Instituto de Ensino Superior Senador Fláquer
Curso de Tecnologia
Modalidade Técnicas Digitais
Coord. Prof. Leonardo Romano
Coord. Prof. Francisco Gabriel Capuano
Prof. Vlamir Belfante
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Circuitos II

Circuitos II - Aula 01
I - O Transistor como chave
No ciclo anterior você estudou os princípios físicos dos transistores e a sua polarização. Você também já sabe que existem três configurações básicas que o transistor pode atuar e conhece suas características.
O transistor pode trabalhar de dois modos diferentes, como amplificador e como chave. Quando o transistor presta serviços como amplificador, dizemos que ele está na região ativa, da curva de coletor. Neste ciclo vamos nos deter ao estudo do transistor como chave.

fig. 01
Quando o transistor trabalha no modo chave, ele pode operar como uma chave fechada e como uma chave aberta, sendo assim, utilizamos a seguinte denominação, respectivamente, saturação e corte.
Na figura 01 podemos ver um transistor que opera com chave e sua curva de coletor.
Já na figura 02 podemos ver a curva característica de coletor desse transistor e sua reta de carga .
No circuito temos duas malhas, a da esquerda onde existe o resistor de base e a da direita, com o resistor de coletor.
Pela análise de circuitos podemos verificar que temos nesta malha, Vbe,Vce e Vcc. Obtemos a equação abaixo:
Vcc = Rc.Ic + Vce.
Para desenharmos a reta de carga na curva de coletor, necessitamos de dois pontos, no mínimo. ( Tente desenhar com apenas um ponto!?). O primeiro ponto, na abcissa, fazemos com que IC=0, na equação acima, e obtemos Vce=Vcc . O transistor está operando na região de corte. Para acharmos o segundo ponto, fazemos Vce = 0 na equação e obtemos Ic = Vcc/Rc . Esse é o ponto do eixo da ordenada. Dessa maneira fazemos com que o transistor opere na região de saturação.
Na união dos dois pontos conseguimos a reta de carga. Obtemos também o ponto quiescente, o ponto de operação do transistor.
Do circuito da figura 01, podemos obter a seguinte equação :
VBB =RB . IB +VBE ou IB =(VBB - VBE ) / RB , se admitirmos:
* exemplos com o professor em sala de aula.
Circuitos II - aula 02 - Laboratório
Nome: rgm: data:
Objetivos: - Constatar o funcionamento do multivibrador monoestável.
-Comparar a teoria com a prática relativo à monitoração do tempo de funcionamento (estado instável) do circuito.
-Avaliar a praticidade dos alunos no manuseio do material utilizado na experiência.
Parte Prática:
* Será passado no laboratório.
Obs. Entregar na próxima aula todos os ítens respondidos.
Circuitos II - Aula 03
Multivibrador astável:

O multivibrador astável nada mais é do que que a junção de dois circuitos monoestáveis, conforme visto na aula anterior. Seu funcionamento é automático, ou seja., não depende de pulso externo.
Para analisarmos o circuito partimos do pressuposto de que o TR1 ( transistor à esquerda do desenho) está cortado e o TR2 saturado. Entenda que essa é apenas uma suposição, uma vez que poderiam inicialmente estarem em situação contrária.
O circuito se comportaria assim:

Circuitos II - Aula 4 - Laboratório: Multivibrador Astável

T = 0,69RC
Obs. Formas de onda para: VCE1, VCE2, VBE1, VBE2, VC1.

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Circuitos II - Aula 5
Resolução do exercício da aula 4. ( temporizador
).1-Projetar um temporizador que ligue uma lâmpada durante 5min
. Dados Vcc=12V, relé: 12V/35mA, Tr's:Bmín=100 e C=<2200uF.

Estado instável.

Ib1 >= 35mA/100 = 0,35mA.
Ib1 >= 0,35mA = 12V/RC2+RB
RC2 + RB <= 12V/0,35mA = 34K ohm.
................................................................................
Ts = 300s = 0,69RC ... RC= 434,7s.
R =
434,7/2,2m = 217K = 220Kohm.Adotando
RC2=1K (poderia ser outro valor, para esse transistor), teremos IC2 = 12mA.Logo: Se RC2=1K e RB+RC2 =< 34K, RB= 33K ohm.
Ou:
IB1 = Vcc/RC2+RB RC2+RB/Vcc = 1/IB1
RC2 + RB = Vcc/IB1 RB = (Vcc/IB1) - RC2
TB = (12/0,35m) - 1K
RB = 34K - 1K = 33K ohm.Instituto de Ensino Superior Senador Fláquer
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Aula 06 - O Circuito Integrado 5.5.5.
Diagrama em blocos:

A pastilha do circuito integrado 555 contém tr6es resistores de 5K ohm, daí o seu nome, um par de comparadores, um flip flop RS, um transistor e um inversor, basicamente.
A Pinagem do 5.5.5.
Como nos outros tipos de circuitos integrados, a pinagem do 555 também é contada no sentido anti-horário.

