Nos
aros 30, Jawarharlal Nehru descrevia a Índia sob domínio britânico como «um
estado servil com a sua esplendida força aprisionada mal se atrevendo o
respirar livremente, governado de longe por estranhos, com a sua população
pobre para além de qualquer comparação, com curta vida e incapaz de resistir
às doenças e às epidemias». Tendo prestado juramento como primeiro-ministro
da Índia em 1947, Nehru apelou «ao fim da pobreza e ignorância e da doença e
da desigualdade de oportunidades». Mahatma Ghandhi muito firmemente argumentou
que a Índia só se tornaria verdadeiramente independente quando os indianos
mais estivessem livres do sofrimento humano e da pobreza.
Contudo
o Estado tem fracassado tanta em providenciar educação básica Livre e obrigatório
- um objectivo constante na Constituiçção Indiana -como em abolir o trabalho
infantil, em providenciar adequado segurança social e económico às
comunidades marginalizadas, em assegurar aos pobres oportunidades de emprego, em
melhorar as condições de vida nos bairros urbanos miseráveis, em prevenir a
poluição ambiental, em não corrigir apenas os falhos do mercado mas também
em preveni-las. A Índia necessita de acção pública sustentada se se
pretender eliminar os piores formos de pobreza humana e promover uma expansão
equilibrada dos oportunidades sociais, económicas e políticas.
Shiva Kumar, l997