Um jogo comentado!

 

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No começo, os adversários estão definindo locais de influência. No futuro usarão esses locais ocupados para fazer territórios, barganhar com o adversário, apoiar um ataque ou pressionar um grupo. Nessa fase, faz mais sentido ocupar os territórios próximos aos cantos. Isso é vantajoso porque utiliza as paredes naturais oferecidas pelos limites laterais do tabuleiro. Com poucas peças pode-se definir territórios seguros, onde o adversário não vai querer entrar, pois sofre o risco de ser cercado. Depois disso, os lados são as melhores posições. Jogar no meio não cerca nada e deixa suas peças vulneráveis. A pergunta crucial aqui é: qual é o local vazio mais próximo das bordas que ainda não foi ocupado?

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Alguns pequenos conflitos de território vão aparecendo, e cada jogador tende a bloquear tentativas de invasão no território que ele havia demarcado previamente. Parece que um jogador empurra o outro, na tentativa de fortalecer seu próprio território e diminuir o do adversário. Muitas vezes, um ataque mal feito tem como resultado o fortalecimento dos grupos adversários, ou o redirecionamento de um grupo inimigo para uma área que nós não gostaríamos. As perguntas importantes agora são: onde posso aumentar minha influência, invadir um território ocupado, ou construir um a parede?

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Alguns territórios vão se formando, bem protegidos, como o território das pretas no lado direito superior. O grupo preto no lado esquerdo, em cima, está tentando fugir para o centro, onde encontrará seus amigos no futuro. Como ele não conseguiu se estabilizar (formar um território protegido), ele tem que procurar um grupo estável para sobreviver. Há uma invasão das pretas no território branco na parte superior e uma invasão branca no território negro na parte inferior do tabuleiro. A preocupação do momento é verificar quais grupos estão seguros e quais grupos adversários estão frágeis.

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Pode-se ver o grupo negro, que tenta fugir, quase ligando suas peças com o lado direito. A invasão negra na parte superior foi um sucesso e diminuiu parte do território branco. Esse grupo agora procura se estabilizar. No centro, aquela invasão branca na parte inferior está tentando sobreviver, correndo para o grupo amigo no lado esquerdo. Ela tenta anular o efeito da parede de peças negras sobre o centro, no lado direito inferior. Se as negras conseguirem cortar a ligação entre o grupo branco do centro com o grupo da esquerda, ficará difícil para as brancas vencer o jogo.

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Parece que o grupo branco no lado direito inferior não se deu muito bem. Está cercado de peças negras e vai morrer. As brancas se ligaram no centro e cortaram a tentativa de fuga das pretas, que vinham da esquerda. Agora o grupo preto terá que fazer "dois olhos", ou seja, ter duas liberdades internas, protegidas de ataques. Só assim vai sobreviver, sem ameaças.

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Pode-se ver os grupos vivos crescendo, na tentativa de aumentar sua ocupação e diminuir a do adversário. Agora a briga é por pequenos territórios, já que a grande parte do tabuleiro foi tomada.

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Quase no final, as formas já definem os territórios de cada jogador, e fica mais fácil enxergar quem está na frente.

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Fim do jogo. Os territórios estão definidos e nenhum jogador ousa entrar no território inimigo, pois sabe que será cercado facilmente e morto. Pode-se contar, sem nenhuma dúvida, quanto cada um conseguiu cercar. Lembre-se: são os territórios cercados, e não as peças, o que importa. Esse valor será somado ao número de prisioneiros capturados e a soma será comparada. Quem somar mais ganha. Nesse caso, as pretas.

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