![]() |
|||||||||||||
| Fidel Castro | |||||||||||||
![]() |
|||||||||||||
|
|||||||||||||
| Fidel...ah! Fidel... foi nas matas de Sierra Maestra que esse grande revolucionário me ensinou a fazer "frango a passarinho à cubana". Depois de muito insistir, o comandante me revelou o segredo da especiaria: Rum. Mas não havendo o precioso líquido no meio da selva, ele usava o fluido do isqueiro com que acendia seu portentoso charuto. Aliás, eu sempre me perguntava, e a ele também, como as tropas de Fulgencio Batista nunca os haviam encontrado como todo aquele budum fedorento do charutão. Ele dava uma pequena risada com o canto da boca escondida pela espessa barba e proferia com voz fanha: -Es porque ellos son ciegos y también no escuchan derecho!!! Eu não procurava compreender, afinal, ele devia saber o que falava, aliás, falava sem parar. De vez em quando, nas reuniões secretas que tinha com Tchê Guevara na barraca de campanha, dava para ouvir Tchê gritando: -Basta Fidel...Usted habla por los cotobelos hombre !!! mis oidos no son penicos....boludo !!! Era constrangedor vê-lo sair da barraca deixando o barbudo revolucionário discursando para a pequena Granma, a cadelinha que nunca saia do seu lado. Quando as tropas revolucionárias entraram em Havana sob o comando de Fidel, eu estava ao seu lado em cima do tanque, e passando pela multidão que o ovacionava, ele fez um comentário que ficou marcado por toda a minha vida: - Vikón... después de passar años en la sielva junto a mys hombres, my pequeña perrita Granma y haora mirando este pueblo feliz y estas chicas lindas, me doy cuenta que tudo lo que ace falta, es una buena bimbada com una buena mujer... Tchê, que estava ao seu lado concluiu com ar sereno: y peitchuda... Fiquei, como fico agora, com os olhos mareados de emoção ao ver aqueles guerreiros do século XX expondo seu lado frágil de civil desesperado... Bem... passaram-se anos e hoje todos sabem que a CIA não conseguiu matar meu amigo Fidel. Ainda hoje, no dia do aniversário da revolução , posso, sem grande esforço de memória, ouvir o grito del Comandante do alto daquele tanque no meio da praça central de Havana: Lhegamos canbada... que viengam a my las vagabundas !!!! |
|||||||||||||
| Voltar a sala de Memórias | |||||||||||||
| Voltar ao Café | |||||||||||||