O
tipo de som que os golfinhos emitem não tem um nome específico.
Não há dúvida, porém, que, de seu modo peculiar,
os golfinhos " falam " abundantemente. Cientistas que convivem com o cetáceo
são unânimes em afirmar que os golfinhos mantêm algum
tipo de comunicação auditiva. Alguns garantem que essa comunicação
tem regras e serve para organizá-los socialmente, como acontece
com os homens.
Ninguém, entretanto, foi tão longe como a equipe do Instituto
de Morfologia Evolutiva e Ecologia dos Animais da Academia de Ciências
da Rússia. Pesquisadores comandados pelo cientista Vladimir Markov,
depois de um longo estudo no golfinário de Karadag, no
Arzebaijão,
publicaram um trabalho em que anunciam a xistência do " golfinhêz
". Ou seja: um sistema aberto de linguagem composto de 51 sons de impulsão
vocal e nove tipos de assobios tonais, que comporiam um possível
alfabeto próprio da espécie. De acordo com Markov, os golfinhos
são capazes de compor frases e palavras regidas por leis semelhantes
às da sintaxe humana.
Os cientistas relatam esperiências em que um golfinho, introduzido
num determinado recinto, foi ensinado por outro a executar certa tarefa
para obter alimentos. Como? Falando, é claro!
