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Juventude
Vlamir Belfante
Aos jovens curiosos
Aos homens vividos
Palavras que relatam
Caminhos percorridos...

Juventude
Índice
Pássaro.....................................................................................................4
A Música..................................................................................................4
Cultura.....................................................................................................5
Minha Santo André.................................................................................6
Vida..........................................................................................................6
Alegria de Viver.......................................................................................7
Obrigado à Deus......................................................................................7
Emoções....................................................................................................9
Naquele Sábado......................................................................................10
Repouso...................................................................................................11
Por quê Luto?.........................................................................................12
Meu Dia e as Cores.................................................................................12
Corre Corre.............................................................................................13
A Vida......................................................................................................14
Escola do Viver........................................................................................14
Irmão........................................................................................................15
José...........................................................................................................16
Romance...................................................................................................17
Morte........................................................................................................18
Amigo Pequenino.....................................................................................19
Pessimismo................................................................................................19
Eu Vi no Dicionário..................................................................................20
Mãe............................................................................................................21
Os Cálculos................................................................................................21
Natal...........................................................................................................22
Ante e Pôster..............................................................................................23
Pirado.........................................................................................................24
Aqui............................................................................................................24
Amanhã......................................................................................................25
Amada........................................................................................................26
Namorada...................................................................................................27
Enigma.......................................................................................................28
Assim é o Amor..........................................................................................28
O Pássaro
Que belo pássaro é aquele?
Aquele é um canário.
Da terra ou do reino?
Do cativeiro.
Sons lindos saem de sua boquinha
Aquelas penas amarelo ouro,
Aquelas penas branco gelo,
Aquele cativeiro de preso.
Você que é livre e reclama que não tem liberdade,
Você que tem poderes sempre reclama,
Clama, quer mais.
Solte o pássaro,
Que mal ele lhe fez?
Voa, voa, passarinho
Procure seu parzinho
Construam seu ninho,
Mostre que a liberdade existe.
Vlamir
A Música
Melodia mais suave não existe
Explosão maior também não
Nem dor mais forte no coração
Nem maior alegria expressa na face
A música é algo contagiante,
Sufocante, amante, ante...
A música é a linguagem universal
Do silêncio e do barulho,
Do áspero e do liso,
Do tudo.
Rock, lentas, blues, sertanejas,
Qual você prefere? Uma delas
É sempre bem aceita,
Sempre há um "tchã" pela música,
Mesmo que você negue, eu sei que há.
Apreciar uma boa música
Ouvir um disco numa noite romântica
Ou no carro uma fita, num dia frio,
Pode ser até o radinho debaixo da coberta,
Bem quentinha,
Sensação sempre há...
Vlamir Belfante
Cultura
Não é o tempo quem manda
Conhecimento é quem rege
Todo saber, todo viver,
Tudo o que pudermos aprender.
Na vida a aplicação é exata
Nem sempre se imediato
Precisamos ora sim, ora não
De estarmos com os livros nas mãos
Faculdades, universidades;
Isso não,
Cultura sim, aprendizado comum
Não vítima de um sistema
Mas estudar e aprender, sempre este lema.
FUVEST - 1985 - Vlamir Belfante
Minha Santo André
Ontem minha Santo André estava linda
Havia muito colorido e luxo
Tudo estava belo, o sol brilhava
Tudo sorria...algo errado...
Sim, estava bonito o dia,
Porém notei que o meu coração bateu,
Bateu mais forte naquela hora;
Ali, bem no centro via aquelas crianças
Desamparadas, sem moradas
A aguardar uma esperança.
Não é a esperança ou a comodidade
Da mudança ou da herança
Mas naqueles rostos, após longo tempo observei
Notei que também brilhavam e não cessavam
Resplandeciam e riam
Gostavam dali e ali viviam.
Hoje continuam....
Vlamir, no centro da cidade...
