| Os MONTEIROS Morgados de
Azurara |
Segundo D. João de
Castro [ ] Anotado por seu neto, João Paulo de Castro e Mello Trovisqueira |
MONTEIROS
1.- Ruy Monteiro foi um cavaleiro ilustre, natural da terra de
Penaguião, no alto Douro, onde possuía muitas herdades e o padroado da
igreja de Santa Ovaia de Andrufe. Foi contemporâneo de el-rei Dom Afonso
Henriques e seu monteiro-mór, e por esta causa tomou e transmitiu
aos seus descendentes o apelido de Monteiro. Casou com Dona Elvira,
filha de Dom Gonçalo Moniz e de sua mulher Dona Maria Annes, de
quem teve os filhos seguintes:
1.- Egas Monteiro, que segue.
2.- Dom Frei Fernão Rodrigues Monteiro, 4º Mestre da Ordem
dos Cavaleiros de Aviz, que faleceu em 1237, com
18 anos de mestrado.
3.- Mumio Monteiro, que foi padroeiro da igreja
de Valadares
em Baião, padroado que lograram seus netos, durante o
reinado de Dom Afonso III.
4.- Rui Monteiro (segundo Felgueiras Gayo)
2.- Egas Monteiro, sucedeu na casa de seu pai e no padroado da igreja
de Andrufe. Viveu também na terra de Penaguião, durante os reinados
de Dom Sancho I e Dom Afonso II, tendo tomado parte nas guerras
que houve em seu tempo. Casou com Dona ...., de quem teve o
seguinte filho, que parece ter sido o único:
1.- Payo Monteiro, que segue.
3.- Payo Monteiro, sucedeu na casa e no padroado de seu pai. Viveu na
freguesia de Santo Adrião de Sever, do mesmo concelho de
Penaguião, e tinha também grandes fazendas na freguesia
de Fontes, que foram de Dona Maria Annes, sua bisavó,
o que consta das inquirições que mandou fazer el-rei Dom
Afonso III, das honras do concelho de Penaguião. Casou com
Dona Tareja Annes, filha de João Soares Chico, filho de
Soeiro Forjaz, do couto de Leomil, e de sua mulher Dona
Tareja Gonçalves, filha de Gonçalo Gonçalves Bezerra.
Dona Tareja Annes era já viúva de Ruy Mendes da Fonseca,
e dela descendem, por este primeiro casamento, os Fonsecas de
Portugal, e os Coutinhos, senhores do Couto de Leomil. Teve Payo
Monteiro de sua mulher os seguintes filhos:
1.- Martim Pais Monteiro, que segue.
2.- Gonçalo Pais Monteiro, abade de Samdim e cónego da Sé
de Lamego, de quem foi filho:
1.- João Monteiro, legitimado por el-rei
Dom Dinis.
4.- Martim Pais Monteiro, sucedeu em toda a grande casa de seu pai.
Viveu na sua quinta de Tabuadelo, na freguesia de Fontes. Casou
com Dona Beringela Afonso, sua sobrinha, filha de seu meio-irmão
Afonso Rodrigues Michom ou da Fonseca, e de sua mulher Dona
Tareja Martins, de quem teve os filhos seguintes:
1.- Nuno Martins Monteiro, que segue.
2.- Afonso Martins Monteiro, s.n.
5.- Nuno Martins Monteiro, sucedeu na casa de seus pais, e dele se acha
memória em um prazo do Mosteiro de Tarouca. Viveu também em
Penaguião durante os reinados dos reis Dom Afonso IV e Dom
Pedro I.
Casou com ......, de quem teve os filhos seguintes:
1.- Afonso Monteiro casado com Dona Brites Rebelo, c.g.
2.- Gonçalo Nunes Monteiro, que segue.
3.- Martim Nunes Monteiro, de quem procedem os Monteiros
da Beira.
4.- Tomé Nunes Monteiro, progenitor dos Corrêas Montenegro.
