Here they are some letters of the Songs of the

Folkloric group of Pedro Miguel - Faial


A BELA AURORA
A bela aurora está no mato
A bela aurora está no mato
Ai não sei como 
Ai não sei como não tem medo 
Ai não sei como 
Ai não sei como não tem medo
E fáz a cama e dorme um sono 
E fáz a cama e dorme um sono 
Ai ai debaixo
Debaixo do arvoredo 
Ai ai debaixo 
Debaixo do arvoredo
A bela aurora chorava 
A bela aurora chorava 
Ela no pranto 
Ela no pranto dizia 
Ela no pranto 
Ela no pranto dizia
Desviado de Deus seja 
Desviado de Deus seja 
Quem do meu bem 
Quem do meu bem se desvia 
Quem do meu bem 
Quem do meu bem se desvia
Dá-me os teus braços bela aurora 
Dá-me os teus braços bela aurora 
Ó bela aurora 
Adeus que me vou embora 
Ó bela aurora 
Adeus que me vou embora.

MEU BEM
O meu amor quer que eu tenha 
Ó meu bem 
O meu amor quer que eu tenha 
Ó meu bem 
Juízo e capacidade 
Juízo e capacidade 
Olé meu bem... Olé meu bem
Tenha ele que é mais velho 
Ó meu bem 
Tenha ele que é mais velho 
Ó meu bem 
Que eu sou de menor idade 
Que eu sou de menor idade 
Olé meu bem... Olé meu bem
Ó meu amor quem te disse 
Ó meu bem 
Ó meu amor quem te disse 
Ó meu bem 
Que por ti eu suspirava 
Que por ti eu suspirava 
Olé meu bem... Olé meu bem
Quem te disse não mentiu 
Ó meu bem 
Quem te disse não mentiu 
Ó meu bem
Que eu algum suspiro dava 
Que eu algum suspiro dava 
Olé meu bem... Olé meu bem
Tu és aquela alva estrela 
Ó meu bem 
Tu és aquela alva estrela 
Ó meu bem 
Que alumia o meu coração 
Que alumia o meu coração 
Olé meu bem... Olé meu bem
Amor diz-me baixinho 
Ó meu bem 
Amor diz-me baixinho 
Ó meu bem 
Se me queres bem ou não 
Se me queres bem ou não 
Olé meu bem... Olé meu bem
Amor da minha vida 
Ó meu bem 
Amor da minha vida 
Ó meu bem 
Meu amor minha paixão 
Meu amor minha paixão 
Olé meu bem... Olé meu bem.

LIRA
Veio um pastor lá da serra 
À minha porta bateu 
Veio dar-me por notícia 
Que a minha lira morreu
O céu se vestiu de luto 
A terra estremeceu 
Tudo isto são sinais 
Que a minha lira morreu
Da vila até à caldeira 
Foi a lira procurada 
Dos seus trajes só foi vista 
A sua saia franjada
Frescas águas da vereda 
Da lira dai-me sinais 
Sofrego quero beber 
Abafar meus fundos ais
De vigia fiquei a noite 
Até vir um irmitão 
Que notícia me trazia 
Do fundo imagno vulcão
Dois entes vejo à porta 
Um é a lira concerteza 
Outro é o donatário
Que a salvou e mantem presa
Um cajado vou cruzar 
P´la lira rogo bater 
Mais vale morrer na peleja
Que amor ter para perder
Ao longe sua voz ouço 
Meu pranto vai acabar 
Junto daquela ribeira
Minha flauta vai tocar
Cantai aves e senhores 
Minha flauta assemelhai 
Cantai aves cantai fontes 
Minha lira acompanhai.

 


SAN GONÇALO
Rola, San Gonçalo, rola 
Rola lá por´i abaixo 
Quanto mais me a vida rola 
Quantos mais amores acho
Seis barricas de alcatrão 
Grande orquestra de badalo 
Eis aqui a grande festa 
Que se fáz a San Gonçalo
Rola, rola San Gonçalo 
Meu canarinho cinzento... 
Eu hei-de ir à tua porta 
Quer chova, quer faça vento
San Gonçalo me chamou 
Lá da porta do balcão 
Que fosse jantar com ele
Um guisado de leitão
Rola, rola, San Gonçalo 
Torna a rolar se quiseres 
O baile de San Gonçalo 
É das senhoras, mulheres
San Gonçalo já é velho 
É velho e manganão 
Quando passa pelas moças
Arrefia e aperta a mão.

 


REMA
Rema para lá lancinha 
Rema para lá lancinha 
Rema que rema 
Lancinha de quatro remos
Se quereis alguma coisa 
Se quereis alguma coisa 
Rema que rema 
Lá em terra falaremos 
Rema que rema 
Lá em terra falaremos
Coitado de quem não tem lancha 
Coitado de quem não tem lancha 
Rema que rema 
Que rema na lancha alheia 
Rema que rema 
Que rema na lancha alheia
Todo o dia rema rema 
Todo o dia rema rema 
Rema que rema 
À noite fica sem ceia 
Rema que rema 
À noite fica sem ceia
Coitado de quem no mundo 
Coitado de quem no mundo 
Rema que rema 
Passa a vida a navegar 
Rema que rema 
Passa a vida a navegar
Um dia passa sem ceia 
Um dia passa sem ceia 
Rema que rema 
Outro dia sem jantar 
Rema que rema 
Outro dia sem jantar
Eu a remar p´ra te ver 
Eu a remar p´ra te ver 
Rema que rema 
E tu a fugires de mim 
Rema que rema 
E tu a fugires de mim
É certo que eu mais te quero 
É certo que eu mais te quero 
Rema que rema
Do que tu queres a mim 
Rema que rema 
Do que tu queres a mim
Contra-mestre manda na prôa 
Contra-mestre manda na prôa 
Rema que rema
No convés o guardião 
Rema que rema 
No convés o guardião
Na tolda manda o piloto 
Na tolda manda o piloto 
Rema que rema 
Na camera o capitão 
Rema que rema 
Na camera o capitão.

Letter correspondents for our collaborator Mr. Helder Oliveira of the freguesia of Castelo Branco - Faial