Vida
A vida é um conjunto de retas
Que se cruzam ou entrelaçam-se
Se emendam e se soltam
Retas pequenas ou retas grandes
Largas ou finas, porém,
A vida é um conjunto de retas
Conjunto porque são várias retas
Lembre-se amigo, há certas retas
Retas estas, que quase são tortas
Por isso que eu digo e afirmo
Nesse mundo "redondo"
Que a vida é um conjunto de retas
Vlamir Belfante - 1983
Alegria de Viver
Alto astral
É comigo mesmo
Coisas assim
Tenho dentro de mim
Estou feliz
Estou contente
Perto de mim
Há muita alegria
As estrelas brilham
Céu é puro Azul
O mundo gira
E eu tenho "sentimentos"
Que maravilha
A bela vida
A alegria de viver
Coisas assim
Tenho dentro de mim
Vlamir Belfante
Obrigado a Deus
Obrigado por toda essa força e energia
Que desperta em mim agora,
Obrigado pela vontade que tenho
De correr, pular, sorrir, chorar, continuar...
Dormir, acordar, mudar...Enfim, viver.
Obrigado por fazer-me descobrir
A cada dia que passa
Como é maravilhoso viver,
Como é maravilhoso crer.
Amor, os sentimentos, os pensamentos e treinamentos;
Os mestres e professores, as vestes e flores, obrigado
Por tudo, obrigado pelos pais que tenho, pela namorada
Que amo, pelo mundo que vivo, pelo espaço que me crio.
Obrigado Senhor por fazer-me descobrir-te,
Por dar-me forças, por ter vontades, sentimentos,
Sensações e prazeres. Obrigado por dar vida.
Obrigado pela profissão, pelo colega João e pelo amigo
Tonico, obrigado pela sociedade.
A paz reina plenamente, porém momentaneamente,
Minha aura brilha, cintila e propaga-se,
Quer atingir a outros...
Meu cordão de prata que liga a alma ao corpo
Se enrijece e mostra-me que ambos são extremamente
Necessários para a vida positiva. Mostra a força e a vida sadia que podemos desfrutar.
Obrigado Senhor pela água, sim, esse líquido que
Corre sob e sobre a terra e que, nós, estudantes a
Conhecemos como H2O e que muitos acreditam ser um
Simples composto de moléculas, o que é, mas é antes
De tudo força da natureza, grandeza do esplendor.
A natureza é bela demais, quero desfrutá-la,
Conhecê-la, vivê-la.
As frutas, as flores, as cores, mil cores...
Tudo é belo.
Este pão macio que nesta hora me delicio,
Combinação mais bela entre o homem e a natureza
Que pureza, que capacidade,
Obrigado Senhor pela intelectualidade.
Gosto de ler, escrever, de tudo fazer...
Ajuda-me Senhor, sempre pensar desta maneira,
Nunca desanimar, nunca terminar, viver eternamente.
Este corpo que um dia perderá seu vigor, no mais alto
Esplendor deixará de sentir dor...
Meu espírito, este quero enriquecer de conhecimentos,
Quer de
Também via a mudança.
Morte, fome e guerra
Homicídios e suicídios
Também via o amor,
A ternura, o verdadeiro amor.
Não, não sou desse mundo
Devo ser de um disco voador
Tudo o que vejo me dá dor
Às vezes sinto calor.
Devo cantar novas cançõesSei que são para disfarçar meus sentimentosMas não encontro argumentosPara solucionar minhas emoções.
