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CAPITAL BRASILEIRA DA FÉ |
RELATÓRIO DE UMA VIAGEM
No dia 9 de Outubro de 2003, num ônibus Especial, um Grupo de pessoas empreendeu viagem do bairro de Santo Antônio, em Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo e do bairro de Eurico Salles, Cidade da Serra, ES, para a Cidade de Aparecida, no Estado de São Paulo, com o objetivo de participar das comemorações dos festejos do Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Este é um relato de uma viagem, na visão do Escritor, Historiador, Poeta e Trovador Capixaba, Clério José Borges. Muitas informações e situações interessantes vividas por um grupo de 40 pessoas aproximadamente. Um exemplo de amor, fraternidade e muita fé...
2 - A Viagem: BR 101 e as Paradas
3 - Histórico da Ponte Rio-Niterói
4 - Rodovia Presidente Dutra. Rio-São Paulo
6 - Gruta de Nossa Senhora de Lourdes
7 - Hotel São José - Rua Monte Carmelo - Centro - Aparecida - SP
9 - Show da Banda Primeira Opção
10 - Em busca do Padre Marcelo
11 - Notícia divulgada pelo Jornal O Estado de São Paulo
12 - A última Missa na Basílica Nova, às 16 horas do dia 12 de Outubro de 2003
No dia 9 de Outubro de 2003, eu, Clério José Borges, acompanhado de minha esposa Zenaide Emília Thomes Borges resolvemos participar de uma Excursão para a Cidade de Aparecida, no Estado de São Paulo. Zenaide já havia visitado Aparecida em 1999. Eu nunca havia estado lá. De Férias foi feita a programação da viagem. A nossa vizinha de bairro, residente na rua das Gaivotas, Dalva Lemos da Silva nos havia feito o Convite e eu e Zenaide nos programamos para a viagem. Outras pessoas do bairro também participaram da Excursão, inclusive alguns vizinhos da rua dos Pombos, como Edna e Dona Bela.
Programado para chegar as 19 horas, o ônibus que vinha do bairro de Santo Antônio, em Vitória, só chegou às 21h30m. Como Motorista, Fábio de Oliveira Siqueira. Como segundo Motorista: Hélio Luiz Soares.
Eurico Salles é um bairro do Município da Serra e fica localizado no Distrito de Carapina, próximo a Vitória e ao Aeroporto Eurico Salles.
O Conjunto Habitacional Eurico Salles começou a ser construído pela Companhia Habitacional do Espírito Santo (Cohab-ES), em 1977, sendo aprovado pela Prefeitura Municipal em 10 de agosto daquele ano. Em Fevereiro de 1979 os primeiros moradores começaram a se mudar para a região, que engloba uma área de 130.292 metros quadrados, com 427 residências. O capixaba Eurico de Aguiar Salles foi Ministro da Justiça. Mais informações sobre Eurico Salles [AQUI]
2 – A Viagem: BR 101 / Paradas
O Brasil possui a segunda maior malha rodoviária do planeta. São mais de 1,8 milhão de quilômetros, sendo aproximadamente 10% asfaltados. Mais de 1,2 bilhão de pessoas viajam pelas nossas estradas todos os anos, contra aproximadamente 50 milhões de embarques e desembarques de passageiros nos aeroportos. A BR 101, ligando o Sul ao Nordeste do Brasil é uma das mais importantes Rodovias.
