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Epilepsia. O que de fato
aconteceu? Na pesquisa "Midiologia Subliminar: Efeitos Neurofisiológicos do Desenho Animado Pokémon", Flávio Calazans cita o médico psiquiatra especializado em epilepsia Yukio Fukuyama, que batizou a nova doença: Epilepsia Televisiva. Uma derivação da Epilepsia Fotossensível em escala epidêmica, disseminada pela TV. "Nunca houve registro documentado de tal tipologia de efeito colateral relacionado à mídia eletrônica", afirma Calazans. A produção do Pokémon teria usado uma técnica hipnótica para aumentar a identificação do telespectador. Conhecida como Paka-Paka (pisca-pisca), a técnica emprega um jogo de luzes coloridas que piscam em velocidade taquiscocópica subliminar (tão rápida, que é percebida apenas a nível do subconsciente humano). A lógica é simples: quanto mais veloz, maior a emoção, a identificação. Na cena em questão, as bochechas do Pikachu piscaram mais de 10 vezes num só segundo, nas cores vermelho, branco e azul, provocando um verdadeiro curto-circuito epilético no sistema neurológico, chegando a alterar a química do sangue. Em estudo publicado este ano nos Anais de Neurologia, o dr. Shozo Tobimatsu, do Departamento de Neurologia clínica da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, Japão, confirmou a hipótese levantada por Calazans dois anos antes: os ataques foram provocados em crianças que nunca tinham tido ataques epilépticos pela alta freqüência do sinal associada à seqüência de cores utilizada (vermelho-branco-azul). Texto extraído do site Aqui! |