Vlamir Belfante Naquele SábadoApós aquele sábado saudávelVoltava da casa da namoradaChutando pedras e latasChorando, sorrindo e acordando.Sonhava com uma moradaCom uma pequenina casaOnde poderíamos ficarUm ao outro a olhar.Sentia aquela vontade,Tudo de bom, nada de maldadeSentia que o amor ali perto estavaE era só isso que bastava.Sei que um dia meu sonho se concretizaráTenho forças e vontadesAcredito nas moças e na bondadeAcredito nos homens e na sinceridade.Sei que às vezes parece difícilMas nada é impossívelA mulher pode ter o neném no ventre,Porque não o amor para sempre? Vlamir Belfante RepousoEssencial à saúdeAntônimo de correriaEssa boa atitudePor praxe eu seguiria.Porém na vida diáriaCorreria é a rotinaDa estação à rodoviáriaTodo mundo se estafa.No Duque de Caxias, Sé e LuzPernas alterando passosCom socos e sopaposVou com fé e carrego a cruz.No interior, pode ser Piracicaba,Araraquara ou SorocabaLambari eu esperoCom a mão segurando a vara.Porém esse bom estado físico e espiritualAcontecia uma vez ao anoAo final do ano letivoTodos faziam seus planos.De volta às aulas e ao trabalhoA mesma correria,Da estação à rodoviária,Todo mundo se estava. Vlamir Belfante Por quê Luto?Já joguei capoeiraJá lutei judôAté rodei nunchakuE dei também muito sopapo.De esportes nada perdiaSempre me divertiaTinha uma vontade enormeDe alguém que nunca dorme.Já ganhei medalhasTambém perdi batalhasAchava-me sempre a rirE o mais importante foi sempre competir.Meus mestres me ensinavamQue o importante era participarNão devia perder, também nem ganharE é por isso que estou hoje a lutar. Vlamir Belfante Meu Dia e as CoresHoje amanheceu amareloNão conseguia levantar-mePensava no roxo e no pretoNa psicologia das cores.Na viagem ao serviçoTudo vermelho pareciaDe rosa nada haviaE o laranja pela minha cabeça fervia.A tarde foi chegandoE o cinza indo emboraA noite conhecia agoraE acordar estava na hora.À noite ao me deitarMelhorado eu já haviaAzul era alegriaE o verde da esperança eu já via... Vlamir Belfante Corre CorreNa correria até a loucura é imprecisaOntem fechei com cadeado uma determinadaMáquina e logo após precisei reabri-laMas não conseguia achar o cadeado queNaquele momento havia tirado.Procurei dentro da máquina, no chão, emMeus bolsos, enfim, em todos os arredores e Lugares possíveisEncontrei desde a menor pedrinha até o maior móvelMas o cadeado não dizia onde estavaEntão já desistindo, estafado e querendo abrirCarro para ir-me embora, quando pegoA chave do carro, lá estava em minhas mãosAquele que eu tanto procurava.Até agora estou pensando com meus botõesQue será que está acontecendoSerá que este esquecimento é apenas um"pow" de correria demasiada, um corre corre? Vlamir Belfante A VidaA vida é boaQuando se sabe viverQuando se tem saúdeE se goza de algum prazer.Embora o calor e o frio existamExiste também o amor e o carinhoTudo é questão de sentimentosToda sabedoria é questão de conhecimentos.Sorte existeGostos e desgostos tambémTambém existe a mortePara quem acredita no fim.Na vida nada passa,Nós é que passamosPor isso aproveitemos,Vamos viver... Vlamir Belfante Escola do ViverNa querida escola muita coisa eu aprendiDe tudo o que ouviNada recuseiE hoje, na prática, tudo eu apliquei.Meus mestres,Uns sabichões, outros então, enrolõesNo mundo do saberViver, aprender e fazer.Nunca temerSempre pra frente caminharNunca desanimarPois a vida depois será para viverOs colegasPersonagens mais ridículos de um teatroNaquele tempo brincava e ralhavaHoje nem cheiro deles, nem rastro nem mastro.A vida é uma escolaOnde de tudo se pode aprenderPois o tempo é infinitoE a vida para se viver. Vlamir Belfante IrmãoMeu irmão, meu braço direitoMeu amigo, meu tudoAqui, quieto como sempreAo meu lado sempre está.Na alegria, na tristeza,Forças sempre achoMe inspiro