Nosso destino inicial foi a BR 101 Sul. A primeira parada foi às 01h25m, no Bar e Restaurante Mato Verde, no Município de Campos, Estado do Rio de Janeiro. O Bar e Restaurante fica antes de se chegar ao centro de Campos.
A segunda parada foi na cidade de Casimiro de Abreu, a cidade do Poeta. O Município de Casimiro de Abreu está situado na Zona da Baixada de Araruama, datando do início do século XVIII o desbravamento de seu território. O município atual originou-se da antiga aldeia dos índios Guarulho, fundada pelo capuchinho italiano Francisco Maria Táli, no lugar hoje conhecido como Aldeia Velha. Por ser de madrugada não houve como conhecermos o Município.
Por volta de 6h03m estavamos na Ponte Rio-Niterói.
Depois da Ponte a próxima parada foi no Posto Dominante, na cidade de Piraí, Estado do Rio de Janeiro, às 07h47m. O Posto fica na Rodovia Presidente Dutra (BR 116) Km 64. O Km Zero da Dutra é na Avenida Brasil
No Posto Dominante um Mapa nos informava de que da Avenida Brasil até Aparecida eram 241 km de estrada.
Desde 1875, cogitava-se da ligação entre Rio e Niterói, visando a construção de uma ponte e, mais tarde, de túnel entre os dois centros urbanos vizinhos, separados pelas águas da Baía de Guanabara. Numerosas foram as tentativas, até que, em 1963, era criado grupo de trabalho, que decidiu optar pela ponte, diante da controvérsia - ponte ou túnel?. Em 29 de dezembro de 1965, surgia comissão executiva para cuidar do projeto definitivo. As obras começaram em janeiro do ano seguinte e inauguradas em 4 de março de 1974, cinco anos e três meses depois.
Atualmente, segundo a concessionária Ponte S.A., em fluxos normais, o movimento médio atinge a 115 mil veículos/dia, que passam pelo pedágio.
A Ponte Rio-Niterói está entre as mais notáveis realizações da engenharia do século. Construída pelo Consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Rabello S.A. e Sociedade de Engenharia e Comércio, representou o maior conjunto estrutural do mundo, em vista do volume ocupado, na forma de duelas coladas.
Com 13.290m de extensão, 8.836m sobre o mar, 26,60 m de largura, com seis faixas de rolamento e dois acostamentos, de 1,80m e altura máxima de 72m, acima do mar, foi considerada, na década de 70, a Oitava Maravilha do Mundo.
O vão central sobre o canal de navegação bateu o recorde em viga reta metálica do mundo; seu peso, mais de 970 mil toneladas, corresponderia a 800 edifícios de 10 andares, com quatro quartos; o cimento usado - mais de quatro milhões e seiscentos mil sacos - se deitados, fariam 1.500 pilhas da altura do Pão de Açúcar. A ferragem aplicada formaria uma linha que daria volta à terra, com sobras. O concreto armado construiria 23 mil prédios de muitos andares; 1.360.000 m³ de aterro hidráulico e mais e mais. Antes dela, a ponte de maior extensão, em nosso País, era a Maurício Joppert, com 2.250m de extensão, sobre o Rio Paraná, na divisa de São Paulo com Mato Grosso, construída em 1965.
A Ponte liga o Rio de Janeiro não apenas a Niterói, Cabo Frio, Campos, Vitória, mas a Natal (RN), a Osório (RS), numa integração econômico-social que o tempo consagrou.
4 – Rodovia Presidente Dutra. Rio-São Paulo

