ESCRAVOS DO ÓCIOOs ossos no ócio rugem; Sai um grito de desilusão; Pois não houve recompensa Do árduo trabalho, e pão. Desânimo de tentar novamente, O verde, esperança a escurecer; E perguntam se vale a pena Trabalhar sem receber. A vida virou morte, O suor, sangue a minar, Abandonados à sorte, Procuram a quem clamar. Em lágrimas, se afogam, Mas enquanto houver vida, há chance De que alguma coisa dê certo, Inda que por um instante.
Thiago H. Ramos da Mata