6.- Gonçalo Nunes Monteiro, viveu em Penaguião, onde herdou grandes
fazendas de seu pai. Serviu os reis Dom Fernando e Dom João I,
e este último, sendo Regedor do Reino, lhe fez doação dos bens de
alguns fidalgos que andavam em Castela, e nela diz que lha fazia
por ser parente de Gonçalo Vaz Coutinho, que era terceiro neto de
sua bisavó Dona Tareja Annes, mulher de Payo Monteiro, nº 3 desta
linha. Casou com ......., de quem teve os seguintes filhos:
1.- Fernão Monteiro, fidalgo da casa de el-rei Dom Duarte,
casado com Dona Mécia Afonso, sobrinha do bispo Dom
Lopo, capelão-mór da raínha Dona Filipa, de quem
procedem, além de outros, os Condes da Ilha
do Príncipe.
2.- Gonçalo Gonçalves Monteiro, que segue.
3.- João Gonçalves Monteiro, clérigo.
[Todos os anteriores constam do Nobiliário de F. Gayo, tit.
"Monteiros". Quanto a Gonçalo, diz apenas que "viveu no Porto"]
7.- Gonçalo Gonçalves Monteiro, sucedeu em parte da casa de seu pai.
Casou no Porto, onde viveu, com Dona Mécia Ferraz, de quem teve
os filhos seguintes:
1.- Pedro Gonçalves Monteiro, casado com Dona
Maria Pereira, senhora da quinta de Antemil,
em Sanfins do Douro, filha de Martim Pereira,
senhor da dita quinta -- com geração.
2.- Martim Gonçalves Monteiro, que foi para Castela, onde
casou - com geração.
3.- Fernão Gonçalves Monteiro, que segue.
4.- Diogo Gonçalves Monteiro, abade de Louredo.
5.- Egas Monteiro
6.- Dona Teresa, freira em Santa Clara.
8 .- Fernão Gonçalves Monteiro, herdou parte da casa de seus pais, e foi
senhor da quinta de Barreiros da Maia, no arrabalde do Porto, por
herança de seu tio Afonso Ferraz, irmão de sua mãe. Casou com
Dona Isabel Carneiro, filha de Gomes Pais, cidadão do Porto, e de
sua mulher Dona Branca Carneiro, de quem teve os seguintes
filhos:
1.- Gonçalo Fernandes Monteiro, que segue.
2.- Gil Monteiro, que casou por amores com Cecília Álvares
- com geração.
3.- Dona Maria Monteiro, mulher de seu primo Afonso Annes
Ferraz - s.g.
4.- Dona Branca, que foi abadessa no Convento de Arouca.
9.- Gonçalo Fernandes Monteiro, sucedeu na casa de seu pai, e foi
senhor de muitas terras no concelho da Maia. casou com sua parente Dona
Luísa Monteiro, que parece ser filha de um filho de Martim
Gonçalves Monteiro, segundo filho de Gonçalo Gonçalves Monteiro,
nº 7 desta linha. Teve os filhos seguintes:
1.- Fernão Gonçalves Monteiro, que renunciou em seu irmão
Pedro os seus direitos de primogenitura e foi cónego
secular de S. João Evangelista, do Porto.
2.- Pedro Gonçalves Monteiro, que segue.
3.- Gonçalo Gonçalves Monteiro, que foi na armada de Dom
Francisco de Almeida para a Índia, e lá morreu.
4.- Dona Isabel Gonçalves Monteiro, mulher de Belchior
Gonçalves, grande homem de mar, que foi um dos pilotos
da armada que, sob o comando de Pedro Álvares Cabral,
descobriu o Brasil, de quem teve:
1.- Salvador Gonçalves Monteiro casado com Dona
Clara Corrêa de Vasconcelos.
10.- Pedro Gonçalves Monteiro, senhor da toda a casa de seu pai, foi
cidadão do Porto, a cuja governança pertenceu. Casou com Dona
Escolástica Leite, filha de Vicente Tinoco e de Dona Catarina
Leite, oriundos da Casa de Quebrantões. Teve os filhos seguintes:
1.- Álvaro Monteiro ou Álvaro Pires Monteiro, que casou em
Lamego, onde tem larga descendência.
