Três dias junto de minha Rainha Smman36 e
LOBA®
Conheci minha LOBA® na Sala de Fetiche do ZAZ, no dia 22 de Abril de 1998, e desde então travamos uma intensa troca de correspondências e telefonemas, nos quais discutimos ampla e abertamente nossas fantasias. Eu lhe contei tudo sobre o meu sonho de ser escravo de uma Dominadora cruel e carinhosa, e trocamos informações ao longo desses meses, procurando entender em detalhes a lógica aparentemente irracional contida nessa contradição. Depois de mais de cem e-mails trocados quase que diariamente, sentimo-nos prontos para um encontro. Antes de tentar descrever o que aconteceu nesses três dias, preciso deixar claro que isso não é fruto de minha imaginação, nem de minhas fantasias. É uma história real, acontecida em Campo Grande/MS, entre os dias 23 e 26 de Junho de 1998. Cheguei na cidade horas antes do início do jogo Brasil e Noruega (Copa do Mundo), e rapidamente me dirigi ao hotel escolhido, para as providências de praxe, e reconhecimento inicial do cenário de nossa aventura. Assisti ao primeiro tempo do jogo no apartamento, sem desfazer minhas malas e sem trocar de roupas, com olhos fixos no relógio. Minha LOBA® chegaria às 16:30Hs, e eu deveria encontrá-la no aeroporto. Quaisquer palavras que eu diga serão vãs para tentar descrever o misto de expectativa, agonia, nervosismo e medo que eu senti nessas horas. Longe de casa, numa terra estranha, esperando por um encontro com uma pessoa que até então eu só conhecia por telefone, fotos e conversas virtuais via Internet. Quando ela finalmente desembarcou, pude perceber, ainda separados pelo vidro da sala de desembarque, que ela também aparentava um certo nervosismo, ainda que muito mais contido e disfarçado que o meu. Encontramo-nos. Um brevíssimo abraço, um beijinho tímido no rosto, e um táxi para o hotel. Acho que nunca meu coração bateu tão rápido. Não lhe escondi nada, e uma das primeiras coisas que lhe disse foi: Estou nervosíssimo!!! Ela foi muito gentil e me ajudou a vencer essa timidez inicial. Já no apartamento, ainda num clima bastante tenso, travamos um trêmulo bate-papo, diante de uma TV ligada onde quase nem percebemos que o Brasil perdia a partida. Pudemos nesses minutos (acho que foram uns 50 ou 60), constatar olho-no-olho o que já dantes suspeitávamos a respeito de nossas características pessoais. Nossas afinidades e fantasias se mostravam a cada momento mais complementares, e passamos a nos comportar como previsto: Dominadora e dominado, escravo e Rainha. Lenta e gradualmente, a LOBA® foi me dominando, começando por ordenar-me que desfizesse cuidadosa e gentilmente sua bagagem, arrumando tudo nos armários e gavetas do apartamento. A essas alturas, se bem me lembro, eu já estava com o tronco nu, e procurava obedecer fielmente cada instrução. LOBA® me orientava e observava em cada detalhe, sempre sentada, vestindo um elegantíssimo casaco de couro negro, com longas botas e impecavelmente maquiada. Ela estava linda! Passada essa fase, sempre seguindo suas ordens, apresentei-lhe o material que antes havia determinado que eu providenciasse. Não consegui levar tudo, mas estavam lá as cordas de nylon brancas (da espessura de uma BIC, talvez um pouco mais...), uma corrente não muito pesada, dois cadeados, esparadrapo largo e algumas gravatas, que serviriam depois como mordaças e vendas para os olhos. Ao ver tudo isso, ela me deixou claro que os itens não providenciados seriam motivo de punição enérgica no momento certo. Ah! Também por sua ordem, levei uma calça de moletom cinza dessas que ficam pela canela. Seria esse o traje do escravo. Nada mais. Seguindo suas ordens, fiquei parcialmente despido (se não me falha a memória, fiquei só de cuecas) e fui cuidadosamente amarrado, mãos às costas, tronco e pernas, e colocado ajoelhado. Logo a LOBA® me vendou, e ficou por alguns minutos me usando como tapete, excitando-me ao extremo. Fui dominado dessa maneira por várias horas, sempre com muito carinho, sem grosserias, sem violência, apenas com ordens seguras, e providências firmes. O bom-humor e as palavras de afeto e encorajamento estiveram comigo o tempo todo, graças ao grande senso de poesia reinante e à bondade extrema de minha Dona. Ela conhecia meus limites, o que me fez entregar-lhe meu corpo sem resistência e com muita