O calendário histórico da Rio-São Paulo é dividido em várias etapas. Em 1724, era decidida sua construção, pela Província de São Paulo. A inauguração só ocorreria em 1928, pelo presidente Washington Luis, com extensão de 508 km, oito dos quais pavimentados. Em 14 de março de 1949 ocorria a entrega da pavimentação do trecho entre São Miguel e Mogi das Cruzes.
A antiga BR-2, como era conhecida, passava a chamar-se Rodovia Presidente Dutra, em 30 de abril daquele ano, por ato do governo federal. Em 15 de julho de 1950, realizava-se a inauguração do trecho com duas pistas, de 7 m, separadas por canteiro central de 3 a 6 m, entre Parada de Lucas(km 0) e Garganta de Viúva Graça (km 46), pavimentadas em concreto de cimento asfáltico e macadame betuminoso, com 12 trevos.
Em 15 de novembro de 1967, era entregue a duplicação da rodovia, pelo então presidente Costa e Silva, na presença de Dutra e de outras autoridades, entre elas o ministro Mário Andreazza e o governador Abreu Sodré.
Em 23 de agosto de 1976, era enterrado o presidente Juscelino Kubitschek, vítima de desastre na rodovia, quando o Opala em que viajava atravessou a pista, do km 163, hoje 168, ficando embaixo de uma carreta. O motorista também morreu.
Em 1º de março de 1999, a Presidente Dutra completou três anos sob administração da NovaDutra, com o pedágio sendo cobrado a partir de 1º de agosto de 1996. A concessionária informou ter realizado obras de recuperação e modernização ao longo dos 402 km, separada por 231 km de 20 municípios paulistas e 171 km de 13 municípios fluminenses. Ao final de 25 anos, os custos serão de R$ 970 milhões em obras e equipamentos e R$ 2,5 bilhões em custos operacionais, conforme informou a NovaDutra.
Assegurou, ainda, que a rodovia recebeu 262 mil metros de muretas de concreto no canteiro central, outros 268 mil metros de defensores metálicos e 68 mil de telas anti-ofuscantes. Sete pontes recuperadas, reformados trevos de acessos e construção de pistas marginais também constam das realizações até agora. Entre outros projetos, fazem parte 20 novas passarelas de pedestres.
A concessionária, que mantém quatro postos de pedágio, destaca também o sistema eletrônico de comunicação, importado da França, com cerca de 800 telefones de emergência, estações meteorológicas, de telecomunicações etc. E, ainda, o SOS Usuário, gratuito, com equipe médica e paramédica, frota de 100 veículos, entre eles 13 Utis e 13 carros de resgate. O número 0800-173536 funciona 24 horas por dia, de segunda a segunda.
5 – Cia. Fiação e Tecidos Guaratinguetá - Fábrica de Tecidos
Por volta de 10h30m chegamos na Companhia Fiação e Tecidos Guaratinguetá. Trata-se de uma loja da Fábrica de Tecidos. Fabrica Cobertores, lençóis, colchas e Toalhas desde 1912. A loja fica na Avenida João Pessoa, no bairro de Pedregulho, na cidade de Guaratinguetá. A jovem Sizilene Aparecida Ramos Belém atendeu a maioria dos visitantes. Há produtos com preços especiais e muitos adquiriram algumas peças. O fundador e proprietário da Fábrica é o Comendador Grampaulo Bonora. Após trinta minutos, deslocamos até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes que fica nas proximidades.
Nas fotos: Clério e Zenaide em frente a Loja da Fábrica e uma Jovem na Avenida João Pessoa, em frente a Praça Nossa Senhora de Lourdes
6 – Gruta de Nossa Senhora de Lourdes
Local diariamente visitado por Turistas, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em Guaratinguetá, São Paulo, fica na Praça Nossa Senhora de Lourdes, esquina com a Avenida João Pessoa.
A Gruta foi edificada pelo saudoso Monsenhor João Felippo, em 1921. Foi restaurada em 29 de Outubro de 1961. Comemorando o cinquentenário foi remodelada pelo escultor Teixeira Machado, com iluminação, Som e Piso: Doação de Rafael Morotta.
A Gruta fica em frente a Igreja do Puríssimo Coração de Maria, construída aproximadamente em 1928 e com assistência religiosa dos Salesianos, segundo nos informou a Irmã Irene, que há 20 anos reside no local. Na frente da Igreja uma Placa agradece ao Comendador Grampaulo Bonora pela doação das portas da Casa do Puríssimo Coração de Maria, em Agosto de 1999.
Aproveitamos em batemos uma foto em frente a Gruta. Na foto: Clério, Renato, Zenaide com Brunna no colo, Kiki, Adail Silva e Léa Ferreira