Assim teremos:

Comparadores:

Acima aparece o símbolo básico de um comparador. É um amplificador operacional. Podemos nomear seus terminais, assim:

Façamos a seguinte analogia:
Se V+ > V- => Vs= 1
Se V+< V- => Vs = 0
Flip Flop RS
|
R |
S |
Q |
Q- |
|
0 |
0 |
Qn |
Qn- |
|
0 |
1 |
1 |
0 |
|
1 |
0 |
0 |
1 |
|
1 |
1 |
? |
? |
Buffer de Saída
Tem por função dar ao circuito integrado a capacidade de corrente para alimentar cargas externas. No nosso caso é de aproximadamente 200mA.
Os circuitos integrados MOS possuem uma impedância de saída maior que os do tipo TTL. Os do tipo TTL possuem impedância da ordem de 1M ohm ( resistores de temporização).
A alimentação desse circuito integrado poderá variar de 5 a 18 V.
Divisor de tensão
É a base de funcionamento do 555.

Comentário de polarização/ analogia do circuito em sala de aula.
Circuito de Reset
O circuito de reset do 555 funciona quando for aplicado nível baixo no pino 4. Normalmente, quando não for usada essa função, o pino é ligado à +Vcc.

No ponto de reset, existe um inversor, uma bolinha, indicando que alí funciona com nível baixo.
Considerações:
Veremos a seguir o circuito integrado 555 polarizado para trabalhar na configuração monoestável. O pino 5 é desacoplado para terra através de um capacitor, indicado pelo fabricante. Para se evitar que seja feito reset acidentalmente, através de ruído externo, o pino 4 é ligado à +Vcc.
Configuração Monoestável

Disposição do Circuito Interno para Análise:
Para que possamos analisar o circuito internamente, passamos a observar o circuito abaixo:

No estado estável, com C descarregado Vc=0 = Vth => R=0 e como Vth=Vcc => S=0.
R=S=0 - mantém o estado anterior ( Q- = 1, saída = 0).
Aplicando um pulso negativo na entrada trigger ( basta fazer Vtg < Vcc/3), teremos S=1 e R=0 => Q=1 e Q-=0, ( saída = Vcc), cortando o transistor.
A partir desse instante C começa a se carregar atrvés de R. Quando Vc = Vth > 2/3 Vcc, teremos R=1 e S=0 => Q=0 e Q-=1 ( saída = 0). O transistor satura, descarregando bruscamente C através de uma resistência baixa.
Quando Vth = Vc < 2/3 Vcc => R=0 e S=0, mantendo o estado anterior.
Só haverá mudança novamente quando houver outro pulso de trigger.
Cont.

O Integrado 555 na configuração Monoestável
Circuitos II -9a aula
01 - Introdução à 9a aula
Na aula anterior pudemos comprovar o funcionamento e o desempenho do C.I. 555 na configuração monoestável. Agora veremos com esse integrado se comporta na função de multivibrador astável.
Òbserve abaixo o seu circuito. Lembre-se que, dependendo do autor do projeto, o desenho pode se apresentar de diferentes formas. O que importa é a maneira de ligação dos componentes externos. É isso que diferencia uma configuração da outra.
02 - Configuração física do 555 como astável

03 - Disposição Interna

04 - Formas de Onda
Forma de onda no Capacitor:
Forma de onda na saída:
T = th +tl
Onde:
th = 0,69 (RA+RB).C
e
tl = 0,69.RB.C
e, se: RB >>> RA => th=tl = 0,69.RB.C
Ex. Desenhe as formas de onda em C e na saída.
RA= 10K, RB=33K, C=0.1uF.
+ célula 2k2 e diodo em paralelo com RB (ânodo, pino 7).

Ex. Idem, com célula invertida.
05 - Disparador Schmitt

Para facilitar a análise do circuito, podemos inserir uma forma de onda senoidal na entrada do circuito. Assim teremos:
Ve = V sen wt(v). e, se adotarmos 2V de tensão alternada, teremos:
Ve = 2 sen wt(v)
- Supondo que a fonte de alimentação do circuito seja de 5Vcc, teremos a seguinte situação:

Então, com Ve=0 , VA= 2,5V, onde VA= ponto central do divisor de tensão.
06 - Formas de onda
VA
Vs
Ex. Desenhe Vc(t) e Vo(t) com o cursor do potenciômetro:

Ex. Desenhe as formas de onda nos pontos A e B.

VC
Vs
Circuitos II - Aula 10
Laboratório:

2) Faça a seguinte alteração:

3) Monte o seguinte circuito:

4) Entrega de atividades:
Obs. Individual, como nome e rgm.
Circuitos II - Aula 11
Exercícios:
Orientações:
1- Os exercícios deverão ser entregues impreterivelmente na próxima aula.
2 - Se a entrega da bateria de exercícios for nesta aula vale de 0 a 10 pontos. Se na posterior, vale de 0 a 7.
3 - Os exercícios podem ser feitos em dupla para efeito de solução, mas a entrega deve ser em impresso padronizado ( igual a esse), individual.
4- As formas de onda devem ser sincronizadas. ( entrada/saída). Os cálculos devem constar na folha. Evite rasuras ( -2 pontos).
1) Desenhe as formas de onda no circuito a seguir. No capacitor e na saída:

2) Desenhe as formas de onda nos pontos "A" "B":
3) Idem para o circuito abaixo:

4) Indique os níveis de amplitude e os períodos para os pontos A,
B, C e D do esquema a seguir:

5) Desenhe as formas de onda nos pontos F e G.
