Senadores alertam sobre os riscos que a Amazônia correPara o senador Bernardo Cabral, a intervenção de grupos economicamente fortes estaria impedindo o desenvolvimento da região. Informações equivocadas, como a de que a Amazônia é o pulmão do mundo seriam um obstáculo para o desenvolvimento da região O senador pleiteia a abertura da CPI das ONGs. "Todos esses mitos, nós estamos pondo por terra para que se acabe com essa história de que a Amazônia deve ser apenas uma espécie de patrimônio da humanidade, escapando de nosso controle e, assim, fazendo com que fiquemos sem a nossa soberania".
"Há, no mundo afora, por esses grupos interessados, uma espécie de lema de que a Amazônia seria uma presa fácil a esse tipo de invasão, pois o Brasil não teria como defendê-la", e continua, "O petróleo e uma rica flora medicinal que começa a interessar aos grandes laboratórios internacionais que vivem a patentear remédios (pelos quais teremos que pagar royalties futuramente)e minerais estratégicos,como o nióbio e ouro despertam a cobiça dos grandes conglomerados industriais do planeta".
Recentemente, o senador Moreira Mendes,denunciou na tribuna a existência de um documento elaborado em Genebra pelo Christian Church World Council, abordando a questão amazônica, ressaltando que "sua posse, pelo Brasil, é meramente circunstancial." O documento vai mais longe, e faz algumas recomendações: "É preciso infiltrar missionários e contratados, inclusive não religiosos, em todas as nações indígenas. Segundo o senador, "com a finalidade visível de subtrair territórios indígenas à nossa soberania, promovem verdadeira intervenção branca, cuja real intenção consiste em explorar as riquezas tão economicamente cobiçadas da Amazônia".
O senador Ney Suassuna, por sua vez, põe em xeque a liberdade concedida pelo governo a essas organizações."Não entendo como o nosso País fica tão aberto. Tenho certeza de que, se quiséssemos fazer o mesmo em outro país,sequer teríamos ingresso. Se uma ONG brasileira quisesse agir em outro país, não teria licença para entrar. E fico mais surpreso ainda quando vejo, por exemplo, o território da nação Ianomâmi (3 vezes o tamanho da Bélgica),onde circulam a toda hora helicópteros de ONGs com a maior facilidade, ora para fazer mapeamento, ora para levar até mesmo produtos, como minérios e pedras".
Num artigo assinado por Rui de Paula Couto, publicado na revista do clube militar em novembro do ano passado lê-se que: "Governo da República Socialista Ianomâmi", formado no exterior, tem como presidente um cidadão americano, Mr. Charles Dunbar, "naturalizado" ianomâmi. O vice-presidente é alemão, e os ministros pertencem a várias nacionalidades.
Faz parte do governo um índio, Akatoa, supostamente de origem ianomâmi. A República Socialista Ianomâmi tem um "parlamento" composto de 18 membros. Para completar o ridículo, esse governo até emite seu próprio passaporte"
O presidente Fernando Henrique Cardoso lembrou que o mundo está atento ao que se passa na Amazônia e disse que os brasileiros devem olhar a região com muito mais cuidado. "A conservação das riquezas naturais da Amazônia é ponto de honra para o Brasil".
(Fonte:http://www.miscellaneous.com.br/amazonia.htm)