Carnaval com a Tia

Quando leio nas revistas de agora a respeito do carnaval atual, vem sempre à minha memória os carnavais da minha mocidade. Precisamente o carnaval de 1966. Eu ainda não tinha 18 anos e estava fazendo o que, naquela época, se chamava '"preparatórios" para entrar na faculdade. Minha famflia ia passar o carnaval em Rio Claro e eu, como estava um tanto fraco em duas matérias, teria que ficar em casa estudando. Naquele tempo - já se passaram 33 anos - os pais se preocupavam demais com os filhos. Quem é que ia cuidar da minha roupa? E quem faria a comida? Porque não era usual, ainda, comer fora e as tinturarias não faziam serviço de lavanderia. Só davam um jeito em ternos. Aliás pesadíssimos, pois eram de pura casimira, nacional, para a maioria, e inglesa - importada – para os ricaços. Então ficou decidido que uma tia minha que morava do outro lado da cidade - pois nós morávamos no Belém e ela na Vila Clementino – viria "tornar conta" da casa e de mim, naquela semana do carnaval. Para vocês verem como são as coisas: antes deste dia eu nunca tinha reparado nesta providencial tia? Mas a partir daí...

Mas vamos por partes. Já na sexta-feira, quando a Rádio Educadora estava pondo no ar o grande sucesso daquele carnaval, "Adão, Adão, meu querido Adão! Todo mundo sabe que perdeste o juízo! Por causa da serpente tentadora, o nosso mestre te expulsou do paraíso...", a tia Denise chegou. Era uma quarentona, grande, alta, cabelos pretos cortados meio curtos, de acordo com a época, e com enormes peitos, que ela levava, empinados, por baixo de um queixo bem marcado e um olhar firme, ainda que brejeiro. Sem ser muito bonita era extremamente vistosa. Ao relembrar ainda agora, quando escrevo estas linhas, sua figura posso dizer que era uma mulher imponente.

No dia da viagem o pessoal foi logo cedo, pois o trem da Paulista saia pontualmente. Aquele dia foi normal. Fiquei estudando e quando foi hora desci e almocei com tia Denise. Almooço gostoso entremeado daquele papo que os mais velhos têm com os mais jovens - Como ia nos estudos - Gostava disso ou daquilo - e aí, com um sorriso meio matreiro - se eu já namorava. Disse que não - respondi apressadamente. Na verdade estava de namoriico com uma conhecida mas isso só nas matinês do Iris - mais longe que o cine São José - logo ali na praça, e portanto longe de todos que podiam comentar com os pais dela. E do carnaval para mim, só o rádio. Agora, por exemplo, a vozinha controlada do Mário Reis cantando "Cadê Mimi, o meu bibelot japonês..." A tarde, o jantar. A moda italiana, com uma boa sopa e farta salada. Minha tia não jantava. Ficou ali sentada, me examinando curiosamente. Quis saber das minhas amizades. Com quem eu saia e mais uma vez se eu tinha namorada. E se eu não tinha, como passava o meu tempo. "Então não quer "partilhar" seus segredinhos com a titia, seu maroto?" Respondi evasivamente e ela não insistiu. Apenas, carinhosamente, acariciou meus fartos cabelos pretos.

A noite aconteceu um fato que desencadeou tudo. Às tardes, ao descer para a cozinha, para tomar um copo de leite, passando pelo quarto onde estava minha tia, vi que a luz estava acesa e que, de lá de dentro, vinha uns suspiros ou gemidos, baixinhos. Alguma coisa estava acontecendo. Automaticamente girei a maçaneta e entrei no quarto. Minha tia estava sentada na banqueta da penteadeira, no canto, em frente a grandes espelhos, com um lindo penhoar de seda preta, aberto, as pernas todas abertas e completamente nua. Ritmamente enfiava em sua enorme xoxota, fartamente coberta de pêlos pretos, um cabo de escova, dessas de alisar cabelos, e contorcia-se toda, gemendo compassadamente. Naturalmente vi tudo isso de relance e minha tia, pega de surpresa, pareceu não ficar muito abalada. "Vem cá, meu lindo sobrinho! Vem partilhar do segredo de sua tia. Vem meu queridinho!" Dizendo isso levantou-se da banqueta e abraçou-me com ternura e bastante força. Fui, literalmente esmagado contra aqueles enormes seios. Gentilmente minha tia empurrou minha cabeça contra os peitos e quase automaticamente aqueles bicos enormes e rosados foram forçados contra meus lábios. "Chupa, queridinho, chupa. A titia vai dar de mamar para seu pequenino." Dizia isso bem baixinho, quase sussurando e com a voz entrecortada de suspiros. Não é preciso dizer que obedeci. Eu não sabia nada. Não tinha conhecimento de nada mas chupei aqueles bicos com toda a emoção e com toda tesão que só a juventude tem. Minha tia suspirava e revirava os olhos dizendo: "Isso, meu sobrinho. Faz a titia feliz, faz!" Sem que eu quase percebesse sua mão forte, mas macia, tinha tirado para fora meu cacete, acariciando-o num vai e vem cadenciado e constante. "Como é grande o '"maroto", meu queridinho! Agora vem que a titia vai lhe mostrar uma coisa."

A esta altura já estávamos sentados na cama e minha tia, com uma habilidade tremenda, já tinha me tirado a blusa e as calças do pijama. Eu portava agora apenas minhas cuecas "samba-canção". Semi-deitada na cama, com o corpo meio dobrado, pela altura da fronha e travesseiros, minha tia me puxou para cima dela e com a experiência que tinha guiou meu membro para a sua enorme e cabeluda xoxota. É engraçado que eu não me lembre dos detalhes. Só lembro da minha tia resfolegando, agitando-se e gritando sem parar "meu amor, meu tesão, meu sobrinho querido" entre "ais" e '"uis" quase assoprados e eu (quem me ensinara isso? - pois era minha primeira vez.) cadenciando um vai e vem ritmado, de estocadas profundas, na xoxota da minha querida tia e primeira professora de amor. Se gozei não me lembro bem. Só sei que uma hora me deu um comichão terrível no cacete e eu quase desmaiei. Embaixo de mim minha tia serenou. Ainda lembro que ela permaneceu deitada, olhando para o nada, com as pernas abertas e enrolando os dedos nos fartos pentelhos que estavam molhados com seu gozo. Não preciso dizer que enquanto minha família ficou fora eu e a minha tia fizemos o nosso carnaval

Ah! Estava esquecendo: desse carnaval também me lembro de uma marchinha: "Um pierrot apaixonado, que vivia só cantando..."

R. O.
São Paulo (SP)