Vista recentemente como a Hera Venenosa de "Batman & Robin", de Joel Schumacher, esta loiraça alta, longínea e etérea faz jus ao nome tirado da mitologia oriental. Nascida em Boston, em 29 de abril de 1970, Uma Karuna Thurman deve este nome de deusa ao pai, Robert Thurman, professor de indo-budismo na Universidade de Colombia, e o físico estupendo à mãe, Nena, uma ex-modelo sueca que foi casada com o papa da contracultura Timothy Leary e é atualmente psicoterapeuta. A beleza, sem dúvida, está no sangue. A avó materna de Uma, a também sueca Brigit Holmquist, era tão bonita que serviu de modelo para uma estátua, certa vez. Isto, sem dúvida, atraiu o amor do barão Karl von Schlebrugge, que se tornaria seu marido. Este avô nobre chegou a ser preso pelos nazistas durante a II Guerra Mundial por negar-se a entregar seus parceiros comerciais judeus. A veia artística, porém, veio do outro lado da família. A avó paterna de Uma, Elizabeth Farrar, chegou a ser atriz. Uma tirou proveito da tradição familiar, portanto, pelos dois lados. Iniciou-se na carreira de modelo ainda adolescente e, aos 17 anos, desistiu de tentar um curso universitário para estrear no cinema. Em 87 ela fez dois filmes, "Kiss Daddy Good Night", de Peter Lly Huemer, e "Johnny Bom de Transa", onde contracenou com Robert Downey Jr. sobe a direção de Bud Smith. Mas foi só no terceiro filme, "Ligações Perigosas", de Stephen Frears, que ela ganhou definitivamente as atenções. Mesmo novata, conseguiu não ser ofuscada pela belíssima Michelle Pfeiffer e brilhou no pequeno papel da virgem seduzida por John Malkovich. No ano seguinte, compareceu numa pequena ponta em "As Aventuras do Barão de Munchausen", onde interpretou o muito apropriado papel de Vênus. Sua sensualidade se expressou numa voltagem ainda mais alta em "Henry e June", em que viveu a esposa bissexual e insaciável do escritor erótico Henry Miller. Em 1991, ano em que estreiaram duas produções sobre o célebre ladrão Robin Hood, ela ganhou sem esforço a disputa de mais bela lady Marian, mesmo estrelando a versão mais modesta, dirigida por John Irvin. A superprodução "Robin Hood, O Príncipe dos Ladrões", dirigida por Kevin Reynolds, contou com o astro Kevin Costner, mas, em compensação, teve de contentar-se com a talentosa mas bem menos estonteante Mary Elizabeth Mastrantonio. Uma passou três anos em relativo ostracionismo entre produções pequenas, como o bom suspense "Jennifer 8 - A Próxima Vítima", ao lado de Andy Garcia, até filmes fracamente irregulares como "Desejos" e "Uma Mulher Para Dois". Mas a estrela saiu por cima em grande estilo interpretando a esposa maluquinha de um gângster em "Pulp Fiction - Tempo de Violência", de Quentin Tarantino. Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e dos Oscar® de melhor roteiro original, o filme jogou para o alto a carreira de Uma e ressuscitou John Travolta, que andava praticamente aposentado. A ótima cena em que os dois dançam numa lanchonete retrô, aliás, deu aos dois o prêmio MTV para melhor seqüência de dança daquele ano. Pouco depois desse sucesso, Uma viveu uma lésbica em "Até as Vaqueiras Ficam Tristes", fracasso de público e de crítica do diretor cult Gus Van Sant. Mas logo se recuperou em duas simpáticas comédias, "Brincando de Seduzir" e "Feito Cães e Gatos". Em seu último filme, "Os Miseráveis", adaptação do clássico de Victor Hugo, Uma viveu a prostituta Fantine. Em breve será vista com a sensual Emma Peel, na adaptação para o cinema do seriado da TV, "Os Vingadores". Entre seus ex-amores estão Gary Oldman e Timothy Hutton. Atualmente Uma está com Ethan Hawke, pai de seu futuro filho. Os dois se apaixonaram durante as filmagens da ficção "Gattaca - A Experiência Genética".

 

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