2.- Vicente Monteiro, abade ou vigário de Azurara.
3.- Gonçalo Pires Monteiro, que segue.
4.- Pedro Gonçalves Monteiro, o novo, senhor da quinta de
Pindelo, junto a Azurara, pelo seu casamento com sua
sobrinha Dona Luísa Monteiro, filha legitimada de seu
irmão o abade Vicente Monteiro - c.g. extinta.
5.- Dona Luísa, freira em Vairão.
6.- Dona Catarina, idem.
11.- Gonçalo Pires Monteiro, herdou parte da casa de seu pai, e
casou com Dona Úrsula Fernandes Vieira, filha de
Francisco Fernandes Vieira, senhor da grande quinta de
Alvarelhos, na Maia, e de de sua mulher Dona Maria da
Paz. Teve os filhos seguintes:
1.- Francisco Gonçalves Monteiro, que segue.
[outros dizem que este era filho de Catarina Gonçalves
Santeira, que morreu viúva em Azurara em 25.3.1588
O Pai não está identificado (1). Nenhum destes irmãos de
Francisco é referenciado em (1). São-lhe dados outros
quatro.
Será este fº de Catarina Santeira outra pessoa do mesmo
nome que nada tem a ver com a nossa ascendência ? -
Parece-nos provável, dadas as relações endogâmicas que se
apresentam].
2.- Vicente Monteiro, que morreu afogado na barra de Vila
do Conde - s.g.
3.- Pedro Monteiro ou Pedro Fernandes Monteiro, frade no
Convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Azurara, onde
professou depois de ter sido algum tempo vigário de
Azurara.
5.- Dona Maria Fernandes Monteiro, segunda mulher de seu
primo Belchior Gonçalves Corrêa, adiante § 2 - nº 12 -
- s.g.
6.- Dona Luísa, freira em Vairão.
12.- Francisco Gonçalves Monteiro, foi capitão-mór de Azurara e
senhor de grande casa, tendo prestado importantes
serviços, juntamente com seu cunhado Belchior Gonçalves
Corrêa e os filhos deste, Sebastião e Luís, na guarda e
defesa da costa contra os piratas que a infestavam.
Casou com Dona Maria Pires Vieira,[+20.11.1589 (1)]
filha de Pedro Vieira, este neto de Estêvão Annes Vieira, dos
do Paço de Silvares.
Teve os filhos seguintes:
1.- Dona Luísa Francisca Monteiro, que segue.
2.- Dona Catarina Pires Monteiro, mulher do comendador
Sebastião Gonçalves Ribeiro - s.g.
[Catarina + 12.12.1630, Sebastião era comendador do
hábito de Avis e + 5.4.1613 (1)]
3.- Dona Marta Francisca Monteiro, mulher de seu primo
Luís Gonçalves Loureiro, adiante, nº 13 do § 2º.
4.- Dona Leonor Pires Monteiro,[+14.11.1611], mulher de Tomé
Fernandes de Barros - s.g.[c.g. (1)]
5.- Dona Ana Pires Monteiro, mulher do capitão João
Fernandes Vieira, seu parente - c.g. no Porto.
[Ana + 29.11.1598 e João +22.3.1601 (1)]
6.- Dona Maria Gonçalves Monteiro, mulher do capitão
Francisco Gonçalves Vilachã, fundadores da capela-mór
da igreja da Misericórdia de Azurara, em 1604, onde
jazem em sepultura de honra. Também legaram à mesma
Misericórdia a casa para o hospital, dotando-a com
grandes rendas para a sua sustentação. - s.g.
[Maria c. 1.5.1561 e +21.7.1624, Francº + 12.5.1615 (1)]
13.- Dona Luísa Francisca Monteiro foi a principal herdeira de seus
pais.
Casou duas vezes: A primeira com António Luís Carneiro,[c. 6.11.1583]
o novo, filho de outro de igual nome e de Dona Justa Fernandes de
Barros, de quem teve os seguintes filhos:
1.- Jácome Carneiro de Barros, casado com D. Filipa de Sá
Barbosa, de Vila do Conde, de quem procedem os Condes
de Resende e do Covo, os Pamplonas do Porto e outras
casas.
