GOIABEIRAS
O bairro de Goiabeiras já pertenceu a Serra no século XX e atualmente é um dos mais populosos de Vitória. Possui cerca de 7,7 milhões de metros quadrados e antes do loteamento da região era composta por fazendas, em suas maiorias produtoras de gado de corte e de leite. Antes, por volta de 1555 abrigou os Índios Temiminós que vieram do Rio de Janeiro a convite do Donatário da Capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho.
O chefe dos Temiminós, Maracajaguaçu, Gato Bravo Grande, seria depois levado com sua gente para a atual região de Santa Cruz e depois trazido de volta para mais perto de Vitória e colocado nas proximidades do Mestre Álvaro onde fundaria uma Aldeia que deu origem a atual cidade da Serra.
O nome Goiabeiras é originário da árvore que dá como fruto a Goiaba. Os Índios Temiminós denominavam as regiões com nome de plantas ou árvores, assim como Goiabeiras, Carapina, Pitanga, etc. A região era rica em frutas como cajá, sapoti, caju e goiabas.
Hoje o núcleo que deu origem a toda a Região de Goiabeiras e Jardim Camburi é conhecido como Goiabeiras Velha.
No início do século XX a atual avenida Fernando Ferrari era apenas um caminho no meio da mata, ligando o Canal da Passagem ao Planalto de Carapina. Os moradores utilizavam canoas para irem até Vitória.
Por volta de 1942 o local foi escolhido para receber aviões, durante a Segunda Guerra Mundial, pois desde 1930 existia na região um campo de aviação. O campo deu origem ao Aeroporto Eurico Salles, o Aeroporto de Vitória.
O time de futebol do bairro, o Três de Maio foi fundado em 1938. Na região de Goiabeiras estão: O Aeroporto, a avenida Fernando Ferrari e o Campus da Universidade Federal do Espírito Santo.
Em Goiabeiras estão as Paneleiras que possuem a arte de fazer Panelas de Barro numa tradição passada de geração em geração.
O nome Jardim da Penha surgiu porque a região do bairro era uma área plana, toda verde, que parecia um jardim, onde de qualquer parte podia-se avistar o Convento da Penha.
Os primeiros conjuntos habitacionais começaram a ser construídos a partir de 1969, dando início ao desenvolvimento imobiliário de Jardim da Penha que é hoje um dos mais populosos de Vitória, com cerca de 40 mil habitantes.
Trata-se de um bairro residencial e uma das empresas que promovem a venda de imóveis na região é a Morar Construtora.
O bairro foi fundado, quando um grupo de pessoas por volta de 1953 chegou na região, invadindo o local que pertencia ao Instituto Maruípe, dando início ao processo de habitação. Os primeiros habitantes eram imigrantes vindos de diversas regiões do país, de modo especial sul da Bahia e interior de Minas Gerais. Trata-se de uma construção irregular, o que levava a Prefeitura a constantemente Mandar derrubar os barracos. Os moradores reerguiam os barracos apesar as ameaças dos fiscais da Prefeitura. Por causa da persistência dos moradores o local ficou conhecido como Morro do Teimoso. Somente anos mais tarde foi que surgiu o nome bairro da Penha, em homenagem a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo. A área da Fazenda do Instituto Maruípe abrangia também uma área onde hoje se encontra o bairro do Bonfim.
Uma das primeiras moradores do bairro da Penha é a Senhora Angélica Pereira Pinto que se mudou para a região em 1951, antes das invasões. Segundo a referida Sra. Em entrevista ao Jornal A Tribuna em 27 de abril de 2001, o terreno de sua propriedade foi conseguido através de uma doação da Prefeitura Municipal. Segundo Angélica, o pessoal invadia de noite e pela manhã a fiscalização estava no local e derrubava tudo. Hoje apenas alguns poucos moradores encontram-se com terrenos sem regularização. A água encanada chegou ao local por volta de 1960. Antes, o abastecimento era obtido graças à escavação de poços artesianos.
O bairro da Penha tem como limites os bairros Bonfim, São Benedito e Itararé. O acesso a região é feito pela avenida Marechal Campos ou Leitão da Silva, ou por Maruípe.
