Entrevista com Sarah Michelle Gellar
Esta entrevista foi tirada da Revista sci-fi news numero 14 onde saiu uma grande reportagem sobre Buffy.

Pergunta: O que é mais facil matar vampiros na TV ou assassinos seriais no cinema?
Sarah Michelle Gellar: Ambas são incrivelmente dificeis e incrivelmente diferentes. Mas são interessantes, porque fui treinada em artes marciais; estou acostumada a lutar; sair dando pontapés e socos. Fazendo I Know What You Did Las Summer (Eu sei o que vocês fizeram no verão passado), por exemplo, tive que representar o papel de alguem na defensiva, porque a personagem não era uma atleta, nem sabia Tae kwon do, mas era apenas uma garota assustada e desamparada. Em muitas cenas o diretor do filme dirigia-se a mim e observava: "Sarah, você está correndo de forma muito atlética; isso não é uma competição olímpica [RISOS]"... Vê-se, por aí, que houve dificuldades.
P: O fato de você ser tão bem-treinada e saber usar a força não afeta a sua vida afetiva. Os rapazes, por exemplo, não ficam com medo de que você vá bater neles?
SMG: [AMEAÇADORA] Basicamente eles sabem que não podem bobear comigo. Se um deles me trair, já sabe o que vai acontecer [RISOS]. Tá com medo agora?
P: Um pouquinho. Mas, o quanto você curte, pessoalmente, o gênero horror?
SMG: Eu, realmente, curto muito. Os filmes do gênero são verdadeira enxurradas de adrenalina. São um barato seguro, onde podemos ter medo, sem medo; você pode gritar, espernear, botar tudo pra fora, com permissão. Curto mesmo. Além do que, me dá chance de me agarrar no meu namorado, que, como já foi comentado aqui, já estava morrendo de medo de mim [RISOS]... 
P: Então, quem agarra quem?
SMG: Hoje em dia são os namorados que agarram a gente, morrendo de medo [RISOS]...
P: Fazendo filmes e seriados em que o elenco é basicamente gente jovem, não ocorrem namoros no SET?
SMG: Não, normalmente não temos romance de bastidores nem brigas. Meus SETS são sempre muito chatos. Mas o legal é que o pessoal que trabalha neles é gente muito talentosa e o trabalho corre tranquilo, o que já é uma benção. Melhor namorar fora do SET.
P: E do Brasil, o que sabe? Já visitou este país?
SMG: Interessante: eu tenho uma amiga com quem cresci: Carmem, a filha de Eumir Deodato. Quando éramos pequenas, ela tinha uma casa em Hamptons e outra no Brasil. Uma vez Carmem me convidou para ir com ela passar o verão no Brasil, se fosse em Hamptons minha mãe deixaria, mas como era para ir à casa do Brasil, no carnaval, e na época eu ainda era pequena, minha mãe não permitiu. Até hoje eu culpo minha mãe  por não ter me deixado ir conhecer o Brasil e ver seu carnaval.
P: Depois de fazer I Know What You Did Last Summer você participou de Scream 2, não é?
SMG: Isso mesmo, e acho que o segundo foi ainda melhor que o primeiro. O que é algo raro de acontecer. Mas, apesar do primeiro Scream ter sido um grande filme, creio que o número 2 conseguiu superá-lo. O roteirista  era Kevin Williamson,o mesmo de I Know What You Did Last Summer.Bastante assustador.
P: Qual o seu filme de horror  favorito de todos os tempos?
SMG: Scream 2 e I Know What You Did Last Summer [RISOS]. Pediram por essa [RISOS]...
P: Você tem um belo gancho de direita: rápido e certeiro [RISOS]! E quem é esse cara no seu colo?:
SMG: É meu cachorrinho Thor. Ele estava triste por ficar sozinho, então, eu o trouxe para fazer a entrevista comigo. Não parece, mas é um cão assustador [ \thor é um yorkshire branquinho e indefeso,  pouco maior que um gato. Ela o pega pela barriga e e Thor fica com as duas patinhas dianteriras balançando,com a lingua de fora e uma expressão patética]. Não se iluda, ele é um matador [ RISOS].
P: O que há de novo nessa nova safra de filmes de horror, dos quais você já participou de dois?
SMG: Garotas de minissaia e uns rapazes be bonitinhos [RiSOS]! Não, brincadeira, há bem mais do que isso. e também não é só sobre horror. Esses filmes tem bons personagens que mostram como decisões idiotas podem arruinar a vida de um de um jovem. O que é sempre uma boa lição. Filmes de horror são sempre lições de moral. É isso.

Entrevista feita por Vladimir Weltman,