Manoel Marques de Souza - Conde de Porto Alegre








Nascido no dia 13 de junho de 1804, oriundo de uma tradicional família de fidalgos Generais, desde sua infância demonstrava pendor para a carreira das armas. Aos 12 anos de idade, já acompanhava seu pai, Brigadeiro Manoel Marques de Souza, na campanha do Uruguai, tomando parte nos combates do Pando e Manga. Devido ao seu desempenho no entrechoque das armas, *aos 13 anos, foi promovido a Alferes e alcançou os postos de Tenente e Capitão devido aos seus atos de bravura nos combates de Las Piedras e Ituzaingô respectivamente, ambos na campanha de anexação da banda oriental do Uruguai. Aos 24 anos, foi promovido a Major e no comando do 4º Regimento de Cavalaria Ligeira, atuou na Guerra contra Rósas, onde na Batalha de Caseros, em solo Argentino, alcançou gloriosa vitória e participou de emocionante desfile com tropas brasileiras pelas ruas de Buenos Aires sendo vivamente aclamado pelos platinos, que os cognominaram "Los Libertadores".

Ainda Major teve heróica participação na Revolução Farroupilha, ocasião na qual mesmo prisioneiro dos Farrapos, coordenou uma épica contra revolução que culminou com o término do sítio a cidade de Porto Alegre, mais uma vez destacando-se pela bravura própria e de seus denodados companheiros. Devido aos seus bravos feitos, no início da Guerra do Paraguai, foi convocado da reserva das Forças Armadas, por decreto imperial de 20 de julho de 1865 e pessoalmente nomeado pelo Imperador Dom Pedro II como comandante das tropas brasileiras no extremo meridional do país. Sua fibra e tenacidade rejuvenescidas por tão nobre missão, foram novamente exigidas na célebre retomada de Uruguaiana, onde participou efetivamente da formidável manobra do cerco terrestre a então "Vila de Uruguaiana". Manoel Marques de Souza, então Barão de Porto Alegre, comandou o cerco a Uruguaiana, liderando um Exército com aproximadamente 19.000 homens e após encuralar o inimigo dirigiu-se a sua tropa e a viva voz proferiu uma memorável exortação, que incutia em seus soldados o efetivo domínio brasileiro e a superioridade de nossas forças, enviando logo em seguida um ultimato aos invasores que prontamente se renderam.

O Conde de Porto Alegre, um dos protagonistas de singular momento histórico, passa a figurar nesta data na história de Uruguaiana, limite de nosso território, início de nossa soberania, retomando-a e devolvendo ao povo uruguaianense seus lares e sua idolatrada cidade. Por estas e por diversas outras passagens de sua vida é que o glorioso "Centauro de Luvas", alcunha concedida a Manoel Marques de Souza III por alguns historiadores, é o nobre patrono de nossa tradicional Unidade. Guardião perene da unidade nacional, esse vulto de nossa história contribuiu com humanidade e desprendimento para os destinos de nossa nação e das Repúblicas irmãs do Uruguai, Argentina e Paraguai. As lições de liderança civil e militar encontradas na nobre vida do Conde de Porto Alegre, apontam para o presente, as missões de nosso Regimento; integração com a comunidade e a indelével missão de patrulhar os rincões de nossa pátria como a sentinela de Pronto-Emprego.






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