Letters of some azorean music


Some letters that you will see below, they can be a little different from like you to they know them, therefore like them they are folkloric music, some words or same complete verses, they move according to the place from where she was removed, but the main rootses are the same ones, not existing therefore the right version or the wrong, the versions below correspond to the way as they are sung by our folkloric group.

Index of music

Grupo


Açores e suas ilhas

Boa noite meus senhores
É boa noite a cantar
É a Casa dos Açores
Que se esta apresentar

Ó minha terra querida
Terra assim eu nunca vi
Inicio da minha vida
O berço onde eu nasci

Eu canto desta maneira
Com prazer e alegria
Pico , Faial e Terceira
São Jorge e Santa Maria

São Miguel a mais formosa
Das nove ilhas dos Açores
O Corvo e a Graciosa
Além da Ilha das Flores

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Sapateia - (FÁ Maior)

Sapateia meu bem sapateia
Ai , vira e volta à sapateia
Ó quantas vezes ó quantas
O jantar serve de ceia

Se o padre cura soubesse
Ai o que a sapateia tem
Deixava de dizer missa
Sapateava também

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Bela Aurora - (Fá Maior)

Já vai chegando a bela aurora
Que trás o sol o astro rei a luz do dia
Tudo era trevas mas surge agora
A bela aurora o sol que a terra alumia

E já passei aurora da vida
Agora só espero ver a escuridão
A bela aurora já está perdida
Já não há luz que alumie meu coração

A bela aurora passa depressa
Mas dia a dia volta sempre amanhecer
Com bela aurora o dia começa
E vai-se o sol e ela acaba por morrer

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Carinhosas - (Ré Maior)

(3Vezes)

Eu corri o mar em roda
Com uma vela branca acesa
Em todo o mar achei fundo
Só em ti pouca firmeza.

Só neste mundo
Se passam fadigas

Parece que estás jogando
Comigo às escondidas

Ó carinhosas , minhas carinhosas

Contigo hei de te abraçar
Ó cara de neve, ó cara de rosas

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Ladrão ( Sol Menor )

Ó Senhor ladrão anda ligeirinho; - ( bis )
não queiras ficar na roda sozinho. - ( bis )

Na roda sozinho não hei-de eu ficar; - ( bis )
uma bela dama hei-de eu abraçar. - ( bis )

O ladrão do velho era da Calheta; - ( bis )
namorava as moças da Ribeira Seca. - ( bis )

Ó ladrão , ladrão , ó ladrão maldito; - ( bis )
tu falas e negas tudo o que tens dito. - ( bis )

O ladrão do velho toda na noite grita; - ( bis )
que a filha mais velha matou-lhe a cabrita. - ( bis )

O ladrão do velho já não tem, não tem, - ( bis )
aqui nesta terra quem lhe queira bem. - ( bis )

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Mateus, Mateus

Ó Mateus , Mateus
Ó cão laparoso
Posto à janela
Barbas dum tinhoso

Ó Mateus , Mateus
Feito dum falquejo
Toda a noite andou
Como um caranguejo

Ó Mateus , Mateus
De barriga ao sol
Vai ao mar pescar
Mas não leva anzol

Ó Mateus , Mateus
Foi aos moriões
Caiu num poço
Rasgou os calções

Ó Mateus , Mateus
Já teve e não tem
Que a filha mais velha
Já bate na mãe

Ó Mateus , Mateus
Já não come papas
Que a filha mais velha
Botou-las as gatas

Ó Mateus , Mateus
Já não coze bolo
A filha mais velha
Quebrou-lhe o tijolo

Ó Mateus , Mateus
Tem uma atafona
Onde mói a burra
Mais a sua dona

Ó Mateus , Mateus
Tem um chafariz
A mãe lava o rabo
A filha o nariz

Ó Mateus , Mateus
Toda a vida crama
Que a filha mais velha
Faz xixi na cama

Ó Mateus , Mateus
Toda a noite grita
Que a filha mais velha
É uma cabrita

Ó Mateus , Mateus
Já não tem coisinha
Que a filha mais velha
Cortou-lha rentinha

Ó Mateus , Mateus

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Pézinho da Vila

Eu fui casar as capelas,
Por ser manco das canelas,
Com uma mulher sem nariz;
Esta gente das fajãs,
Já me deram os parabéns,
Do casamento que fiz.

Fica aqui, dá-me o pézinho, Devagar, devagarinho, Se vai a Ribeira Grande; - BIS

Eu tenho uma carta escrita, Para ti cara bonita, Não tenho por quem a mande. - BIS

Eu fui à beira da rocha,
De sapato, meia e galocha,
Ver se o mar estava manso;
E encontrei uma garoupa,
Toda enrrolada em roupa,
A dormir no seu descanso.