2.- D. Maria Carneiro de Barros, mulher de Sebastião
Gonçalves.
3.- Dona Justa de Barros, mulher de Rafael Carneiro,
progenitor dos Carneiros Figueiroas, Corrêas Montenegro
e outros.
4.- Dona Inácia Vieira Monteiro, que segue.
Casou segunda vez [10.1604] com Luís Fernandes Vieira, 3º Morgado
do Paço de Silvares, em Guimarães, já viúvo de D. Maria Coelho
- s.g.
[Luis Fernandes Vieira , "o Escaramenta", fez testamento em 8.9.1627] (2)
14.- Dona Inácia Vieira Carneiro ou Inácia Monteiro de Barros, casou com
Diogo de Bouro Coelho Vieira, 4º Morgado do Paço de Silvares, em
Guimarães.
[Diogo de Bouro fez testamento em 23.8.1633 (2)]
§ 2º
10.- Dona Isabel Gonçalves Monteiro, filha de Gonçalo Fernandes
Monteiro, nº 9 desta linha, casou com Belchior Gonçalves, grande
cosmógrafo e homem do mar, que veio de Castela para dirigir, como piloto,
uma das naus da Armada de Pedro Álvares Cabral. Teve o filho
seguinte:
11.- Salvador Gonçalves Monteiro, viveu no Porto onde exerceu alguns
dos cargos mais honoríficos, e foi, como seu pai, muito perito na
arte de navegar. Casou com Dona Clara Corrêa de Vasconcellos,
filha de Diogo Corrêa e de sua segunda mulher Dona Mécia ou Maria
Mendes de Vasconcellos, esta filha de Belchior Mendes de
Vasconcellos e de sua mulher Dona Páscoa Pereira. Teve os
seguintes filhos:
1.- Belchior Gonçalves Corrêa, que segue.
2.- Pedro Gonçalves Corrêa, abade de Avioso.
3.- Dona Maria Corrêa de Vasconcellos, mulher de seu primo
Dinis Mendes de Vasconcellos, de quem não teve filhos,
e depois de viúva foi freira no convento de Santa
Clara de Vila do Conde.
12.- Belchior Gonçalves Corrêa, sucedeu na casa de seu pai, do qual
herdou e transmitiu a seus filhos o gosto pelas coisas de
navegação. Tinha embarcações suas, com as quais prestou grandes
serviços na defesa das costas de Vila do Conde, juntamente com
seus filhos e parentes. Foi capitão de Infantaria. Casou a
primeira vez, no Porto com Dona Mónica de Loureiro (ou uma sua
filha) aquela filha de Diogo Lopes Rebelo e sua mulher Dona Maria
de Loureiro, irmã do grande capitão e adaíl-mór Luis de Loureiro,
[segundo a fonte (5), meia-irmã bastarda de Luís de Loureiro]
da qual teve os filhos seguintes:
1.- Sebastião Gonçalves Corrêa, que se notabilizou pelas
suas façanhas marítimas, em virtude das quais recebeu
várias mercês de el-rei Dom Filipe I, entre as quais
o foro de Cavaleiro-Fidalgo; não casou nem deixou
filhos.
2.- Luís Gonçalves de Loureiro, que segue.
3.- O Licenciado Francisco Corrêa de Vasconcellos, casado
com Dona Guiomar de Sá Barbosa, da qual teve um só
filho, de nome Luís, que faleceu criança.
[Segundo outros (1), vigário de Mosteiró da Maia (1590),
Abade de Ferreiró (1599) e reitor de Azurara (1610)]
4.- Dona Clara Corrêa de Vasconcellos, mulher de João
Carneiro Gaio, s.g.
[Clara Corrêa +23.11.1648 e outros dão-lhe como
maridos: 1º Cristóvão do Porto, c.7.5.1583, c.g., e
2º, Bento Nunes do Couto, c.3.12.1605, s.g. (1)]
5.- Dona Mónica Gonçalves Loureiro, mulher de Salvador
Fernandes de Azevedo, c.g.
