Durante o mês de janeiro e fevereiro de 1998, juntamente com o relatório
e a análise de todas as informações obtidas durante
o primeiro semestre da pesquisa, relacionamos, escutamos e analisamos várias
gravações, afim de obter um paralelo entre o Baião
de 4 décadas atrás e o de hoje.
Na pesquisa fonográfica foi utilizado CD, Vinil e Fitas Cassete.
Tudo que já foi coletado, foi analisado na 2ª Fase de nossa
pesquisa, afim de comparar a música feita na época em que
o Baião surgia como gênero e fenômeno musical, (década
de 40) tocado em todas as rádios ocupando lugar de destaque, e o
Baião de outras épocas, até chegar nos nossos dias.
Parte do material transcrito para partitura, anexaremos junto à
esse compilado. Para isso utilizamos um computador equipado com programas
específicos para esse trabalho.
A maior parte da discografia pesquisada quando falamos só de Baião,
foram as gravações de Luiz Gonzaga. Nada mais natural, pois
é onde encontramos registradas as primeiras gravações
de Baião. Utilizamos também músicas de Dominguinhos,
Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Gilberto Gil, etc.
Inicialmente para nosso estudo, utilizamos bibliografia especifica sobre
o assunto que nos ajudou muito em nossa 1ª fase da pesquisa. Mas,
vale ressaltar que, tudo que foi encontrado sobre o Baião, está
relacionado com o Baião do início do século e até
do século passado. São na maioria publicações
antigas. Não dispomos de bibliografia com informações
mais recentes, o que dificultou a 2ª Fase do nosso projeto. Porém,
com a ‘falta’ de informações bibliográficas, recorremos
à pesquisa de campo, e entrevista. O que há em demasia são
informações sobre o surgimento do Baião e também
as definições do termo, mas é muito difícil
encontrar informações musicais, tais como: um trabalho sobre
o ritmo em si, sua orquestração, sua estrutura melódica
e sua evolução ao longo de mais de 50 anos, desde que o Baião,
através de Luiz Gonzaga tornou-se um fenômeno musical nacional
e até conhecido internacionalmente.
Para a pesquisa sobre o Forró utilizamos bibliografia também,
mas encontramos pouco material em livros. O que ajudou muito durante a
pesquisa foram as informações obtidas em jornais. Tanto jornais
aqui de Fortaleza como jornais de outros estados como: o Diário
de Pernambuco, Folha da Tarde, Folha de São Paulo, etc.