confiança em sua sensibilidade. Já à noite, sentado numa cadeira e fortemente amarrado, a LOBA® tratou de providenciar um substituto para o chicote que faltou. Um pedaço da referida corda começou a ser testado, e mostrou-se extremamente eficaz. Duas ou três chicotadas nas costas foram o suficiente para que ela encontrasse a medida exata de dor a ser aplicada. Sim...ela me chicoteou com a corda, e confesso que senti indescritível prazer nisso, mas era só o começo. Ela me disse, textual, firme e mansamente, que era apenas um teste, e que a seguir começaria e me punir pelas faltas cometidas no período. Fui amarrado de joelhos, nos ferros da cama, de modo que minhas costas nuas ficaram expostas ao seu chicote. Falando sempre com muita calma, e deixando bem claro que tratava-se de um "treinamento", ela me aplicou o chicote diversas vezes, até que eu ficasse bastante marcado com vergões avermelhados. A primeira surra, amarrado dessa forma, teve como motivação a falta dos itens solicitados. – Onde está meu chicote? E a coleira? E o Licor? Não me lembro quantas chicotadas foram, mas a tortura não foi breve. O tempo foi passando e entre um suplício e outro, fomos nos conhecendo cada vez melhor. Ela se excitava me fazendo gemer. Gotas de vela nas costas, o desconforto do aprisionamento, a expectativa de três dias que apenas começavam, e o carinho característico de uma mulher atraente e agradável...tudo isso nos levou ao êxtase, e já na primeira noite, possuímo-nos pela primeira vez, e dormimos felizes. O sono foi curto. Estávamos ambos realizando uma fantasia, e não queríamos perder tempo. Minha Rainha estava me preparando para uma experiência de crueldade que queria levar a cabo no dia 25 (QUI). Fui acordado com meus pés sendo puxados para os ferros da cama. Antes que me amarrasse por completo, implorei-lhe por uma rápida higiene, o que foi prontamente atendido; de volta, fui amarrado deitado à cama. Pés e mão, deitado de costas, totalmente imobilizado, a tortura recomeça. Ela me bateu muito. E o que mais me excitava era perceber, em meio à dor daquele suplício, que ela sentia imenso prazer em fazer aquilo, o que deixava transparecer em momentos de muita ternura e carinho, encorajando-me sempre. Fomos ao café da manhã. Enquanto comíamos, no restaurante do hotel, conversávamos a respeito do que havíamos feito, e do que faríamos a seguir. Estávamos totalmente entregues à nossa fantasia, desligados do mundo e dos problemas do dia-a-dia. Éramos só um para o outro, e nada mais importava. Ao fim do café, ela me ordenou que fosse até uma farmácia próxima comprar um anti-tosse e um analgésico. LOBA® tinha um pigarro incomodando, e minha enxaqueca dava sinais que iria me perturbar. Ela voltou ao apartamento, e eu fiz o que havia mandado. Naquele dia, aconteceu uma deliciosa tortura, que tentarei descrever agora. A venda. Deitado de costas na cama, e cuidadosamente amarrado com cordas e corrente, tive meus olhos vendados. Só não fui amordaçado porquê uma afta labial me incomodava um pouco, e ela carinhosamente percebeu isso. Não senti nada diferente naquela posição, mas ela sabia o que estava fazendo. Conforme o tempo passava e eu ia me dando conta de meu indefeso estado, a excitação foi aumentando. E aumentava junto com uma agonia estranha, provocada pela cegueira e pelo fato de não saber onde ela estava e o que fazia. Comecei a sentir um estranho tipo de saudade. LOBA® não emitia nenhum ruído. Senti que ela se movimentava pelo apartamento com a preocupação de não produzir som. Com o ouvido, eu tentava localizá-la. Comecei a implorar-lhe que falasse algo, ou me tocasse, ou fizesse algum barulho. Ela não percebeu, mas eu cheguei a chorar enquanto lhe implorava isso. Pouquíssimos ruídos eram produzidos, só para me provocar ainda mais. Um rápido assobio, um cantarolar de uma música qualquer...foram exatas duas horas e quinze minutos assim. E o mais incrível, que eu jamais imaginei ser possível: Nessas horas, a emoção e a excitação, aliados à alegria de uma fantasia erótica, produziram efeitos maravilhosos em minha mente. Tive visões, luzes piscavam diante de mim, vi minha LOBA® sorrindo, verdadeiras alucinações de prazer! Foi com muita emoção que contei-lhe isso, tentando compartilhar com ela a satisfação que havia me proporcionado. Tivemos um dia