ESCRAVOS DO ÓCIO

 

Os ossos no ócio rugem;

Sai um grito de desilusão;

Pois não houve recompensa

Do árduo trabalho, e pão.

Desânimo de tentar novamente,

O verde, esperança a escurecer;

E perguntam se vale a pena

Trabalhar sem receber.

A vida virou morte,

O suor, sangue a minar,

Abandonados à sorte,

Procuram a quem clamar.

Em lágrimas, se afogam,

Mas enquanto houver vida, há chance

De que alguma coisa dê certo,

Inda que por um instante.

 

 

Thiago H. Ramos da Mata

 

 

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