7 – Chegada ao Hotel São José, Centro de Aparecida
Por volta do meio dia chegamos em Aparecida. O ônibus deixou-nos numa rua e seguimos todos a pé, subindo uma ladeira até a Rua Monte Carmelo, onde ficava no nosso local de repouso, o Hotel São José.
O Hotel é de propriedade do Sr. Aarão Antônio de Paiva que prontamente atendeu a todos, arranjando alojamento para as cerca de 40 pessoas que faziam parte da nossa Caravana.
Logo foi servido o farto almoço, onde o detalhe foi a sobremesa, o doce de batata com abacaxi.

Logo visitamos a Basílica Velha, onde numa placa anotamos os seguintes dados. Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Tombada pelo Governo do estado, através do CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado, em 18 de Abril de 1982. Governador: Paulo Maluf. Arcebispo de Aparecida, Cardeal, Dom Carlos Carmello de Vasconcellos Motta. Prefeitura de Aparecida: Alfredo Bourabebi. Arcebispo Coadjutor: Dom Geraldo Maria de Morais Penido. Secretário de Estado da Cultura: Cunha Bueno.
Uma outra placa informa que esteve visitando a Basílica o Príncipe Regente, Dom Pedro, na manhã de 20 de agosto de 1822.
A Igreja possui vários santos nas partes laterais, destacando-se a estátua do Senhor morto. (foto)



9 – Basílica Nova e Show da Banda Primeira Opção
Após a Missa, pela Passarela, fomos até a Basílica Nova onde fizemos uma primeira visita. Uma tranquilidade. Só umas quatro ou cinco pessoas e assim eu, Clério Borges, pude visitar pela primeira vez a Basília de Nossa Senhora Aparecida. Após uma rápida oração, fomos até o Shopping que fica atrás da Basílica. No local várias lojas. Um local amplo. Por ser de noite algumas lojas estavam fechadas. Na praça da Alimentação, um Show da Banda Primeira Opção. Uma galera muito animada, animando um público relativamente bom, composto em sua maioria por jovens adolescentes.

10 – Visita ao Santuário do Padre Marcelo
No segundo dia de viagem, sábado, dia 11 de Outubro de 2003, acordamos cedo e às 7h48m estávamos de saída para São Paulo. Destino, uma visita ao Braz para compras e depois o Santuário onde Padre Marcelo reza as suas missas. Fomos todos felizes com a esperança de assistirmos a Missa no Santuário Terço Bizantino, em São Paulo, com o Padre Marcelo Rossi.


11 – Notícia divulgada pelo Jornal "O Estado de São Paulo"
A chuva provocou queda no número de romeiros durante o sábado, véspera da festa de Nossa Senhora Aparecida. A previsão segundo a direção da Basílica era de 50 mil pessoas, mas apenas 31 mil compareceram. "A chuva realmente atrapalhou, principalmente a visita de quem mora na região", afirmou padre Joércio Gonçalves Pereira. Os devotos que foram até o Santuário Nacional se surpreenderam com "pouca gente". Por causa do pouco movimento a reclamação entre comerciantes era geral. "O mau tempo atrapalha diretamente as vendas" afirmou a ambulante Maria Lúcia Souza, que estava vendendo terços nas proximidades da Basílica.
Entre alguns romeiros que caminhavam pela Dutra para pagar promessa, estava o presidente do Sindicato dos Funcionários da Febem de São Paulo, Antonio Gilberto da Silva. Carregando uma cruz de cerca de um metro e meio e andando pela rodovia deste a última terça-feira, ele contou que foi até o Santuário para pagar uma promessa feita em favor da saúde de um irmão. "Vim agradecer pela saúde de meu irmão. Agora vou fazer uma outra promessa, para resolver o problema da Febem em São Paulo". (Simone Menocchi)
12 – A MISSA DAS 16 HORAS, NO DIA 12/10/2003
No dia 12 de Outubro de 2003 foi realizada a última Missa da Festa de Nossa Senhora Aparecida, no horário de 16 horas. Uma Missa tranquila, sem o tumulto da Missa das 9 horas da manhã. Às 16 horas é só chegar meia hora antes que dá até para sentar nos poucos bancos existentes no Santuário. Eu e Zenaide conseguimos logo um lugar na frente.
A Missa foi co-celebrada por diversos Padres. Um inclusive do Mato Grosso do Sul. Anotei alguns nomes:
Hilton Furlani, Missionário Redentorista
Padre José, de Guaratinguetá - SP
Padre José Belo
Irmão Antônio, Missionário Redentorista.
Iniciando a Missa, a Imagem da Santa foi conduzida ao altar pela pessoa de Henrique Miguel Arcanjo Filho, de Belo Horizonte, MG. (Foto)


Após a Missa, uma Procissão, (foto acima), saindo da Basílica passando pela Praça das Palmeiras e seguindo pelas ruas de Aparecida: Rua Santos Dumont, Ladeira Monte Carmelo, retornando a Praça das Palmeiras, em frente a Basílica, onde foi inaugurado um Momunento aos Pescadores (foto ao lado) que encontraram a Santa, em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso nas águas do Rio Paraíba, em outubro. A obra foi construída pelo Artista Plástico, Adélio. Após a inauguração, o show do Cantor Sérgio Reis e os festejos em honra da Padroeira do Brasil foram oficialmente encerrados.

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