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Achille
Talon
Água tónica
Albert
Cossery
Beethoven
Bruegel
Cães, gatos, etc…
Cernuda
Chagall
Charlie
Chaplin
Comida indiana
Darwinismo
Dostoievski
A
paixão por Dostoievski é antiga, muito antiga. Foi em 1981, tinha eu 17 anos,
que pela primeira vez peguei num livro de Dostoievski para ler. E ainda me
lembro desse livro, foi o Humilhados e Ofendidos. O volume fazia parte de
uma edição portuguesa das obras completas que eu descobri em casa dos pais de
um amigo, de modo que a esse primeiro se seguiram vários outros dos grandes
romances do nosso bom Fédor - Crime e Castigo, O Idiota, O
Adolescente e Os Irmãos Karamazov (Os Possessos, O Jogador,
O Eterno Marido, Pobre Gente e outras novelas e contos só os li
um pouco mais tarde). Foi um deslumbramento. Lembro-me de tardes chuvosas desse
Outono, no meu quarto, a beber chá (sem samovar, hélas!) e a devorar
página após página, indiferente a tudo o resto... Há
anos assim. 1981 foi, sem dúvida, um desses anos. No Verão, a primeira
namorada; no Outono, a descoberta de Dostoievski. A namorada, amor de praia no
Verão, durou uma ou duas semanas. Dostoievski, que nada tem a ver com a praia
no Verão, embora algo tenha a ver com amores adolescentes, dura até hoje.
Eisenstein
Eurípides
Filmes ingleses
Florença
Gandhi
Gardel
Graham
Greene
Holderlin
Holderlin
foi o nome mágico dos meus vinte anos. Em 1985, o livro de poemas que Paulo
Quintela (também autor de uma notável biografia do poeta que foi a minha porta
de entrada no seu mundo) tinha traduzido umas décadas antes estava há muito
esgotado. Mas fui encontrá-lo na biblioteca da Gulbenkian (creio que se tratava
de um exemplar que pertencera a Viana da Mota, pois, se a memória não me
atraiçoa, tinha uma dedicatória do próprio Paulo Quintela para o pianista), e
passei dias magníficos nessa biblioteca a ler e a copiar para umas folhas
excertos de poemas. Foram dias de uma luz extraordinária que, de certo modo,
ainda trago dentro de mim.
J. R. Miguéis
Jacques Tati
Liberté, Egalité, Fraternité
Lisboa
Luís Pacheco
Lutoslawski
Maiakovski
Múmias egípcias
Murnau
Neblina,
nevoeiro, chuva...
Paris
Paul
Celan
Prokofiev
Robespierre
O
que pode ter levado Robespierre a passar de uma atitude de recusa da pena de
morte à sua aceitação no contexto do Terror e da Virtude? Que extraordinário
percurso, o deste homem, desde os seus tempos de advogado em Arras até à Junta
de Salvação Pública ou, noutra perspectiva, desde os tempos de bolseiro no
liceu Louis-le-Grand até ao cadafalso (a revolução é a máscara da
morte...). Maximilien Robespierre, o Incorruptível (epíteto glorioso que
resistirá para sempre a todas as calúnias). Aquele que, sendo o homem mais
poderoso (sê-lo-ia?) e mais odiado de França (e também o mais amado?),
passeava à noite pelas ruas de Paris acompanhado apenas pelo seu cão. Um homem
torturado pela ânsia de justiça, dilacerado pelo confronto entre o desejo e a
realidade. Quando vou a Paris
nunca deixo de ir à Conciergerie e ao local onde Robespierre passou os seus
últimos momentos, em agonia, antes de ser guilhotinado. Por cima da porta da
sua cela podem ler-se estas suas palavras, numa placa singela que ali foi
colocada pela Sociedade de Estudos Robespierristas: «Je vous laisse ma
mémoire. Elle vous sera chère et vous la defendrez.»
Roma
Rudolf Serkin
Schumann
Sibelius
Sintra
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T. Mann
Visconti
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