Fica aqui, dá-me o pézinho, Devagar, devagarinho, Entre as folhas do papel. - BIS

Veja aqui como se baila - BIS

O pézinho de São Miguel - BIS

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Pézinho do Pico - ( Sol Maior )

Ao meu amor nada, nada
Ai nada, nada  , ai meu amor nada, não
Nada tenho em meu peito
Ó em meu peito que não te faça quinhão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui se o quiser pôr
Mas não é de obrigação,
Obrigação é de quem faz o favor

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ó sim piquei-me , piquei-me lá num silvado
Nunca mais eu vou ao Pico
Ó sim ó Pico, sem o Pico ser mondado

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui que não faz mal
Esta moda do pézinho          
Ai do pézinho foi do Pico pro Faial

Eu fui ao Pico , piquei-me
Ai sim piquei-me , piquei-me lá no picão
O picão nasce da silva
Ó sim da silva , e a silva nasce do chão

Faz favor ponha o pézinho
O seu pézinho ponha aqui na branca meia
Se a branca meia se suja
Olé se suja há mais água na ribeira

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Olhos Pretos

Os teus olhos, negros lindos, negros lindos, que brilham como cristais ; - BIS

Ai devem ser dos céus vindos, devem ser dos céus vindos, só de lá vêm coisas tais. - BIS

Os meus olhos, de chorar, de chorar, fizeram covas no chão ; - BIS

Ai, os meus choram pelos teus, os meus choram pelos teus, os teus por quem chorarão ?! - BIS

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Balho da Povoação - (Ré Maior)

Ontem a noite fui ao balho
Mais a minha rapariga
Eu dei-lhe um beijo na cara
E um beliscão na barriga

Minha avó quando nasceu
Eu já tinha três semanas
Já vinha da povoação
Com saquinho de castanhas

Ó que linda rosa esta
Trago eu ao pé de mim
Pelo cheiro que ela deita
Parece que vem do jardim

O meu cravinho vermelho
Salpicado na botica
Adeus que me vou embora
Meu coração cá te fica

Quando minha mãe nasceu
Eu já estava em São Vicente
Minha mãe está teimosa
Que nasceu à minha frente

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Balho das Fitas - (Sol Maior)

Esta dança dos cadarços
Dançada com delicadeza
Das fitas se faz em laços
Que são mesmo uma beleza

Rua abaixo rua acima
Ei de te fazer andar
As solinhas do sapato
Ei de te fazer gastar

( Refrão )

Hei-de cantar e bailar
Hei-de pintar o sarilho
Enquanto não se acabar
Os copinhos de quartilho

( Refrão )
( Refrão )

Há três dias que eu não janto
Há quatro que não almoço
Há cinco que não te vejo
Ai meu amor eu não posso

( Refrão )

Quem me dera que me desses
Eu também quero te dar
Abraços até cair
E beijos até cansar

( Refrão )

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Balho Furado

Rapazes alarga alarga
Que eu alarga quero andar
Senhora dona da casa
Por favor vamos bailhar

Venham moças venham moças
Venham moças ao terreiro
Venham graúdas e miúdas
Toda a palha enche o palheiro

Este balho vai furar
É preciso que se dia
Rapaz não vai encostar
No rosto da rapariga

Minha mãe pra me casar
Ofereceu-me uma tigela
Depois de eu estar casada
Partiu-me a cara com ela

Entra na roda do balho
Mas entra com alegria
Rapazes vinde tirar
A mais linda rapariga

Senhores se aqui me encontro
É com licença duma hora
Boa noite meus senhores
Com licença vou embora

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Eu cá sei - ( Sol Maior )

Para trás para diante      - ( bis )
Hei-de te fazer andar
As solinhas dos sapatos - ( bis )
Hei-de te fazer gastar

Abana casaca abana       - ( bis )
Abana para mim tudo
Eu tenho sete casacas     - ( bis )
Todas elas de veludo

Eu cá sei e tu lá sabes
Tu bem sabes o que eu sei
Eu já vi andar a morte
Às costas dum peixe rei

Abana casaca abana
Abana para mim só
Eu tenho sete casacas
Do tempo da minha vó

Graças a Deus que eu cheguei
Ao lugar onde eu estou bem
Eu não ouço murmurar
Nem dizer mal de ninguém

Abana casaca abana
Abana torna à abanar
Eu tenho sete casacas
Todas elas por talhar