na sua belezaNa sua certeza, na sua clareza.Orgulho-me de seres meu irmãoSei que sabes o que trazesUm grande amor do infinitoUm grande amor divino. Vlamir Belfante JoséPessoa que se diz extremistaPorém isso não está apenas no casco;Se diz sem sentimentosPorém os tem.Se diz bastardoPorém talvez não o seja,Se diz livreMas vive acorrentado ao mundo.Está no ar porque não sabeEm sequer de onde veioNão sabe que muitos o amam,Não sabe mas pensa saber.Caiu num triângulo de seresTais seres não tem definição de vidaMas gostam de brincar seriamenteCom os poderes que tem.Sim, faço o jogo de cada umPorque todos querem jogar comigoEu jogo honestamenteE jogando assim sei que posso perderMas considero no jogoA capacidade e a qualidade.Aquele que anda nas trevasPensa só existir trevasMas um dia se ver alguma fresta de luzCria forças e remove montanhasPara então encontrar luz.Sim, sei que tal luz é difícil de ser encontradaMas existe e tudo o que existePode ser encontrado.Quando não a procuramosDe uma hora para outraNa frente nossa ela'parece.Pessoa que se diz hiper forteE quer lutar contra mimPois represento uma barreiraNas suas pesquisas e lutas.Mas não consegueCom seus poderosos argumentosDesviar idéias antecedentesE por tal motivoFica furiosoE diz um dia ora me derrubarOra eu continuar "assim". Vlamir Belfante RomanceAgora falo sérioA situação é críticaPolíticaEconomia, aplicações, poupança,LadrõesAh, como é difícil Viver nesse mundoPor um lado imundoPolíticaChega de romanceÉ a minha chanceA cada momentoSurge nova performanceDe novos produtosE os dutosPolítica... ano de 1985 Vlamir Belfante MorteA morte é feia Escura e sombriaTênue e forteDe medo e de dor.Vamos para um lugarPara nunca mais voltarUm lugarSilencioso eternamente.Não, é mentiraA morte é pura belezaVamos morrerPara passar para um mundo melhor.Vamos ultrapassar barreiras morrendo?Sim, morrendo.Chegaremos ao infinito? Não.Chegaremos ao fim.Se pudesses, cortarias tua cabeçaSeu íntimo e extrovertido descrentePois tu não tens féE se não tens fé, não sabes viver.Pois não sabesAmigo ou nãoQue Deus existeE disso dera provas.A morte é...A morte acontece...Não sei.Ainda estou vivo. Ou não? Vlamir Belfante Amigo PequeninoAmigo pequenino lembre-seQue viver num mundo de rosasTambém é conviver com espinhosCertas rosas por mais belas que sejamMachucam no seu desabrocharEspinhos pequeninos ou grandes,Mas machucam, ferem. Vlamir Belfante Pessimismo. (poesia e música de rock c/ Caio Hamasaki do Banco do Brasil).Após nascerEu fui a[prendendoQue viver é difícil, difícil, difícil.Crescendo com o tempoEu aprendiQue o amor é complicadoBem mais, mais, mais,Que qualquer coisa.Tenho medo de dizer,Tenho medo de pensar,Sei o que sou,Sei o que sinto,Mas a todo tempoPenso estar num labirintoE estou, estou e, estou.Nessa terra de gente grandeMinha cabeça até se perdeTenho medo de falarTenho medo de pensar.Penso ser erranteOu viajantePor este mundoSem fim...Mas o tempo é curtoE a bomba taíPra explodirmundo todo, todo, todo,bum...Vlamir Belfante Eu Vi no Dicionário As vezes penso em me tornar um abadeMas muitas vezes me sinto abarbado,Claro que às vezes sou frio e abarrotoMas no fim me sinto abatido.Abdico a muitas coisasMe abespinho com diversasMas se eu penso num abetoNão me sinto abismado.Não considero ninguém abjetoMuito menos me abjuroNão sou abnegadoNem procuro me aboletar facilmente.Muitas vezes me sinto abrasadoSei que os abrolhos existemGosto de me abroquelarPorém não sou abrupto. Vlamir Belfante MãeNome maravilhosoRepresenta pessoa idosaMas também me lembroDe quando era nenémE mamãe tambémTudo o que escrevoBaseado na vida éNa vida que mamãe me mostrouNa vida que mamãe me domouNa vida que papai apontou.Hoje contente estouGraças aos tapas e chineladasQue levava quando p zaria-a com o máximo valor.Agora com as letras vou pararNão para datilografarSim, para aprender e ensinarPara pegar em teu corpo, em tuas teclasEm sua memória visualizar e muito trabalhar. Vlamir Belfante NatalFesta do Menino Jesus, do seu nascimentoDia de comes e bebes, muita festaLembrança dos anos anterioresMotivo pelo qual escrevo esta.