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| Einstein | ||||||||||||||
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| Albert ... velho Bert. Assim o chamávamos no instituto. Quando enfiava uma coisa na cabeça, era um Deus nos acuda. Como da vez em que cismou com Oppenheimer que a fissão nuclear se dava tal qual pipoca na panela, e do modo como Oppi tentava "nunca seria fissão, talvez no máximo, ficção nuclear", dizia Bert babando de rir da piadinha . Teimoso, como só ele, insistia na equação F=mc3. Até seu Ambrósio, o porteiro do instituto, quando passava pela sala, via a lousa e falava pacientemente : Não seu Bert !!! "E"...entendeu é "E" e não "F", e não é ao cubo, seu Bert, é ao quadrado. Bert, nestes momentos, tinha o hábito de mostrar a língua pro seu Ambrósio, num gesto que ficou famoso numa fotografia que tirei. Mas Bert tinha coisas boas, arranhava uma rabeca, boa mão na canastra, grande parceiro de pingue-pongue e, principalmente, fazia uma paçoquinha como ninguém. Gostava de se abrir comigo, contava como via a irmã pelo buraco da fechadura quando ela tomava banho, o que lhe custou umas visitas ao Dr Freud em Viena, que fazia experiências com a psiquê nos pacientes, e cocaína em sí próprio. Já era talhado para ciência desde moleque , como na vez em arrancara as patinhas de vários insetos para ver como se locomoviam, chegando a conclusão que eram nas patas que ficavam os ouvidos, pois ao fazer barulho elas não saiam do lugar. Tinha uma babá, Inga, que deu as primeiras noções sobre espaço e tempo. Era muito gorda, e corria atrás dele para dar-lhe banho, então, quando o encurralava no armário não conseguia freiar e daí ele não tinha nem tempo nem espaço pra sair de lá. Foi muito útil nas suas pesquisas futuras. Bert, uma vez, veio com um papo muito estranho. Disse que tinha sonhado, que se viajássemos à velocidade da luz, ficaríamos piscando como enfeites de natal. Eu o olhei de lado, aliás, bem de lado... e perguntei : Voltou a frenquentar o consultório do Sigmud, né Bert? Ele só me olhava, dava uma risadinha, e fungava... |
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