Casou segunda vez com sua prima Dona Maria Fernandes Monteiro,
filha de Gonçalo Gonçalves [[Pires]] Monteiro, nº 11 da
linha dos Monteiros, da qual não teve filhos.
[Belchior Gonçalves Corrêa viveu na Rua do Salvador, em Azurara,
fez testamento em 23.10.1596 e faleceu em 6.11.1597 (1).
A obra referenciada na nota (1) apenas o dá como casado com
Maria Fernandes Monteiro (+18.1.1603), e diz que ela foi a
mãe de Luís, Clara e Francisco e de mais dois: o Licº António
Corrêa e Francisca Gonçalves. Julgo que tanto Sebastião como
Luís e Mónica são filhos do 1º matrimónio de Belchior Gonçalves
e que os outros o são de Maria Fernandes. Este último casamento
está provado, bem como a filiação de Francisco e António, que foi
frade, e são ambos filhos deste 2º casamento.(2).
Também está provado que Luís Gonçalves Loureiro é filho de Belchior
Gonçalves Corrêa (2)]
13.- Luís Gonçalves de Loureiro, senhor de quase toda a casa de seus pais,aumentou-a muito pelo seu casamento com Dona Marta Francisca Monteiro, sua prima, filha de Francisco Gonçalves Monteiro, nº 12 da linha dos Monteiros. Foi capitão-mór de Azurara, cargo em que sucedeu a seu sogro, Cavaleiro-Fidalgo da Casa Real, por mercê de el-rei Dom Filipe I, a quem prestou grandes serviços no tempo das perturbações causadas pelos partidários do Prior do Crato. Luís de Loureiro reconstruiu com grandeza a antiga casa do Paço da Chave de Ferro, em Árvore, habitação solarenga dos Monteiros, que sua mulher herdou; mandou edificar a Casa da Vila, na freguesia de Santa Maria de Prado, perto de Braga, onde possuía grandes rendas, e instituiu com sua mulher, em 1634, um Morgado[(2)] a que vinculou grande parte dos seus grandes haveres, e que ficou sendo conhecido por Morgado de Azurara. Teve os filhos seguintes: 1.- Francisco Corrêa Monteiro, eclesiástico, que vinculou os seus haveres ao Morgado instituido por seu pai. [n. 30.1.1586, f.15.1.1652 (1)]. 2.- Luís Monteiro de Vasconcelos, abade de Árvore. [n. 4.12.1588 (1)] 3.- Dona Mónica Monteiro Corrêa, que se segue. [Mónica n. 28.1.1595, c. 8.7.1624]. 4.- Dona Maria Monteiro Corrêa, mulher do capitão Amador Álvares Varzim, comendador e senhor da terra da Feira; não tiveram filhos e vincularam muitos bens ao Morgado instituído por seu pai e sogro. [Maria Monteiro n. Azurara 28.10.1590 e aí m. 7.9.1670] 5.- Dona Ana Monteiro de Vasconcellos, mulher de seu primo Manuel Dinis Mendes de Vasconcellos, de quem teve os seguintes filhos: [Ana Monteiro n.11.10.1592, c.3.11.1619, f.6.6.1673 (1)] 1.- O padre António Dinis de Vasconcellos, abade de Árvore.[n. 15.5.1624, +9.7.1677] 2.- O padre Luís Corrêa de Vasconcellos, abade de Azurara, que instituiu com sua irmã Dona Martinha, abaixo, um novo morgado,com obrigação do apelido Monteiro.[+5.5.1695] 3.- Dona Martinha Monteiro de Vasconcellos, mulher de Roque da Fonseca de Faria, sem geração; instituiu com seu irmão Luís um morgado. [Martinha ou Marta n.23.1.1628, c. 7.1.1663, s.g. (1)] 4.- Dona Mariana de São Paulo, abadessa do Convento de Santa Clara de Vila do Conde (no triénio de 1694/97).[n.19.3,1623] 5.