De Povoado à Freguesia e Capital


O Porto dos Casais já entrava em um desenvolvimento significativo, Rio Grande ainda estava ocupada pelos espanhóis e o trabalho portuário crescia intensamente.

Sendo interesse militar transformar este local em vila, começa o processo para tal. José

Marcelino de Figueiredo, militar e posterior governador da localidade, conhecia a capitania e sabia da posição estratégica do porto, ponto-chave nas comunicações entre Rio Pardo e Rio Grande. Seria também a base para o ataque aos espanhóis.

Contra a mudança de capital estavam os políticos e a Igreja pois era seguro estar mais perto de Laguna, para o caso de uma retirada estratégica. Afora esta razão, faltava uma capela para registrar os nascimentos e a vida religiosa oficial do local.

Um passo significativo foi o lançamento ao rio do primeiro grande barco totalmente feito no estaleiro do Guaíba.





Marcelino deixa o governo local e parte para o Rio de Janeiro. Nota-se que daí em diante crescem as conquistas do Porto, provavelmente motivadas pelo próprio Marcelino quando em estadia no Rio.

Em 26 de março de 1772, o bispado do Rio de Janeiro transforma o Porto dos Casais em Freguesia de São Francisco das Chagas, em 22 de maio toma posse o padre José Gomes de Faria à capela do Porto dos Casais, em 18 de Janeiro de 1773 torna-se Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre elevando-se à paróquia e em 12 de Julho de 1773 inicia-se o processo de desapropriação da sesmaria de Ignácio Francisco e Melo, anteriormente pertencente a Ornellas, distribuição esta prestada em duas etapas, 8 de agosto e 7 de novembro de 1773, tendo como primeira pessoa registrada a receber o título de terra, ANTÃO PEREIRA.

Em 11 de julho de 1773, voltando ao Governo da Capitania, Marcelino instituiu estas terras para sede do governo e provedoria assim como para Câmara.

Estava declarada Capital.

A primeira sessão parlamentar ocorreu em 6 de setembro de 1773.



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