O amor de Deus   (Sabrina Fortunato)

           

Quem poderia me aceitar como sou, sem nada replicar?
Amar-me incondicionalmente sempre, sempre me amar
Não sou digna desse amor que me envolve e me alimenta
Esse amor que me da forças, e a alegria de viver me salienta
O Amor de Deus.

Ah, se eu pudesse nunca me esquecer desse imensurável amor!
Seria como a nova mãe que se alegra em dar a luz sentindo dor
Não temeria o vulcão quente que faz cobrir de cinzas o chão
Ainda em meio a Terceira Guerra Mundial teria paz no coração
Não posso esquecer do Amor de Deus!

Ainda que dos meus olhos brotasse uma tristeza
Esse infinito sentimento de Cristo seria minha fortaleza
Mesmo que a Terra escurecesse e para mim não houvesse luz
Estaria segura, ao lembrar que sou guiada por Jesus
Preciso guardar o Amor de Deus.

Ah, que alegria!
O nascer de mais um dia...
Olhar para o horizonte e saber que está a me amar
Navegar no Espírito desse amor sem par

Deixemos brotar em nós a certeza do amor que Ele expressa
Andar neste mundo seguros, ir caminhando sem pressa
Ainda que as pedras no caminho queriam fazer parar a jornada
Esse amor me sustenta, com Ele sou tudo, sem Ele sou nada
Eterno Amor de Deus.

Mesmo que a indiferença e o desprezo me persigam sem cessar
Tenho comigo o amor daquele que está a me guardar
Pois muito antes que as pedras cheguem a mim, Ele as recolhe no ar
Entre! Nasça em mim! Viva em mim! De Deus o eterno amar...
Alimento-me do Amor de Deus

Ainda que eu faça no Seol a minha cama, ou esteja escondida
Deus estará sussurrando baixinho: “Amo a ti, filha querida”.
Mesmo que as lágrimas queiram impedir meu cantar
Gritarei para o mundo ouvir, que Ele está a trabalhar
Não me obstarei desse Amor de Deus.

Caia o orvalho gelado!
Mostre de Deus o cuidado!
Do Amor que tudo provê...
Que gratidão eu possa ter...

Desde o ventre da minha mãe esse Amor me sustém
Fui pobre pecadora, mas até ali me amavas também
Ainda que muitos viessem apontar meus defeitos, o meu fardo
Seu amor permanecia sendo para mim sempre, sempre dispensado
Ah, esse Amor de Deus...

Quem mais poderia me amar desse jeito?
Aceitar-me assim, cheia de defeitos?
Só pelo seu Amor...
Por isso dou-lhe glórias e louvor

Com aquela Cruz pesada derramou seu sangue por mim
Quem mais poderia dar a própria vida por alguém assim?
Calúnias, escárnio, crucificação, morte... Dor...
Tudo, tudo por amor...

Mesmo que eu me enfraqueça numa infidelidade cruel
Ele não pode negar-se a si mesmo, mas permanece fiel
Ainda que eu esfrie o meu amor, e seja tomada pela dor
Não serei desamparada, porque Ele é Pai, além de Senhor
Ah, Amor de Deus...

Como posso ficar calada diante deste dilema?
Não expressar esse Amor com um poema?
Não reconhecer?
Não honrar?
Não agradecer?
Não amar?
Obrigada meu Senhor!
Sou grata pelo seu amor
Obrigada meu Jesus, obrigada por me amar!
Para ti entrego este poema, os versos e o rimar.

 

 

 

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