Bush expõe seu plano para assaltar a Amazônia
 

    A proposta republicana e as bases militares ianques já implantadas em torno da Amazônia, sob o cínico pretexto de combate ao narcotráfico, só revelam o objetivo do império decadente de apoderar-se de uma das mais ricas regiões do planeta e o desespero em assaltar riquezas naturais alheias, em busca de alguma sobrevida

    "Proponho que os países que têm dívida externa com os EUA troquem essas dívidas por suas florestas tropicais", afirmou George W. Bush, do Partido Republicano, no terceiro e último debate com o candidato do Partido Democrata, Al Gore, transmitido pela televisão, na quarta-feira passada, dia 19, em Saint Louis.

    Essa proposta de Bush expressa a decadência do império ianque e sua busca desesperada por alguma sobrevida, através do assalto às riquezas naturais de outras nações, já que as suas foram quase todas dilapidadas. As bases militares ianques já implantadas em torno da Amazônia e as tentativas em curso para instalação de novas, só revelam o verdadeiro objetivo do império: apoderar-se da Amazônia, uma das mais ricas regiões do planeta.

    Sob o cínico pretexto de combate ao narcotráfico, o mal chamado "plano Colômbia" destina US$ 1,3 bilhão para armamento e outros gastos que visam só e unicamente dar sustentação à intervenção militar ianque na América do Sul. Não contempla, nem de fachada, uma política que substitua a cultura da coca por outros cultivos, nem que permita o país superar a crise. A única instituição que faz isso, com planos, propostas e ações concretas nos quase 40% do território que governa, são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC, contra as quais o império dirige sua histeria, chegando a perder a compostura em reuniões internacionais, como a realizada em Manaus, há 15 dias atrás, quando afirmaram que a intervenção na Colômbia não depende da opinião dos governos sul-americanos.

    No Equador, o capacho Noboa cedeu a base aérea de Manta para instalar radares e controles do império, fato rejeitado decididamente pelo conjunto da população. No Paraguai, o embaixador estadunidense David Greenlee, circula com desenvoltura pelo país, autorizado pelo golpista González Macchi, deblaterando sobre a instalação de uma base estadunidense em Pedro Juan Caballero, cidade separada de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, por uma rua apenas. Na Bolívia, com a surrada desculpa do combate aos cultivos de coca, tentaram emplacar 3 bases militares na região do Trópico, em Chapare, sendo barrados pela heróica luta dos indígenas e de todos os demais patriotas bolivianos. No Peru, mantêm bases militares e dão sustentação ao agente da CIA e traficante Vladimiro Montesinos, cuja presença no país vem conflagrando toda a população que quer livrar-se desse traidor e do capacho Fujimori.

EUA PROMOVEM O NARCOTRÁFICO

    A Amazônia é a região mais cobiçada pelo império por sua riqueza e biodiversidade. Os Estados Unidos já esgotaram ou estão esgotando seus recursos naturais e dependem hoje de importação das principais matérias-primas que consomem. Essa realidade demonstra quão predatória é a economia dos EUA e o quanto é cínica a sua "defesa da ecologia e do meio ambiente", fachada que usam para tentar se apropriar dos 7 milhões e 160 mil km2 de reservas de água, madeiras, petróleo, minerais valiosos, flora e fauna.

    Em nenhum lugar do mundo os estadunidenses combateram o tráfico, pelo contrário o estimulam e brigam para mantê-lo sob seu controle. George Bush, pai de Bush, ex-diretor da CIA e ex-presidente, esteve no centro do escândalo conhecido como Irã-Contras - a CIA entupiu os bairros negros dos EUA com crak, e o dinheiro desse narcotráfico foi usado para financiar os crimes da máfia nicaragüense contra o governo sandinista. Na Indochina eles fomentaram o tráfico de entorpecentes e as quadrilhas que se enriqueceram com sua venda. Na Iugoslávia cevaram o ELK, grupo de assassinos e narcotraficantes, para agredir a população de Kosovo e viabilizar sua política de desmembrar o único país na região que defendia sua soberania. Na Rússia, alimentaram com dinheiro do FMI, e até do seu Tesouro Federal, a máfia das drogas e o narco-separatismo da Chechênia. No seu próprio território, desde 1988 não se conhece nenhuma prisão pela Lei de Tráfico e Controle de Químicos - dado mais do que sugestivo se consideramos que, na Colômbia, mais de 70% dos materiais químicos usados para a transformação da folha de coca em droga, vem dos EUA. No Brasil, pressionam abertamente para que o país não adote a decisão de abater os aviões de narcotraficantes que violam nossa fronteira.

    Portanto, a "proposta" de Bush só terá pela frente o crescimento avassalador da luta dos povos e a unidade das nações da América do Sul pela defesa de seu patrimônio e de sua soberania.

Fonte: Hora do Povo



 


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