muito feliz. Fomos a um shopping, mas não ficamos por muito tempo. LOBA® me avisou neste dia que, após nosso jantar, eu estava terminantemente proibido de comer ou beber qualquer coisa além de água. Estava proibido de fumar. Ela me disse que iria me deixar 24 horas sem nenhum alimento. E ela realmente fez isso. Após um gostoso jantar numa cantina, onde tomamos um gostoso vinho, fui submetido a jejum absoluto. Naquela noite, já no hotel, de novo ela se divertiu me torturando de muitas formas. Eu amarrado com as mão às costas, LOBA® telefonou para uma amiga, Bruna, a quem contou o que fazíamos. Num certo momento da conversa, a amiga manifestou interesse em conversar comigo. Com o fone apoiado ao meu ouvido, falei com ela, e ouvi sua pergunta: – Você está amarrado!!??? – Sim, respondi. Amarrado e muito feliz! Conversamos um pouco sobre isso, e pude perceber duas coisas. Primeiro, que ela sentiu muita inveja daquilo que fazíamos, pois não tivera oportunidade de assumir sua fantasia, talvez não muito diferente da nossa. Segundo, fiquei excitadíssimo em falar ao telefone sob uma situação de aprisionamento. Adorei falar com Bruna. Minha LOBA® também estava muito feliz com tudo o que acontecia, e contou a Bruna sobre o meu estado de prisão e jejum. Ela lhe disse que queria me ver faminto, implorando por um pouco de comida. Amamo-nos naquela noite. Amarrado, ela mandou que eu lhe lambesse o sexo, beijasse os pés... Entre cordas e lençóis, deixamos explodir toda a excitação que nos rodeava e nos invadia. Pela manhã, (já era Quinta-feira) fomos ao restaurante, e eu sabia que não teria direito a comida. Acompanhei-lhe em seu café, sentindo grande vontade de tomar um pouco de leite. Pedi-lhe isso, mas ela me negou com um sorriso. Eu não estava faminto, mas nunca abro mão de um leite quente de manhã. Naquela manhã foi diferente. Sadicamente, deu-me uma colherinha de leite, pedindo maliciosa: – Prova. Vê se tá bom... Até então eu me divertia com seu cinismo. Demorou muito tempo naquele café. Comeu quase de tudo o que tinha no grande buffet. Doces, salgados, sucos...De volta ao apartamento, implorei-lhe por um cigarro. Ela permitiu-me, em troca de algumas chicotadas. O dia foi passando, e a fome aumentando lentamente. À hora do almoço, ela foi muito cruel. Levou-me de volta ao shopping, e na praça de alimentação, procurou um fast-food especializado em bife a parmegiana. Mandou que eu pedisse uma refeição, e sentamos numa das mesinhas, no meio de muita gente. Pedi uma garrafa de água mineral para mim, tentando disfarçar a fome que já começava a me incomodar. Ela sabe o quanto gosto de bife a parmegiana, e cinicamente, divertindo-se, comeu na minha frente, mas não sem me provocar muito. Na frente do garçom, fez-me cheirar seu prato com discrição e elegância "insistindo" para que eu comesse...disfarcei. Lá pelo meio de seu almoço, colocou em minha boca um minúsculo pedaço de carne, não maior que a cabeça de um alfinete, com um pouquinho de queijo. Não pretendia me alimentar. Se alguém percebesse, pensaria se tratar de um ato de carinho, mas na realidade, o que queria é que minha boca sentisse um pouquinho de sal, aumentando minha fome. Ela ria muito. Divertia-se e excitava-se com aquela brincadeira. Ao fim do almoço, fomos ao cinema, onde assistimos o bom "Gênio Indomável", com o fantástico Robin Williams. Chegamos no hotel já era noite. Falando francamente, minha vida é muito sedentária, e o dia-a-dia às vezes me obriga a perder um almoço ou uma noite de sono. Eu sentia fome sim, mas nada que eu não tivesse já habituado pelo meu estilo de vida agitado e de hábitos alimentares muito indefinidos. No apartamento, o chicote, as cordas e a corrente voltaram a funcionar, e por volta de nove da noite estávamos novamente nos entregando ao prazer. Depois de muito implorar, ela me autorizou a pedir uma refeição. Nesses dias, aconteceram muitas coisas que é até difícil lembrar. A confiança que brotou entre nós é muito forte, e o amor que sentimos, mesmo nessa estranha forma de relacionamento, parece nos completar. Não sei se consegui expor todas as sensações que experimentamos, mas certamente esses foram dias marcantes em nossas vidas. Planejamos um próximo encontro. Que seja breve. Smman36 e LOBA®
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