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Merciana ( Sol Maior )

Merciana, Merciana minha nega
Vai fiar  vai fiar teu algodão
Esses rapazes de agora
Prometem saias não dão

Merciana , Merciana foi a vila
Meteu-se, meteu-se pelos atalhos
Coitadinha anda perdida
Isto é que são os trabalhos

Merciana, Merciana já foi rica
Tinha de, tinha de seu um pataco
Merciana foi gastá-lo
Num macinho de tabaco

Merciana, Merciana diz que tem
Se ela tem se ela tem deixa-a ter
Um galo e uma galinha
Pra Merciana comer

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Chamarrita - (Sol Maior)

Vou bailhar a chamarrita
Na pontinha do meu pé
Há muita moça bonita
Que não sabe o que isto

Chamarrita, chamarrita
Chamarrita bailadeira
Não há outra mais bonita
Do que da Ilha Terceira


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Viradinha - (Sol Maior)

Aí vem a viradinha
Aí vem a viração
Aí vem o meu amor
Aí não me digas que não

Vou bailar a viradinha
Viradinha dum pé só
Era assim que a bailhava
Meu avô e minha avó

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Amor do Estudante - (Fá)

O amor do estudante ( 3 vezes )
Não dura mais que uma hora
Toca o sino vai pra aula ( 3 vezes )
Tira o chapéu vai se embora

Namorei um estudante ( 3 vezes )
Só para me atrapalhar
Ia de manhã pra aula ( 3 vezes )
E à noite passear

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Mané Chiné

Era meia-noite cerrada, ó Mané-Chiné
Dizia o filho prá mãe
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

As moças da Ribeirinha o Mané-Chiné
São poucas mas dançam bem
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

O padre cura das Relvas, ó Mané-Chiné
Está metido numa alhada
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

Que correu atrás das moças , ó Mané-Chiné
Com as fraldas levantadas
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

Minha avó quando morreu ó Mané-Chiné
Deixou-me uma mala em deixa
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

Deixou-me uma mala velha ó Mané-Chiné
Que já não abre nem fecha
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

Anda cá meu preto, preto, ó Mané-Chiné
Meu queimadinho do sol
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

Quanto mais preto mais firme , ó Mané-Chiné
Quanto mais firme melhor
Vai de banda , vai de banda , olé , Vai de banda , ó Mané-Chiné -BIS

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Os Bravos - (Dó Menor)

Eu fui à terra dos bravos - ( bis )
Bravo meu bem , Para ver se embravecia -(bis)
Cada vez fiquei mais manso - ( bis )
Bravo meu bem, Para a tua companhia -( bis )

Eu fui à terra dos bravos - ( bis )
Bravo meu bem, Com meu lencinho vermelho -( bis )
O mais bravo que eu lá vi - ( bis )
Bravo meu bem, Foi um mansinho coelho -( bis )


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Lira

Morte que mataste Lira
Mata-me a mim sem piedade
Que desde que ela morreu
Ando a morrer de saudade

Morte que mataste Lira
Se matares o meu bem

Mata-me com os mesmos ferros

Que eu quero morrer também

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Rema

Eu a remar pra te ver - BIS
E tu a fugir de mim - BIS
De certo o que mais te quero - BIS
Que tu me queres à ti - BIS

Ora que rema, Torna a remar - BIS
Barquinha nova , No meio do mar - BIS

Eu navego e tu navegas - BIS
Ambos todos navegantes - BIS
Eu navego em mar d’ouro - BIS
Tu em mar de diamantes - BIS

Ora que rema, Senhor piloto - BIS
Ai quem não rema , Não chega ao porto - BIS

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O Pai do Ladrão

O pai do ladrão que era sapateiro - BIS
Fazia sapatos ganhava dinheiro - BIS
Oh! Senhor ladrão que andas ligeirinho - BIS
Não queiras ficar na roda sozinho - BIS

Na roda sozinho não hei de ficar - BIS
Eu hei de ir à roda e escolher meu par - BIS

Rouba, rouba, rouba se sabes roubar - BIS
Rouba uma menina que te saiba amar - BIS
Já cá vem no braço, já cá vem na mão - BIS
Já cá vem ao lado do meu coração - BIS

O pai do ladrão que era galocheiro - BIS
Fazia galochas ganhava dinheiro - BIS
Oh! Senhor ladrão que andas ligeirinho - BIS
Não queiras ficar na roda sozinho - BIS

Na roda sozinho não hei de ficar - BIS
Eu hei de ir à roda e escolher meu par - BIS
Rouba, rouba, rouba se sabes roubar - BIS
Rouba uma menina que te saiba amar - BIS
Já cá vem no braço, já cá vem na mão - BIS
Já cá vem ao lado do meu coração - BIS

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Pêssegos

Cantigas cantadas a porta da casa:

Acordai se estais dormindo

Desse sono em que estais Bis

Assim como eu não durmo

Não quero que vós durmais. Bis

Lá no céu vai uma nuvem

Bem haja quem na viu Bis

Mandai-nos abrir a porta

Que temos muito frio. Bis

Cantigas cantadas dentro de casa:

Deus vos dê felizes noite

Alegres manhãs tenhais

Deus vos dê graças nos olhos

Quando para nós olhais.

