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Rio de Janeiro, 04/10/2005 Alunos,
aqui está mais um artigo pra vocês. E qualquer dúvida, não esqueçam que podem me procurar. Abraços.
Obesidade e diabetes
Os casos de diabetes tipo 2 vêm aumentando nos últimos anos devido, principalmente, à obesidade. Se conseguirmos controlar a obesidade, essa incidência diminuirá.
Resistir às guloseimas, às embalagens convidativas de salgadinhos e afins, aos coquetéis fascinantes, ao fetiche dos pratos exóticos, aos criativos apelos publicitários, não é nada fácil. A todo instante somos bombardeados e envolvidos pelas tentações gastronômicas, que nos remetem ao pecado da gula e ao excesso de peso. Os avanços científicos nos oferecem condições de ter uma vida mais longa e saudável. Porém, precisamos dar atenção aos sinais emitidos pelo corpo e mudar nossos hábitos de vida.
O endocrinologista Dr. Airton Golbert, classifica a obesidade como uma doença que se caracteriza pelo de peso corporal associado ao aumento de proporção de gordura no organismo em relação ao tecido magro, ou seja, ossos, músculos e vísceras. “Vários fatores podem levar à obesidade. Porém, o mais freqüente é o excesso de ingestão alimentar, acompanhado pela falta de exercício físico”, admite.
E como complemento o endocrinologista Dr. Marcello Bronstein cita, “é uma pena que a maioria das pessoas ao perceber que está engordando não desperte para a importância da prevenção do problema antes que este se torne mais grave. Consultar um especialista, fazer uma avaliação completa do estado do organismo, trocar a vida sedentária por atividades esportivas, optar pela alimentação balanceada podem evitar o constrangimento causado pelo excesso de adiposidade”.
Hoje a obesidade é uma doença crônica, como a hipertensão e o diabetes. Para o endocrinologista Dr. Márcio Mancini a explicação da obesidade é simples: “durante centena de milhares de anos o ser humano sobreviveu à escassez de alimentos e precisava usar muita força muscular para locomoção e tarefas do dia-a-dia. Somente nos últimos cem anos, e mais acentuadamente nos últimos 50, a situação se inverteu. Atualmente, a alimentação é abundante, a desnutrição é rara e pouco se gasta de energia nos grandes centros urbanos”.
A Organização Mundial de Saúde classificou o excesso de peso como uma epidemia mundial. Entre os “fora de forma” estão mais de 300 milhões clinicamente obesos, aqueles com índice de massa corpórea (IMC) acima de 30, associado a uma série de doenças graves, como problemas cardíacos, diabetes, hipertensão e até alguns tipos de câncer.
“No Brasil, 40% têm excesso de peso e 10 a 15 % têm obesidade, o problema já é mais grave do a fome”, assinala Mancini. “A prevalência de obesidade tem resultado em aumentos preocupantes também na incidência de diabetes tipo 2. Se não tomarmos atitudes eficientes para conter esta situação, a obesidade irá se constituir num dos maiores problemas de saúde pública”, alerta.
Ana Carolina Bio Ramos
Rio de Janeiro, 20/08/2005 Caros alunos,
quero desejar boas vindas a todos vocês, que aproveitem ao máximo tudo o que aprenderem durante todo o curso, e qualquer dúvida é só me procurarem. Sou aluna do terceiro período e estudo no Campus Amarelinho no centro.Abaixo vem um artigo sobre um assunto bem interessante, e no caso essa cirurgia é feita regularmente no Hospital São José do Avaí.Abraços.
Condições nutricionais sobre a cirurgia bariátrica
A obesidade é extremamente rara entre índios brasileiros e outros povos primitivos, e durante quase todos os 5000 anos de civilização, e 100 000 anos ou mais de pré-história, constitui-se pouco mais que uma curiosidade. Nos dias que correm, porém, sua presença se tornou inegável e até dominante em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, exigindo atitudes compatíveis da classe médica e cirúrgica para fazer face a seus desafios.
