Regional) e os membros fundadores saô : Carlos de Sanzo, Ruben Ravera e Horacio Covas. A partir da experiêcia desse clube, outros clubes nasceram em outras regiões argentinas e El Trueque tornou-se na "Red Global de Trueque". Os clubes chamam-se "nodos" e os seus membros saõ "prosumidores" (produtores e consumidores). O objectivo desses clubes é trocar produtos, serviços e saberes nas feiras que organisaõ. Segundo o clube, essas podem ocorrer uma ou varias vêzes por semana, uma ou duas horas por dia ou todo o dia. Mas o objectivo de El Trueque é mais do que a troca, tambem é : capacitaçaõ de novos membros, capacitaçaõ à coordinaçaõ de clubes, desenvolvimento pessoal e empresarial, reuniões mensais de coordinadores de clubes, reuniões de clubes que têm a mesma moeda. Cada clube é autónomo e pode ou naõ decidir ter uma moeda para formalizar a troca (pode haver troca sem moeda). Ele tambem aceita 12 principios morais da Rede. Quando um clube tem uma moeda, tambem pode aceitar outras para a troca, jà que os membros de um clube podem participar a outro. Em certos nodos, è preciso pagar um direito de ingresso de 2 pesos (2$) para poder receber creditos (moeda). As reuniões inter-zona saõ, entaõ, importantes para que os clubes presentem as contas e o numero de creditos emitidos. Em certos clubes, como o PAR, emitiram-se demasiado creditos, o que provocou uma inflaçaõ e uma crise de confiança na moeda dele. Mas isso naõ teve consequência nenhuma sobre os outros nodos, jà que eles saõ autónomos. Em 2001, há de 1 a 2 milhões de membros no El Trueque (36 milhões de habitantes em Argentina) e uns 1000 nodos, principalmente em Buenos Aires e no Oeste do pais. Naõ se sabe exactamente quantos clubes existem porque naõ há associaçaõ nacional para contar os nodos. Mas o Pablo e a Heloisa pensam que o numero cresceu de mais de 100% no ultimo ano e meio e que o ritmo de crescimento ainda vai aumentar no próximo ano. Pois a Argentina esta agora vivendo uma grave crise económica e a classe media que era importante esta a diminuir muito. Em certos bairros, onde há nodos El Trueque, a taxa de desemprego, as vêzes, é de 50 % e os nodos saõ a única maneira de sobreviver. 90% das pessoas pertencem aos clubes por necessidade e 10 % porque buscam uma alternativa ao sistema capitalista. Alguns nodos saõ compostos por vizinhos, saõ informais, naõ têm coordinador e estaõ numa zona de forte desemprego. Outros estaõ mais formalizados, com uma moeda de papel, empregados, um centro de capacitaçaõ... Heloisa insiste sober o facto que El Trueque é uma necessidade para reduzir o impacto da crise. E por essa razaõ que o governo acaba de assinar um acordo com um nodo e reconhece assim oficialmente El Trueque. No entanto, apesar de essa oficializaçaõ e de esse crescimento, El Trueque atravessa agora uma crise; dividiu-se em 2 tendências : uma mais formal e burocrática, a Red Global de Trueque cujo leader é um dos fundadores e cujo objectivo é centralizar e globalizar a Red; e a Rede de Troca Solidária, que quer ficar local. A questaõ para Heloisa é saber como evitar uma crise de confiança no sistema com tantas moedas. Heloisa tambem participou na criaçaõ de outros sistemas de troca na A´erica Latina. Ela acredita na troca e pensa que agora é o bom momento para discutir do problema do dinheiro no sistema capitalista. Esse naõ favorece a troca e as relações sociais e económicas. O Pablo, esse, segue essa ideia no dia a dia. Pois na familia dele, se a esposa continua trabalhando e ganhando pesos, ele só vive com moeda creditos : abandonou o peso, trabalha para El Trueque e paga em creditos nos nodos a comida, roupa, discos, livros...necessarios à familia. Nesse dia, graças ao Pablo, tambem encontramos 2 clubes nos bairros pobres de Buenos Aires : - Impacto : O coordinador, Jorge O. Amabile, nos explica que a camara municipal acha a acçaõ o clube taõ importante que aceita o pagamento dos impostos em creditos. - El Encuentro, cujo coordinador é Alberto Molina. O clube tem 250 membros e existe há 2 mêses. Graças à actividade do nodo, uma galeria comercial em falência, esta a ser recuperada, assim um terreno de esportes, uma piscina, um café.. Os creditos circulam e permitem a revitalizaçaõ do bairro. |
| EXPERIENCIA ARGENTINA |