- Dona Eugénia de Vasconcellos Monteiro, mulher de Francisco da Silva Azevedo, Cavaleiro da Ordem de Cristo, de Guimarães. [Eugénia n. 22.3.1636, c. 14.12.1671 (1)] 14.- Dona Mónica Monteiro Corrêa,sucedeu no Morgado de Azurara,quinta e casa da Chave de Ferro, Casa da Vila, em Prado, e muitos outros bens. Casou com Manuel Caminha Dantas, fidalgo da Casa Real, natural de Penafiel, e capitão-mór de Azurara, em sucessão a seu sogro. Teve os filhos seguintes: 1.- Dona Maria Monteiro Caminha, que segue. [n. 27.11.1632, c. 19.6.1650](1)(3)] 2.- Dona Ana Caminha Monteiro, mulher de Luís Delgado de Sousa, de Penafiel, de quem teve os seguintes filhos: [Ana n. 29.10.1626, c.12.2.1648, +4.8.1703 (1)] 1.- Dona Mónica de Sousa, freira no Convento de Arouca. 2.- O padre José Delgado Monteiro.[+ 19.12.1719] 3.- Manuel Delgado de Sousa, que faleceu solteiro [deixou geração bastarda (1)]. 15.- Dona Maria Monteiro Caminha,sucedeu no Morgado de Azurara, bem como no segundo Morgado dos Monteiros, instituido por seus primos o padre Luís Corrêa de Vasconcellos e Dona Martinha Monteiro de Vasconcellos. Casou com o Capitão Gonçalo Pacheco Nogueira, filho de Francisco Nogueira e de sua mulher Dona Sebastiana Pacheco, esta filha de Gonçalo Pacheco Pereira, superintendente da caudelaria do Porto, e de sua mulher e prima Dona Isabel Pacheco Pereira, senhora da Casa de Belomonte, no Porto, e da quinta da Pacheca, na Régua. Teve os seguintes filhos: 1.- Dona Luísa Pacheco Monteiro, que segue. 2.- Luís Pacheco Monteiro, que faleceu solteiro. [n. 7.7.1654, +7.12.1697 (3] 3.- Francisco Pacheco Monteiro, idem. [+ 15.4.1731 (3)] 4.- Frei Tomé, religioso franciscano. [n. 21.12.1659 (3)] [Tiveram mais (3): 5.- Manuel, gémeo de Luís 6.- António Pacheco Monteiro, n. 1664 7.- D. Mónica, gémea do anterior 8.- D. Sebastiana, n. 24.2.1667.] 16.- Dona Luísa Pacheco Monteiro, foi senhora dos três Morgados dos Monteiros, senhora da casa do Paço de Chave de Ferro, da Casa da Vila, em Prado, e de toda a restante casa de seus pais. Casou [6.6.1689 (3)]com seu primo, o licenciado Jacinto Vieira de Barros, 6º Morgado do Paço de Silvares, neto e sucessor de Dona Inácia Vieira Monteiro, nº 14 da primeira linha de Monteiros. Pelo lado materno o Dr. Jacinto Vieira de Barros era filho de D.
Antónia Faria de Barros e Vasconcelos e neto de Torquato de Barros
Faria e Vasconcelos, F.C.R., e de sua mulher D. Maria Gomes Machado.
Dona Luísa Pacheco Monteiro e seu marido Jacinto Vieira de Barros,
tiveram geração, e foram bisavós de FRANCISCO DE VASCONCELOS (ver
Fontes :
(1)- "Azurara, Subsídios para a sua Monografia" - Junta Provincial
do Douro-Litoral - Porto 1948.
(2)- Documentos autênticos do Arquivo dos Vasconcellos de Vila do
Conde (AVVC). Os mais antigos são da segunda metade do século
XVI.
(3)- "Pachecos, Subsídios para a sua Genealogia" - Abílio Pacheco
de Carvalho - Lisboa 1985.
(4)- "Nobiliário" de Felgueiras Gayo.
(5)- "Frei Gonçalo Velho" - Ayres de Sá
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ANTECEDENTES
FRANCISCO DE VASCONCELOS
DONA HELENA DE SOUSA
GERAÇÕES