Uma das expressões mais representativas da evolução dos conceitos é o avanço da cirurgia bariátrica, de tal sorte que até leigos já se inteiram, na televisão e revistas de grande circulação, sobre a existências de operações como Capella ou Fobi. Para os profissionais da saúde, interessa mais saber que tais intervenções não apenas contribuem para amenizar as deformidades corporais existentes, como combatem muitas comorbidades que acompanham o excesso de peso. Menos lembrado é o fato de que tais manobras não se constituem em homeopatia e nem sempre cursam da forma segura e bem tolerada que os registros internacionais assinalam.
Numa breve classificação, as cirurgias emagrecedoras dividem-se em restritivas, disabsortivas e mistas. Na primeira categoria, encontram-se as que reduzem a ingestão de alimentos, atuando sobre o estômago, como a gastroplastia vertical com bandagem (hoje pouco utilizada), as bandas elásticas ajustáveis (de grande popularidade), e o balão intragástrico que, embora se constitua em manobra apenas endoscópica, é usualmente citado, em conjunto com as operações.
As disabsortivas têm como foco o intestino, mas diferentemente das derivações jejuno-ileais de algumas décadas atrás, atuam de forma menos dramática sobre aquele, em compensação combinando algum grau de gastroplastia também. Os dois exemplos mais conhecidos, ambos aliás semelhantes, são a derivação bílio-pancreática tipo Scopinaro e a transposição duodenal.
As operações mistas são as mais populares e, segundo alguns, constituem a referência ou "gold standard" das intervenções anti-obesidade. Encontram-se aqui, exatamente, as manobras de Capella, Fobi e assemelhadas. Em todas, o tamanho do estômago é reduzido radicalmente (para apenas 30 a 50 ml, ou seja, duas a três colheres de sopa), agregando-se, ainda, uma derivação jejunal em Y de Roux, que promove pequeno grau de má absorção e intolerância para carboidratos.
Como visto, todas desorganizam a anatomia e/ou fisiologia digestiva, no intuito de se contrapor ao balanço energético característico dos gordos e, conseqüentemente, exigem orientação dietética e monitorização pós-operatória a longo prazo. Sempre que isto não é praticado de forma conveniente, ou ainda se sobrevêm intercorrências externas que interferem mais ainda sobre o padrão alimentar ou as necessidades energético-protéicas, atinge-se uma situação de risco.
Risco de desnutrição num obeso mórbido? Isto parece uma antítese, um verdadeiro contra -senso para quem, freqüentemente, lutou toda a vida através de regimes, medicamentos, exercícios e "spas" para perder os quilos em excesso e, derrotado pelo fracasso, apelou para o bisturi. Como um enfermo, que apresenta no mínimo 40-50 kg acima do seu peso ideal, e muitas vezes o dobro, o triplo ou mais em relação a este valor, pode caminhar para a caquexia?
Num didático artigo de revisão no JPEN de três anos atrás, um médico ilustra muito bem a derrocada de um caso destes e resume as principais circunstâncias em que a desnutrição calórico-protéica tende a se instalar: 1) problemas mecânicos com a operação, principalmente quando ocorre uma estenose do trato digestório alto; 2) a operação bílio-pancreática (a modalidade mais conhecida em nosso meio é a de Scopinaro), que de per si é dotada de substancial risco de descompensação, quando não bem vigiada no seguimento tardio; 3) os pacientes rebeldes ou pouco atentos, que faltam ao ambulatório, não obedecem à dieta prescrita, esquecem-se de tomar os suplementos vitamínico-minerais e cometem outras transgressôes por ação ou omissão.
De todas estas circunstâncias, as mais discutidas e talvez superdimensionadas são as subordinadas às derivações bílio-pancreáticas. De fato, elas carregam um fardo nitidamente maior de complicações nutricionais, porém nas mãos de Scopinaro, os resultados atuais são convincentes e de boa qualidade.