Em 2000 o bairro possuía 110 pontos de comércio e serviços, 4 colégios, 1.578 casas, 1 Unidade de Saúde, 16 Igrejas e 48 estabelecimentos sem uso. O IBGE em 1996 anunciou que o bairro possuía 3. 528 habitantes, sendo 1.674 homens e 1.854 mulheres. A área do bairro é de aproximadamente 193 mil metros quadrados
Atualmente os terrenos e imóveis com maior valorização estão situados nesse bairro, porque existem poucos e a procura é grande. O metro quadrado de um terreno de frente para o mar estava avaliado em abril de 2001 em 1 mil reais.
O bairro surgiu da construção de um conjunto, com edifícios com limites de três e quatro andares. Hoje existem prédios com até 10 pavimentos, com elevadores e áreas de lazer.
O bairro possui cerca de 60 mil habitantes e a Câmara Municipal aprovou um projeto que autoriza a doação do terreno de 10.279,47 metros quadrados para o Governo do Estado construir um Colégio estadual de Ensino Médio, na esquina das avenidas Eugênio Pacheco de Queiroz e Engenheiro Charles Bitran.
O bairro surgiu de um aterro realizado pela Prefeitura de Vitória. Por ser um aterro numa área de manguezal e mar, trata-se de uma área de marinha, sujeita a legislação especial. No bairro está a Praça do Papa, onde o Papa João Paulo II rezou uma Missa no final século passado. O bairro teve uma valorização com o aparecimento de empreendimentos variados e o deslocamento do centro empresarial do centro da cidade para a região. Na região encontra-se o Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e a Assembléia Legislativa, além do Shopping Vitória.
O bairro São Cristóvão pertence à região da Grande Maruípe, área onde predominavam as grandes propriedades particulares (Fazendas). Entre as grandes propriedades estava a Chácara dos Lucas, uma das poucas áreas que não foram invadidas. As outras áreas foram invadidas durante o Governo de Francisco Lacerda de Aguiar, nos anos de 1960. Antes de receber o nome de São Cristóvão, a região era chamada de Barreiros e envolvia também o bairro Joana D´Arc. Em 1963 foi realizado o primeiro calçamento de uma rua do bairro, a Avenida Barreiros, hoje Avenida Manoel Marques.
O nome do bairro foi mudado em 1966, devido a construção da Igreja de São Cristóvão, que começou a ser edificada na rua Manoel Pinto de Araújo.
O bairro de São Cristóvão é o local onde está a sede da Escola de Samba Unidos de Barreiros, que faz sucesso no Carnaval de Vitória. A Unidos de Barreiros começou, por volta de 1943, como um bloco com 200 pessoas. Neuza Costa Teixeira foi uma das primeiras Porta Bandeira.
De acordo com o Censo do IBGE de 1996, São Cristóvão possuía 2. 299 habitantes, sendo 1.118 homens e 1. 181 mulheres.
No residiu durante muitos anos o saudoso Delegado de Polícia, Dr. Gercino Cláudio Soares que se notabilizou na Polícia Civil por ter criado o Linha Direta, um canal de denúncias da população sem que o denunciante precisasse se identificar.
Para o lazer dos moradores da região, a Prefeitura construiu o Parque do Barreiros, numa área de aproximadamente 48 mil metros quadrados, com anfiteatros, trilhas, estradas e playgrounds.
A Escola Municipal do bairro chama-se Orlandina d´Almeida Lucas.
A maior atividade econômica do bairro é o ramo de confecções. Existem duas fábricas de roupas, quatro lojas de confecções, uma butique e três armarinhos.
O bairro é cercado pelos bairros de Tabuazeiro, Joana d´Arc, Santa Marta, Bairro da Penha e Maruípe.
O bairro Bento Ferreira é cercado pelas principais avenidas de Vitória. Construído às margens da baía de Vitória, sobre áreas de aterros feitos pelo Governo do Estado, a partir de 1956, o bairro passou por um processo de urbanização quando foram construídos no local diversos prédios públicos e institucionais. No bairro estão a sede da Prefeitura Municipal de Vitória e a Câmara Municipal.