Árvores de Natal, bolas de cristalEnfeites, muitos enfeites cobrem este belo diaVontade de viver, alegria, sorriaHoje também é seu dia.Minha sincera preocupação é:Chegaremos um dia a Fraternidade Universal?Seria a realização dos meus sonhos e...Por quê não dos seus?...Que em 1985 caminhemos juntosDe mãos dadas e confiançaIsto não basta, precisamos de amorQue isso não fique somente na lembrança.Haja, me ajude a agirSentir, descobrir-nos a fundoViver nesse mundoPoder redigir.Talvez tenha escrito demaisUns gostam, outros nãoNão importa, muitos outros já falaramAlguns acreditaram...Todos tentam pregar o amorDe uma maneira ou outraPorém muitos que não o recebemPassam não mais a acreditar nele.MOSTRE QUE O AMOR AINDA EXISTE 1984-Vlamir Belfante-1985 Ante e PosterHomem da idade da pedraCaçava e arriscava sua vidaContente, não batia cartão,Não tinha chefe;Jesus de Nazaré pregava, falava do PaiEra carpinteiroMas não era escravo de umaIndústriaVoltaire parava, pensava, meditavaEscrevia e aprendia,ViviaMozart escrevia, ouvia, pensava,Inspirava-se, mostrava seu talentoEu já bati cartão, trabalhei na indústria,Fiquei tempos sem viver,Deixei de mostrar meu talento.Sou Vlamir,Tenho que viverSonhar, mostrar meu talento. 1985 Vlamir Belfante PiradoEstou inspiradoPiradoPirado nãoCom dor na costaChateado, dói muitoÉ, a costa está chata,Não, eu estou chatoPirado, inspirado.Ouço MozartLeio VoltaireCheiro boas coisasFalo de vocêmas dói... Vlamir Belfante - 1985 AquiFiquei tão sozinhoOdia foi quenteA noite tão friaE você que não vinhaPra me aquecerEsquecer não podiaVocê eu queriaE nada temiaSó queria te verPois aqui estouMatando a saudadeSentindo a vontade,A beleza e o charmeDe toda você.Aqui quero ficarSeu apoio precisoSeu amor necessitoPreciso te amarDevagar eu seiTenho certezaQue toda belezaIrei conquistar. Vlamir Belfante - 1985 AmanhãQuero ver a planta de nossa casaAssinada e aprovadafervor do sangue dos pedreirosA favor de nossa casa subirO gesto de amor de nossosOlhos brilhantes, esperançososA vontade, a garra, o início.Amanhã quero verParedes levantadas, sólidas, muito fortesPara nos acolherPortas, janelas à prova de somPra ninguém escutarTudo aquilo que tenhoA lhe dizerTe amo, te queroTenho casa, emprego e amor demaisPara aquecer você. Casa comigo!? Vlamir Belfante 1985 AmadaLembro de ti agora, após a hora do almoçoLembro dos teus carinhos, lembro como és suave,Como me afaga com tamanha beleza, com alegriaCom segurança.No momento em que namorávamosE paramos para nos concentrarRealmente consegui, lembreiDe várias passagens de nossas vidas.De como nos conhecemos no ônibus,Do convite para irmos ao PentágonoE até mesmo dos bonecos que lá haviam,Na feira de eletrônica.Do convite à quermesse de Santa TerezinhaDe minha confissão à você atrás da igrejaDe seu não, de seu sim, de seu vou pensar, de sua indecisão,Que maravilha, te amo.Da primeira vez que entrei em na sua casaNão sei como criei coragem, só o amor pode dizerLembro até da roupa que estávamos vestidosE de como meu coração batia forte.Lembro de nossa separação perto do NatalDo dias que longe de ti passeiDe como meu coração ardiade tu esperando-me na igrejaDe seu pedido de desculpa e de como agarrei-a forte.Lembro de como deixei pouco a poucoColegas e amigosHoby's e diversões,E meu amor crescia, crescia...Lembro de nossas conversas mais profundasDe passagens anteriores,Dos ciúmes que sinto de vocêQuando relembras...Mas sei, confio em nós,Sei que tudo dará certoLembro de ontem, vivamos