INFORTÚNIO

 

 

Vendo-me assim, tão pequeno e faminto,

Te comoves e sentes por mim compaixão,

Mas ao pensar nos culpados deste meu  vil destino,

Tua raiva sufoca a primeira emoção.

 

Eu não fiz a escolha do lar que nasci,

E o pai que eu tenho, não te censuro julgar,

Mas um pedaço de pão, foi só o que pedi.

Tua revolta não pode minha fome matar.

 

Com o Samaritano, precisamos aprender:

Quem legaliza o infortúnio, não o quer resolver.

Do faminto o problema, só achará solução

Nos que acima da mente, vêem com o coração.

 

                                               Samuel Silva da Mata

 

                                                                       Em 11/11/99

 

 

 

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