A área do bairro fica entre as avenidas Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira Mar), Leitão da Silva e Vitória. Outra avenida de grande movimentação comercial do bairro é a César Hilal, que corta o centro de Bento Ferreira. O Censo de 1996 registrou cerca de 5. 431 habitantes em Bento Ferreira.
No quintal da casa da família Menegucci, em Bento Ferreira, funcionava em fevereiro de 2001, a única indústria de sorvetes do bairro.
Um canal divide o bairro de Bento Ferreira do bairro de Ilha de Monte Belo. Em fevereiro de 2001, o presidente da Associação de Moradores era o empresário Agnaldo Goldner.
O Campo do Vitória Futebol Clube ocupa uma área de 40 mil metros quadrados em Bento Ferreira. O time do Vitória foi a primeira agremiação de futebol do Estado, fundado a 1º de Outubro de 1912, por alguns jogadores com o nome de “Football Club Victória”. A atual área ocupada pelo Clube em Bento Ferreira foi doada pelo Governo do Estado. Em 1962 foi iniciada a construção do Estádio Salvador Venâncio da Costa, então presidente do Clube. Para o início das obras, os torcedores conseguiram uma draga para realizar o aterro do local, antes alagado. Durante a Segunda Guerra Mundial houve uma campanha a nível Nacional, chamada “Campanha do Metal” e o Clube doaram todos os seus troféus, que serviram de matéria prima para a fabricação de balas de canhão. O Vitória foi três vezes Campeão do Estado e é a única Equipe Profissional da Capital.
No bairro Bento Ferreira está localizada a Praça Prefeito Oswald Guimarães.
O bairro está às margens da baía de Vitória e é cercado pelas comunidades de Ilha de Monte Belo, Praia do Suá, Horto e Gurigica. Com o crescimento, a parte alta, antes conhecida como Morro de Bento Ferreira, deu origem ao bairro Jesus de Nazareth.
O bairro de Santa Lúcia surgiu por volta de 1930, quando estivadores, pedreiros e trabalhadores braçais resolveram fixar residência na região. A área pertencia ao estado. Mais tarde o Governo loteou a área do Mangue e condicionou a venda dos lotes a ocupação do local num período máximo de 1 ano. Hoje o bairro abriga prédios residenciais e comerciais. O bairro está na 5ª Região Administrativa, integrando os locais próximos à Praia do Canto. Santa Lúcia também tem como vizinhos a Enseada do Suá, Praia do Suá, Morro do Jaburu, Itararé, Consolação e Santa Luzia (antigo bairro Bomba). O local tem como vias de acesso as avenidas Nossa Senhora da Penha, a Reta da Penha e a Leitão da Silva. A área do bairro é de 1.036.030 metros quadrados.
Santa Lúcia é um bairro tipicamente residencial de Vitória, contudo encontra-se numa região com vários Shoppings, lojas e empresas. Assim no bairro está o Shopping Rio Branco e vários restaurantes e self-service, havendo diversidade de lazer, como o Centro de Convenções, Cerimonial Lê Rose, a boate Swingers e até casas de Strip-tease, entre elas a Play Man que é uma das mais antigas de Vitória.
Alguns Restaurantes e opções de Lazer de Santa Lúcia: Spetacollo; Arrob@; Oriundi; Sushi Strike; Shiroshi´s; Dom Garfo; G1; Swingers; Top Strike Boliche; Play Man
O nome do bairro está ligado ao Santuário de Santo Antônio construído na região com a chegada dos Padres Pavonianos. A pedido do então bispo do Espírito Santo, dom Luiz Scortegangna, que precisava de apoio para cuidar de crianças carentes, o papa Pio XII enviou ao Brasil, em 1941, três representantes Italianos da congregação religiosa pavoniana. Os pavonianos chegaram em Vitória no dia 6 de março de 1941, representados pelos padres Vittorio Stringari, conhecido como padre Vitor e José Amigoni, já falecidos e pelo irmão Miguel Pagani.
Os religiosos pavonianos trazem esse nome porque pertencem à congregação religiosa, Instituto dos Filhos de Maria Imaculada, fundada pelo Padre Ludovico Pavoni, que hoje é venerado na Igreja Católica. A congregação foi fundada na cidade de Brescia, na Itália, em 8 de dezembro de 1847. O dia 8 de dezembro é o dia da Imaculada Conceição. Ludovico Pavoni morreu em Brescia, em 1849.
