Epilepsia. O que de fato aconteceu?
Batizado pela mídia de "Pânico Pokémon", o fenômeno ganhou destaque em jornais e emissoras de TV do mundo inteiro. Tudo aconteceu num piscar de olhos... ou melhor, de bochechas (!). Na cena fatídica, as faces rechonchudas do personagem principal, Pikachu, piscaram durante cerca de cinco segundos em luzes de diferentes cores. O tempo foi mais do que suficiente para vinte minutos depois, começar o corre-corre frenético das ambulâncias por todas as ruas da cidade.

Na pesquisa "Midiologia Subliminar: Efeitos Neurofisiológicos do Desenho Animado Pokémon", Flávio Calazans cita o médico psiquiatra especializado em epilepsia Yukio Fukuyama, que batizou a nova doença: Epilepsia Televisiva. Uma derivação da Epilepsia Fotossensível em escala epidêmica, disseminada pela TV. "Nunca houve registro documentado de tal tipologia de efeito colateral relacionado à mídia eletrônica", afirma Calazans.

A produção do Pokémon teria usado uma técnica hipnótica para aumentar a identificação do telespectador. Conhecida como Paka-Paka (pisca-pisca), a técnica emprega um jogo de luzes coloridas que piscam em velocidade taquiscocópica subliminar (tão rápida, que é percebida apenas a nível do subconsciente humano).

A lógica é simples: quanto mais veloz, maior a emoção, a identificação. Na cena em questão, as bochechas do Pikachu piscaram mais de 10 vezes num só segundo, nas cores vermelho, branco e azul, provocando um verdadeiro curto-circuito epilético no sistema neurológico, chegando a alterar a química do sangue. Em estudo publicado este ano nos Anais de Neurologia, o dr. Shozo Tobimatsu, do Departamento de Neurologia clínica da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, Japão, confirmou a hipótese levantada por Calazans dois anos antes: os ataques foram provocados em crianças que nunca tinham tido ataques epilépticos pela alta freqüência do sinal associada à seqüência de cores utilizada (vermelho-branco-azul).

Texto extraído do site Aqui!