| Ética e Cidadania |
| Em 8 anos, 102 foram seqüestrados
Dos 30 envolvidos nos 7 seqüestros, a Deas prendeu 22, matou 1 e identificou outros 4, que estão sendo procurados. "Estamos ganhando a guerra contra o seqüestrador, o pior dos criminosos", afirma o delegado Maurício Guimarães Soares, titular da Deas. Para ele, o número de seqüestros aumentou este ano em comparação com o mesmo período do ano passado por causa do noticiário sobre o seqüestro de Wellington Camargo, irmão dos cantores Zezé di Camargo e Luciano. "O volume de informações estimulou os criminosos." Quando se depara com o drama do seqüestro, a família tem de enfrentar, muitas vezes sob ameaças, questões difíceis: avisar ou não a polícia, pagar ou não o resgate, conceder ou não entrevistas à imprensa. De acordo com Soares, o melhor a fazer é procurar a polícia imediatamente. "A polícia tem a frieza profissional necessária, baseada na vivência nesse tipo de caso", acredita. "Com isso, é possível minimizar os riscos." A participação da imprensa em seqüestros é considerada um ponto complicado pelo delegado. "Na maior parte das vezes, a participação da mídia é prejudicial", avalia. "Muito embora a maioria absoluta dos veículos trate a questão com responsabilidade." Segundo ele, o melhor que se poderia fazer é evitar a divulgação de qualquer informação enquanto o seqüestrado estiver no cativeiro. O que mais preocupa Soares, porém, é o trauma das famílias.
"Todos ficam muito fragilizados", afirma. (Renato Lombardi e Andréa Portela) |