PLANEJAMENTO AGREGADO
O Planejamento Agregado, decisão
a médio prazo, liga o Planejamento da Capacidade e a Programação
e Controle de Produção e Operações.
O objetivo do Planejamento Agregado é minimizar custos
e obter o emparelhamento entre a demanda e a produção.
Planejamento Agregado é o processo de balanceamento da
produção com a demanda, projetada para horizontes
de tempo em geral de 6 a 12 meses. O que se procura é combinar
os recursos produtivos, atendendo a demanda conseguindo os custo
mínimo.
Se a empresa possuir uma grande variedade de produtos ou serviços,
fica impraticável planejar o emparelhamento da produção
com a demanda prevista individualmente para cada uma deles. Por
isso a designação de "agregado". Existe
a necessidade de se adotar unidades comuns e expressar a demanda
nessas unidades (peso, volume, horas de trabalho para processar
o produto).
Ao se analisar a posição ocupada no processo global
de planejamento da produção, o Planejamento Agregado
ocupa uma posição intermediária. O primeiro
no posicionamento do processo global de planejamento d produção
trata-se do Planejamento da Capacidade, em seguida o Planejamento
Agregado e por último o Programa-Mestre da Produção.
Planejamento da Capacidade determina o tamanho das instalações
e a potencialidade da empresa para atingir determinados níveis
máximos de produção, sendo que esta capacidade
não pode ser radicalmente aumentada.
O Planejamento Agregado procura conciliar o Planejamento da Capacidade
com as previsões da demanda.
O Programa Mestre de Produção ou simplesmente Programa.
ou Plano de Produção estabelece o que irá
efetivamente ser produzido a curto prazo (poucas semanas).
ETAPAS DO PLANEJAMENTO AGREGADO
Existem etapas a serem cumpridas durante
a execução do Planejamento Agregado, citadas a seguir:
a) previsão da demanda é feita para um período
que vai comumente de 6 a 12 meses, sendo que a previsão
pode ser obtida utilizando-se os métodos já vistos
anteriormente, tais como: regressão, médias, dentre
outros.
b) Escolha do conjunto possível de alternativas que serão
utilizadas para influenciar a demanda e/ou os níveis de
produção. A gerência pode estabelecer restrições,
tais como: evitar demissões de pessoal, manter estoques
baixos, dentre outros.
c) Determinar quais as alternativas particulares que serão
usadas para influenciar a demanda e/ou os níveis de produção.
A escolha da alternativa deverá obedecer a critérios
de minimização de custos de produção
ou de maximização de lucros.
ALTERNATIVAS PARA INFLUENCIAR A DEMANDA
A propaganda serve para aumentar a demanda
em períodos de baixa ou deslocá-la de período
de alta.
As promoções e preços diferenciados servem
para o aumento da demanda em certos períodos, ou para desviá-las
de épocas de alta para épocas de baixa.
As reservas e demoras na liberação dos produtos
ou serviços constituem num recurso típico para transferir
demanda de um outro período.
No desenvolvimento de produtos complementares as companhias que
trabalham com produtos de sazonalidade acentuada podem desenvolver
produtos complementares, estando a demanda de um produto em época
sazonal de baixa, podendo ser substituído por outro em
alta.
ALTERNATIVAS PARA INFLUENCIAR A PRODUÇÃO
Servem para aumentar ou diminuir a taxa
de produção num determinado período. As principais
alternativas são:
a) Contratação e demissão de empregados
A relação entre o número
de funcionários e produção, ao longo do tempo,
não é linear, devido às características
da organização produtiva e ao aumento de produtividade.
A produção dobrada não é sinônimo
do dobro de funcionários. No entanto, em aplicações
a curto e médio prazos, é costume adotar-se a relação
linear entre a produção e o número de funcionários.
A política de algumas empresas é a de adotar à
demissão de funcionários somente em último
caso, mesmo que a permanência do pessoal represente algum
prejuízo temporário, em fases de baixa demanda.
b) horas extras ou redução da jornada de trabalho
Para se aumentar os níveis de
produção, o uso de horas extras tem sido um recurso
muito comum nas indústrias, embora eleve o custo da produção.
A redução da jornada de trabalho acomoda o pessoal
aos níveis mais baixos da demanda, evitando demissões
em massa. Outro ponto a ser citado também, seria a concessão
de férias coletivas, pois pode ser considerada uma variante.
c) estocagem
A estocagem de produtos em fases de baixa demanda, para utilizá-los em fases alta é um recurso comum em empresas industriais, embora sua aplicação em atividades de serviços seja difícil.
d) subcontratação
Consiste em solicitar que outra empresa
faça o produto ou parte dele. Normalmente os custos dos
produtos feitos por subcontratação são maiores
do que os custos incorridos na produção interna.