hoje,Façamos um amanhã mais bonito para nós.Te amo para sempre Vlamir Belfante NamoradaDespertou meu coraçãoPara um amor forte, com ardorTudo eu faria para conquistá-laSentia-me bem perto dela.No ônibus nos conhecemosAli vivemos por algum tempoToda manhã nos víamosA alegria era demaisNo cinema nos encontramosE ali falamos, compreensão mútua,Entendimento profundo...Laços de paixão.Hoje ao meu lado estáMuito tempo já passouNão uma décadaMas tempo suficiente para seguirmos em frente.No dia do casamento direiTe amo, te quero, te gostoViverei eternamente para tiComo sei que viverás para meu beijos. Vlamir Belfante EnigmaQuando o amanhã for o "jamais"E você nos meus braços não puder mais encontrarA força e a serenidade que outrora encontrouEntão vais pensar e verificar que você errou.Sim, errou e desta vez não posso perdoarPorque antes quando eu a perdoaraVocê não estava erradaMas sim, duvidosa, errar sim é coisa rara.A vida continua e eu não estarei sóPois o vento me leva, o fogo ardeEm meu peito e a água refresca meu corpoPosso continuar? Você não, você errou.Porquê?Não sei, me coloco em teu lugarE não a perdôo por que sei queJamais faria isso. Estou convicto! Vlamir Belfante Assim é o amorSuporte firme e forteQue sustenta mundos e universosMas é me mimQue o mistério do amorSempre renasceNo mundo e no universoEu sou, eu amo, eu existo.Longe de ti,Eu nada souTudo me inquietaSem razão.Mas,Quando penso em ti,Penso alegria,Penso pazE esperança.Eu sinto que existo,Eu souEu amo.Longe de tiTudo fica tristeÀ minha volta.Os meus olhos ficam vagandoAo longeNa solidão.Perto de ti.A solidãoJá não existe mais,E um novo diaDesponta cheio de luz,Trazendo-me notíciasDe coisas boas.Longe de ti,Meu coração se esvaiE, aos poucos,Se perde dentro deTua saudade.E fico perguntando às coisasQuando chegarás...É preciso que venhasPara que o meu olhar se encha de luz,E meu coração faça, para ti,Uma canção de alegruia...É preciso que venhasPara que eu possa dizer-teQuanto te amoE te quero bem......Este meu coraçãoQue nunca te esquece.Ele quer amarE ser amado.Ele quer oferecer-teForça, coragem,Paz e alegria,E fazer de tiUma pessoa feliz....A saudadeÉ um pouco de ti,MisturadoNo meu sangue,Naturalmente....É uma fonteDe sonhosNa minha rua.Teu rosto estampadoNo dia e na noite,As coisas todasComo um espelhoPara refletirO teu semblante....A saudade de tiÉ uma fonteDe água serena,Azul e cristalina,Onde sintoE vejo refletidoTeu rostoTão de querer bem.Amar é assim mesmo......É laço de fitaQue une almas...Luz que nos inquieta...Ele nos guarda de lembrança...E nunca esquece...Ele segue nossos passos,Grita nosso nome,Bate à nossa porta...Ele nos desperta...Insiste de fora,Corre à nossa frenteE nos espera até o fim...Ele padece a nossa ausênciaEle sempre nos dá forçaPara recomeçarmos...Amar é assim mesmo......Nos inquieta,Nos enche de risos,E às vezesDe mágoasE de lágrimas também,...É não ter medoDe errar nem acalentarNossos receios....O amorNos faz crescer,Mas nunca nos estabelece.Apareceste vestindoRisos e sentimentos....Olhaste-me assimCom olhosClaros e iluminados,Trouxestes nas mãosCheias de bons gestosE o coração um barco de festaE o teu amorSe fez riacho, rio e mar,E fui descobrindo as coisas e o universo.Fui me reconhecendoE me libertando para te amar....A vidaÉ estrada aberta...Por elaCaminharemosPasso a passo,Sem medo,Sem receios vãos....Os nossos rostosSerão de pazE de esperança...E a força do amorNos ajudaráA superarNossos cansaços,Fazendo-nos renascerA cada instante...Cantaremos a todosUma cançãoDe luz,De quem esperaE confiaNum amanhecerMelhor....O amorÉ o nossoSexto sentido...Ele pulsa dentroDe nossas vidasComo uma criançaQue vai nascer... Texto de J. Alves Edições Paulinas, São Paulo, 1981.![]()
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