Atualmente um dos padres da Paróquia de Santo Antônio bastante admirado pela sua devoção é o padre Roberto Camillato.
O bairro do Romão pertence a região Administrativa III de Vitória. Está situados entre os bairros de Cruzamento, Forte São João e Fradinhos. A via de acesso do bairro é a avenida Vitória.
O INGE em 1996 apurou que viviam no bairro cerca de 3. 986 pessoas e havia 1.137 domicílios. No bairro existem partes alta e baixa. A baixa nas proximidades da avenida Vitória originou-se do loteamento de uma Chácara, em 1930, destinada à classe média. A ocupação do Morro ocorreu entre 1960 e 1970, sendo marcada por uma invasão da população de baixa renda.
BELA VISTA
O bairro Bela Vista era conhecido antigamente como Pedra do Bode. O nome era porque a área onde hoje se situa a praça Caetano Bassini servia como campo de pastagem para cabritos de um senhor conhecido como Ladir, segundo informações de Bernardo Custódio um dos primeiros moradores do bairro. A mudança do nome ocorreu durante a administração do Prefeito Sólon Borges Marques, entre os anos de 1963 a 1968. Na mesma época foi anexada ao bairro uma área denominada Nossa Senhora Aparecida, área de terra que pertencia aos Correios e que acabou tendo uma área invadida.
O bairro tem origem de um loteamento de terrenos pertencentes aos padres Pavonianos. Segundo consta uma senhora muito rica deixou as terras para os padres que as comercializaram.
O nome Bela Vista surge do fato de que nos lugares alto é possível apreciar o Santuário de Santo Antônio, o Mestre Álvaro, o Morro Moxuara e a baía de Vitória.
Os times do bairro são: Associação Atlética Bela Vista e Olaria Futebol Clube.
Bela Vista está incluída na Região Administrativa II da Prefeitura de Vitória e está situado entre os bairros Inhanguetá, Santa Tereza e Santo Antônio. Tem como via de acesso a Rodovia Serafim Derenzi
Situado na Região Metropolitana da Grande Maruípe, Eucalipto se situa entre os bairros de Bonfim e Maruípe. Eucalipto não está restrito apenas à praça Vicente Guida, uma vez que a área voltada para o Morro da Penha também é conhecida como Eucalipto. Os limites da região estavam sendo definidos ainda em 2001 pela Prefeitura Municipal com base num projeto apreciado pela Câmara Municipal.
A praça Vicente Guida é o ponto de encontro de quem não dispensa uma partida de bocha, Dominó ou baralho. O espaço é freqüentado inclusive por diversos moradores dos bairros próximos. No local são realizados os tradicionais Campeonatos de Bocha.
O bairro Santo André está na Região Administrativa da Grande São Pedro, situado entre São Pedro III, Redenção e Ilha das Caieiras. Segundo levantamentos do IBGE de 1996, habitavam o local naquele ano, 2.076 pessoas.
A praça Eva Rosa de Oliveira, na rua da Coragem é uma das poucas opções de lazer da comunidade.
O bairro nasceu de aterros e invasões por volta de 1984, com construções de palafitas em cima dos mangues. Hoje os moradores contam com ruas pavimentadas e rede de esgoto. A maioria das casas é de alvenaria com estabelecimentos comerciais modestos. Santo André surgiu da pobreza, com palafitas e pinguelas construídas sobre o Mangue e o lixo.
O lixo exerceu papel importante na vida da Comunidade pois, além de ter servido como fonte de renda para muitos catadores, foi o material utilizado nos aterros em algumas ruas de Santo André, que tiveram início em 1987.
O nome do bairro é uma homenagem a um dos apóstolos de Cristo e foi sugerido pelo conhecido ativista político e líder de invasões, Rui Coelho, que segundo o carpinteiro aposentado Manoel Gomes, no Jornal A Tribuna de 17 de agosto de 2001, era a pessoa um Invasor chefe e quem liderava e promovia as invasões nos bairros de São Pedro, Santo André e Redenção.