Apollo 11
Junto com Flatuman e Peidoboy
     Como vocês podem imaginar, ao ver a foto acima, algo incomum , muito secreto e muito, muito estranho, me aconteceu nos  8 Dias, 3 horas, 18 minutos e 35 segundos
de  julho de 1969.  Alguns acharão que é mentira, e não tiro-lhes a razão. Realmente, é difícil de acreditar que, na verdade, fui eu, um brasileiro filho de ucrânianos, quem primeiro pisou na Lua.

           Tudo começou quando visitava meu amigo Von Braun em Cabo Kennedy. Passava férias maravilhosas com ele e sua adorável esposa (mais com sua esposa), na casa da base militar.
Na noite anterior ao lançamento, durante o jantar, Werner me contou dos preparativos para a aventura da Apollo 11, que levaria os primeiros homens à Lua. Eu estava absorto, pensando nas pernas recém depiladas de Mildred, sua esposa, enquanto ele explicava os fatores e variáveis da missão. Acreditando estar eu, interessado do que dizia, Von Braun foi se empolgando, foi se abrindo, até me confessar, já sob o efeito dos inúmeros martinis, que estava vivendo um enorme drama.

       Não teve jeito, tive que desviar os olhos dos enormes seios de Mildred e prestar atenção no que falava, pois se debulhava em lágrimas, chegando a babar entre um soluço e outro.
Me contou que Neil Armstrong, o comandante da missão, era um completo demente e absoluto imbecíl. Um depravado, que conseguiu ludibriar a junta psiquiátrica da Nasa. E mais imbecíl ainda, me dizia Werner assoando o nariz com os dedos e jogando no chão, era o presidente que, depois de tirar fotos com os astronautas, não queria nem ouvir falar de trocar a tripulação. Afetaria a sua popularidade e causaria enormes estragos nas próximas eleições. Nem pensar !

     Werner não sabia o que fazer. O povo americano já elegera Armstrong como herói, e o estúpido não tinha condições de pilotar nem elevador.
"E os outros atronautas?" perguntei?
"Estão com catapora" disse Mildred que me bolinava sob a mesa. Werner  balançando os braços completou: "Um surto atacou a todos, menos a tripulação titular". Levantou a cabeça e olhando-me fixamente com os olhos vermelhos, perguntou: "Que que eu faço Vikão?".

       Dei uma tragada no cigarro, cocei o queixo e respondí com segurança:
"Sei lá?!"
"Cê tem que me ajudar, Vikão" Disse Von Braum já de joelhos.
"Como eu? Vonvon?" (a intimidade me permitia chama-lo assim) .
Werner limpou a baba, sentou-se no tamborete à minha frente e proferiu com voz embargada:
"Cê tem a mesma estatura do Armstrong, você é bravo, inteligente e audaz"
Mildred, que concordava com o corno, continuou:
" É... você é praticamente um cientista e tem capacidade de pilotar até nave alienígena"
Ruborizado, me esquivei:
"Menas Mildy, menas"

    Mas eles, o corno e a peituda, tanto falaram e falaram que acabaram me convencendo.
"Tá... tá... tá... , eu vou quebrar teu galho" Disse eu bocejando de sono.
O lançamento seria dentro de algumas horas e tudo deveria ser feito no mais absoluto sigilo. Só o FBI deveria saber.

    Tudo armado, vestí o jaleco de engenheiro, entrei numa típica van do serviço secreto e levaram-me  pelos subterrâneos da base de lançamento até chegar numa sala onde, sem nada me perguntar, enfiaram-me no macacão de astronauta, tiraram a foto acima para registro, deram-me um manual simplificado do funcionamento da nave e empurraram-me para dentro cápsula espacial.

     O resto, todo mundo já conhece, está registrado nas gravações que bilhões de pessoas ao redor da Terra, acompanharam durante a missão. Sempre com um modificador de voz e efeitos especiais para trocar meu rosto pelo do panaca do Armstrong. Afinal o povo americano não poderia descobrir a verdade.
     Alguns detalhes, também nunca foram revelados. Como o motim a bordo quando Aldrin e Collins começaram a peidar compulsivamente e não havia para onde sair. E na minha frase, que substituíram, quando dei a primeira pisada no solo da Lua:

"Êta, lugarzinho escrôto!".
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