Ana Carolina Bio Ramos
Rio de Janeiro, 16/05/2005 Caros alunos,
está ai mais um artigo pra vocês lerem, sobre um assunto que muitos já presenciaram algum ataque epilético ou já ouviram sobre o assunto. Qualquer dúvida estou aqui pra ajudar.Abraços.
Estimulação eletrônica para o tratamento de epilepsia
Por mais de oitenta anos, o tratamento mais efetivo para pessoas com epilepsias ou crises de uma maneira geral foi a utilização de medicações que previnem as crises, chamadas de medicações anti-convulsivantes ou anti-epilepticas. Se por um lado as medicações não curam as epilepsias, por outro elas tornam possivel a muitas pessoas com crises levar uma vida normal, ativa e completamente livre das crises. Outros podem continuar a ter crises, mais ou menos frequentemente.
Caso as medicações não sejam efetivas, outros métodos de tratamento podem ser utilizados. Em crianças, a dieta cetogênica (que inclui altas taxas de gordura, poucos carboidratos e uma restrição ao numero de calorias) pode ser prescrita pelo médico. Para algumas pessoas, cirurgia pode ser recomendada ou então um um tratamento através do implante de aparelhos que enviam sinais elétricos diretamente para o cérebro.
A US Food and Drug Administration (FDA) aprovou um novo tipo de terapia em 1997, chamada estimulação do nervo vago. Consiste em um pequeno gerador de pulso programável (um tipo de bateria) que é implantada sob a pele do lado esquerdo do peito com eletrodos que correm sob a pele e são conectados ao nervo vago no pescoço. Os médicos programam o dispositivo para levar pequenas descargas de energia diretamente ao cérebro através do nervo vago. O paciente ou o acompanhante podem usar um imã para estimular o gerador se a crise parecer iminente. Os efeitos colaterais incluem rouquidão e uma mudança na qualidade da voz. Trata-se apenas de tratamento paliativo.
Assim, a última década tem produzido muitos avanços no tratamento das crises. O novo século promete tratamentos mais efetivos e mesmo a cura no futuro.
Bibliografia: http://www.hipofise.com.br/tratamento_medico.htm
Ana Carolina Bio Ramos
Rio de Janeiro, 25/04/2005 Caros alunos,
abaixo está um artigo que é mais um complemento do artigo anterior, mostra como a mdecina e a tecnologia agem juntas. Estou esperando por vocês para tirarem as dúvidas.
Medicina e Tecnologia de mãos dadas
A primeira vista, poderíamos ingenuamente pensar que a morte nas mãos da moderna tecnologia médica seria um evento menos sofrido, mais benigno, enfim mais digno do que o foi na antiguidade. Podemos, então, fazer as seguintes perguntas:
Não temos maior conhecimento biológico, que nos capacita a prognósticos precisos da morte? Não temos analgésicos poderosos, que aumentam a possibilidade de controlar a dor? Não temos máquinas mais sofisticadas, capazes de substituir e controlar órgãos que entram em disfuncionamento? Não temos maior conhecimento psicológico, que é um instrumental precioso no sentido de aliviar as ansiedades e sofrimento de uma morte antecipada? Não temos tudo nas mãos, exatamente o que necessitamos para tornar realidade a possibilidade de uma morte digna, em paz?
A resposta para cada caso pode ser sim e não. Sim, temos muito mais conhecimento que tínhamos anteriormente. Mas não, este conhecimento não tornou a morte um evento digno. O conhecimento biológico e as destrezas tecnológicas serviram para tornar nosso morrer mais problemático; difícil de prever, mais difícil ainda de lidar, fonte de complicados dilemas éticos e escolhas dificílimas, geradoras de angústia, ambivalência e incertezas.
