Cárcere

                 Rodrigo Guidi
 
   Sou como um suicida
   que clama pelo fim da vida,
   que chora soluçante
   apertando a ferida.
   Sou como suicida,
   que quer razão pra vida,
   que grita toda vida,
   que precisa de um motivo.
   Sou um presidiário,
   que não se locomove,
   que nunca mais amou,
   que não é mais amado.
   Sou pequeno
   como a vida
   e o espaço
   nessa vida,
   Sou imenso
   como o cárcere,
   que não se move,
   que nunca morre.
 
 
 
 
 
 
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