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Serrão, Manuel Rodrigues
Manuel Rodrigues Serrão era natural
da freguesia de Câmara de Lobos, onde nasceu a 28 de Dezembro de 1793
[1],
sendo residente ao sítio de Jesus Maria José, tendo falecido em data e
local que se desconhece
[2],
[3]. Era filho de João Rodrigues Serrão e de Ana
Baptista, ambos naturais de Câmara de Lobos
[4].
Casou em Câmara de Lobos, no dia 7
de Agosto de 1822 com Vitorina Mendonça de Barros
[5],
[6],
[7],
[8],
filha de Lúcio Francisco de Barros, natural da freguesia da Sé e de
Maria Ozório de Mendonça e Menezes, natural de Câmara de Lobos,
[9]de
quem houve pelo menos:
1. Vitórina Ozório de Menezes,
falecida a 19 de Dezembro de 1891, na sua residência à rua Nova de São
Pedro
[10]. Casou no dia 2 de Maio de 1847, na freguesia de
São Pedro, com João Fradesso Belo Júnior, filho de João Fradesso Belo,
natural de Vila Viçosa e de Claudina Maria Rosa Fradesso, natural de
São Jorge de quem houve
[11]:
2. João Fradesso Belo, nascido na
freguesia de São Pedro em 1864, que casou na freguesia da Sé a 17 de
Novembro de 1892 com Elisa Amélia Fradesso Belo
[12],
filha de João de Freitas Câmara e de Elvira de Jesus e falecido na rua
Nova de São Pedro, 65, em 5 de Novembro de 1901.
2. Maria Amélia Fradesso
2. Henriqueta Fradesso
2. Georgina Fradesso Belo, falecida
no dia 22 de Abril de 1940, aos 78 anos de idade, na rua Nova de São
Pedro, solteira e sem descendência.
Ainda que não existam livros de
vereações entre 1835 e 1855, dados indirectos permitem-nos afirmar com
toda a certeza que, durante este período Manuel Rodrigues Serrão terá
ocupado durante alguns anos a presidência da Câmara Municipal de
Câmara de Lobos.
Com efeito, em 1841
encontramo-lo a subscrever uma postura de 40 artigos aprovada em
sessão camarária de 5 de Novembro de 1841 e que mereceria parecer
favorável em Acordão do Conselho Distrital de 23 de Novembro do mesmo
ano. Nessa altura, para além de Manuel Rodrigues Serrão, que era o
presidente, faziam parte do elenco camarário Luís António Felgueiras
(fiscal); João Gonçalves Henriques, Pedro d'Ornelas e Silva e João
Teixeira de Agrela
[13].
Em notícia publicada na imprensa da
época, dá-se conta de que na sua sessão de 15 de Abril de 1850, a
Câmara Municipal de Câmara de Lobos, havia feito uma petição feita ao
Reino no sentido de ser autorizada a cultura de tabaco, surgindo como
subscritores Manuel Rodrigues Serrão que por ser o primeiro subscritor
é provável que corresponda ao seu presidente. Assinam ainda esta
petição camarária, João Gonçalves Henriques, José Figueira de Araújo,
Gregório Nazianzeno de Barros e António de Abreu Macedo. Em Novembro de 1850 também
encontramos, na imprensa o nome de Manuel Rodrigues Serrão, como
presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos
[14].
Em 1852, voltamos a encontrar o
nome de Manuel Rodrigues subscrevendo posturas de Câmara de Lobos. Na
altura, para além de Manuel Rodrigues Serrão, que era o presidente
faziam parte do elenco camarário: José Figueira de Ornelas, António
Caetano Figueira de Barros Henriques, Izidoro Giz Figueira e Gregório
Naziazeno de Barros.
Em Dezembro de 1855 voltamos a
encontrar o nome de Manuel Rodrigues Serrão, como presidente da
Câmara, desta vez já no respectivo livro de actas, o primeiro e também
o mais antigo, existente nos arquivos da Câmara Municipal de Câmara
Municipal de Câmara de Lobos.
No dia 10 de Maio de 1855 era
presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos Manuel Rodrigues
Serrão e faziam parte do elenco camarário: José Figueira de Araújo
(fiscal); Luís Soares de Sousa; José Figueira da Silva e Maximiano
Francisco de Barros.
Manuel Rodrigues Serrão viria a
cessou funções no dia 2 de Janeiro de 1856, sendo, nesse mesmo dia
substituído pelo Morgado João António Osório de Menezes.
A 15 de Outubro de 1856, volta
novamente à Câmara, desta vez como vereador, em substituição da vaga
deixada em aberto pela saída do então presidente da edilidade.
Atendendo a que nesta altura os
mandatos eram bienais e que na sessão de 2 de Janeiro de 1856 foi
empossada nova Câmara, chefiada pelo Morgado João António Ozório de
Menezes, para o biénio de 1856/1857, poderemos admitir que Manuel
Rodrigues Serrão tenha sido presidente da Câmara nos três biénios
anteriores, ou seja de 1850/1851, 1852/1853 e 1854/1855. Por saber
fica a duração do mandato de presidente em que o encontramos no ano
1841.
[6] Vitorina Maria de Barros (no registo do seu
óbito ocorrido a 25 de Outubro de 1871, o seu nome surge como
Vitorina Mendonça de Barros Rodrigues e no registo de enterramento
no cemitério de Câmara de Lobos o seu nome surge como Vitorina
Mendonça de Barros Corrêa. Vitorina de Mendonça e Menezes. Mas
atenção ao que parece, Vitorina Mendonça de Barros já era viúva
nesta altura, o que levanta alguns problemas uma vez que no
Recenseamento aparece um Manuel Rodrigues Serrão até 1877. Será
que corresponde ao mesmo Manuel Rodrigues Serrão?.
[7] Foram testemunhas o tenente Silvestre
Ozório de Menezes e Januário António Ozório de Menezes.
[10] A referencia à sua morte surge numa
participação publicada no Diário de Noticias de 20 de Dezembro de
1891 e onde o seu nome surge como Vitorina Ozório Fradesso, mãe de
João Fradesso Belo, Maria Amélia Fradesso, Henriquesta Fradesso e
Georgina Fradesso.
[11] CLODE, Luiz Peter. Registo Biobibliográfico
de Madeirenses, séc. XIX-XX, pg. 193.
[12] Em 1940, por ocasião da morte de Georgina
Fradesso Belo, ainda era viva Elisa Amélia Fradesso Belo, a que o
Jornal da Madeira de 24 de Abril de 1940 dá condolências.
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