Essa trança de cabelo

Não à corteis tia Rosa

Uma trança, duas tranças

Faz uma feia, formosa.

Linda trança de cabelo

Não à corteis tia Rita

Uma trança, duas tranças

Faz uma feia, bonita.

Afusa Pedro afusa

Afusa pra galrear

Quanto mais Pedro afusa

Mais tem para afusar.

Quando nesta casa entrei

Meu coração deu um pulo

Meus olhos logo disseram

Cá está quem eu procuro.

Salta pra riba rapaz

Faz perna de gafanhoto

Quem o faz à pai e mãe

Não o bota em saco roto.

Senhora dona da casa

Sentada nessa cadeira

Parece um botão de rosa

Apanhado da roseira.

Ó Pedro encaixa a perna

Ó Pedro encaixa-a bem

Ó Pedro encaixa a perna

Que tu ganhas um vintém.

Pêssegos senhora pêssegos

Pêssegos não quero mais

Por causa dos pesseguinhos

Fogem as filhas aos pais.

Expedida, expedida

Expedida quero dar

Meus senhores e senhoras

Que nos queiram desculpar

- * -

Vocabulário

Afusar = Dar forma de fuso

Expedida = Licença para sair

Galrear = Falar,tagarelar

Roto = Esburacado,rompido

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Vacas Lavradas - ( Fá )

Rua abaixo rua acima
Toda a gente me quer bem
Só a mãe do meu amor
Não sei que raiva me tem

O corvo é pequenino
Tem o mar no coração
Representa os Açores
No seu lindo caldeirão

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Chamateia - ( Ré Maior )

No berço que a ilha encerra
Bebo as rimas deste canto
No mar alto desta terra
Nada a razão do um pranto
Mas no terreiro da vida

O jantar serve de ceia
E mesmo a dor mais sentida
Da lugar a sapateia

Ó meu bem ó chamarrita
Meu alento e vai e vem
Vou embarcar nesta dança
Sapateia ... Ó meu bem

Se a sapateia não der
Pra acalmar minha alma inquieta
Estou pro que der e vier
Nas voltas da chamarrita

Chamarrita , sapateia
Eu quero é contradizer
O aperto desta bruma
Que as vezes me faz vencer

Ó meu bem ó chamarrita
Meu alento e vai e vai
Vou embarcar nesta dança
Sapateia... Ó meu bem

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Boi de Mar ( Ré Menor )

Vagando em botes ligeiros
Nas voltas do mar deserto
Navegaram baleeiros
Em busca de um rumo incerto

Fica terra barlavento
A baleia já avança
Mar nos olhos proa ao vento
Vamos arpoar a esperança

Baleeiros , baleeiros
A memória ainda perdura
Sois os heróis derradeiros
Da marítima aventura
(Refrão)



A baleia é o boi do mar
Quem tombou na agonia
Rema, rema e só remar
Já findou o negro dia
Quem plantou sonhas nas águas
Quem do arpão fez seu pão
Quem sofreu tamanhas mágoas
Em vendavais de emoção

( Refrão )

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Ilhas de Bruma - ( Ré Maior )

Ainda sinto os pés no terreiro
Que os meus avós bailavam o pézinho
É que nas veias corre-me basalto negro
E na lembrança , vulcões e terramotos

Por isso é que eu sou das ilhas de bruma
Onde as gaivotas vão beijar a terra
( Refrão )

Se no falar trago a dolência das ondas
O olhar é a doçura das lagoas
É que trago a ternura das hortênsias
No coração a ardência das caldeiras
( Refrão )

Trago o roxo a saudade esta amargura
E só o vento me ecoa na lonjura
Mas trago o mar imenso no meu peito
E tanto verde a indicar-me a esperança
( Refrão )

E que na veias corre-me basalto negro
No coração a ardência das caldeiras
O mar imenso me enche a alma
E tenho verde , tanto verde a indicar-me a esperança
( Refrão )

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