Atualmente, a medicina trabalha com vistas ao futuro, procurando promover uma vida boa, saudável, aumentar o tempo de vida e sua qualidade. A morte é admitida com relutância no ambito da medicina, como o limite para atingir tais objetivos. É sentida como falha...
Se o objetivo primeiro da medicina é a preservação e restauração da saúde, a morte deveria ser entendida e esperada como o último resultado deste esforço, implícito e inerente desde o começo. Por outro lado, ressalte-se que o empenho da medicina em impedir ou retardar a morte é conseqüência lógica do seu legítimo esforço da medicina em lutar em favor da vida.
A medicina, hoje, elege como objetivo somente a busca da saúde, encarando a morte como um resultado acidental de doenças previstas como evitáveis e contingentes. A morte é o que acontece quando a medicina falha, e portanto está fora de seu escopo científico. Nesta perspectiva ocorrem deformações do processo do morrer.
Uma compreensão mais aprofundada desta problemática torna-se interessante a partir da visão de dois paradigmas: o paradigma da cura e do cuidado.
Bibliografia: http://www.portalmedico.org.br/revista/bio1v4/distanasia.html
Ana Carolina Bio Ramos
Rio de Janeiro, 11/04/2005 Caros alunos,
segue abaixo um texto que eu achei interessante, sobre um assunto bastante em pauta. Qualquer dúvida sobre a matéria podem me procurar.
Distanásia: Até quando investir sem agredir?
O termo "distanásia" é pouco conhecido e utilizado na área da saúde. Ao contrário do que ocorre com seu antônimo "eutanásia", freqüentemente discutido e estampado nas manchetes de noticiários e jornais, apesar de sem dúvida, ser opção bem menos praticada do que a "distanásia" em nossas instituições de saúde, notadamente nas unidades de terapia intensiva, as modernas catedrais do sofrimento humano. Isso tudo é no mínimo curioso e nos exige uma reflexão aprofundada que atinja as razões subjacentes, que vá além do simplismo ético de querer compreender e resolver questões tão difíceis e polêmicas quanto esta da distanásia, na base do reducionismo ético de ser a favor ou contra.
O que entender por distanásia? O Dicionário Aurélio traz a seguinte conceituação: "Morte lenta, ansiosa e com muito sofrimento ". Trata-se, assim, de um neologismo, uma palavra nova, de origem grega. O prefixo grego dis tem o significado de "afastamento", portanto a distanásia significa prolongamento exagerado da morte de um paciente. O termo também pode ser empregado como sinônimo de tratamento inútil. Trata-se da atitude médica que, visando salvar a vida do paciente terminal, submete-o a grande sofrimento. Nesta conduta não se prolonga a vida propriamente dita, mas o processo de morrer. No mundo europeu fala-se de "obstinação terapêutica", nos Estados Unidos de "futilidade médica" (medical futility). Em termos mais populares a questão seria colocada da seguinte forma: até que ponto se deve prolongar o processo do morrer quando não há mais esperança de reverter o quadro? Manter a pessoa "mortaviva" interessa a quem? A opinião pública mundial já discutiu amplamente os casos de pacientes famosos
que foram mantidos "vivos" além dos limites naturais, tais como Truman, Franco,
Tito, Hirohito e, no Brasil, Tancredo Neves, classificando estas situações como
distanásicas.
A distanásia (obstinação terapêutica), tornou-se problema ético de
primeira grandeza na medida em que o progresso técnico-científico passou a
interferir de forma decisiva nas fases finais da vida humana. O que ontem era
atribuído aos processos aleatórios da natureza ou a "Deus", hoje o ser humano
assume essa responsabilidade e inicia o chamado "oitavo dia da criação".
A presença da ciência e tecnologia começa a intervir decisivamente na vida humana,
e essa novidade exige reflexão ética.
Bibliografia: http://www.portalmedico.org.br/revista/bio1v4/distanasia.html
Ana Carolina Bio Ramos
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