A PREPARAR SUA VIAGEM A
LENÇÓIS - BAHIA
Eu costumo escrever sobre as minhas viagens assim que retorno das férias, pois ainda há dentro de mim um clima de paixão e entusiasmo em relação às experiências vividas no local. Este trabalho foi escrito um ano e meio depois de eu ter feito a minha primeira viagem a Lençóis. Assim, como muitas coisas já podiam ter caído no esquecimento, resolvi agregar alguns artigos de outras pessoas, muito bem escritos, sobre esse importante lugar.
Chetan Luiz, setembro de 1996
A primeira coisa que você precisa saber sobre Lençóis é onde ela fica. Sem essa informação é difícil chegar lá.
Lençóis fica no estado da Bahia, a oeste de Salvador, quase na mesma latitude dela e distante 410 km desta capital.
O mapa abaixo lhe dá a visão precisa de sua localização, bem como a sua posição em relação a outras cidades importantes do país.

Lençóis e Nova Iorque têm uma coisa em comum. São cidades cosmopolitas. Em Lençóis você encontra gente de todas as partes do mundo, gente jovem, gente madura, gente em busca de diversão, gente em busca de natureza e também gente em busca de si mesma. Lá você pode conhecer pessoas de muitas partes do mundo e, conforme a época do ano, há a predominância de grupos de uma determinada região.
Face a grande afluência dos turistas a prefeitura criou a casa de turismo onde você pode obter informações sobre as pousadas e excursões do momento.
Há algumas agências de turismo como a "Pé de Trilha" da Rosa que organizam passeios todos os dias. Os guias também costumam percorrer as principais pousadas, de manhã cedo, a fim de conseguir participantes para as suas excursões (sejam a pé ou de carro).
Há uma grande quantidade de guias na cidade. Informe-se nas pousadas. O guia João é um dos melhores. Para os passeios próximos ao centro da cidade você pode contratar, se sentir necessidade, até mesmo uma criança.
Você encontra mapas da região numa papelaria próxima aos Correios. Algumas lojas de lembranças e postais costumam alugar máquinas fotográficas.
Se você pretende fazer caminhadas é bom ter uma bota de boa qualidade, mochila apropriada, lanterna, capa de chuva, boné ou chapéu e alguns remédios de primeiros socorros. Caminhar de calça de moleton e camisa evita ataques de mosquitos e arranhões desnecessários.
É conveniente, se você pretende viajar em época de alta temporada, reservar uma pousada com antecedência. No final deste trabalho estão os telefones.
Há muitos restaurantes e bares espalhados por toda a cidade. Há um bom restaurante vegetariano assim como um restaurante "à quilo". A pousada da Rosa (Pousalegre) fornece almoço e jantar de excelente qualidade. Lá se pode comer também uma boa comida vegetariana com arroz integral. Pode-se também experimentar sucos de frutas da região que são excelentes (como por exemplo, mangaba ou umbu).
A maioria das pousadas, em geral, funciona no esquema de só fornecer um lauto café da manhã (pois imagina-se que o hóspede vai passar o dia fazendo algum tipo de passeio), não fornecendo as demais refeições.
Talvez você possa ainda ver algumas das curiosidades aqui relatadas, pois a minha experiência em relação a Lençóis é de março de 1995.
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O centro da cidade é tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural.n
Na época da grande produção de diamantes a França mantinha um vice-consulado em Lençóis, para agilizar as exportações. O prédio ainda está lá (fica próximo aos Correios).n
Ainda hoje se vêem poucas dragas operando nos rios à procura de diamantes; os estragos são bem grandes (desviam os cursos, alargam os leitos e criam enormes areais ao próximos aos cursos originais dos rios).n
Muitos dos antigos habitantes do campo ainda hoje tem a crença de que o ato de "tocar fogo no mato" atrai chuvas. Isto tem trazido graves conseqüências para a cidade que, em 1995, teve de pedir socorro aos bombeiros de Salvador e de Belo Horizonte para ajudar no combate às queimadas, que avançavam rumo à cidade. Foram usados nas operações de combate ao fogo helicópteros-pipas (que transportavam grandes quantidades de água) além dos helicópteros comuns que transportavam os voluntários e em combate a incêndios.n
As crianças pequenas da cidade que já estão estudando têm mais consciência ecológica em relação às queimadas do que os adultos do campo. Experimente conversar com elas.n
Talvez ainda exista um feirante próximo ao mercado que, nas horas de menor movimento, arma a sua rede sob a sua barraca e lá permaneçe até chegar um freguês.n
Há um bar na praça principal que é um misto de bar e museu. As mesas são grandes bacias usadas antigamente na mineração, com tampas de vidro. Dentro das bacias encontram-se inúmeros objetos utilizados nas antigas minerações, assim como documentos, cartas e outros objetos interessantes. O dono deste bar é um professor aposentado que tem algumas manias interessantes como a de fechar o estabelecimento para reformas no auge da "alta-estação".n
Há uma grande quantidade de grutas que são exploradas por espeleólogos todos os anos.n
O Poço Encantado pode ser visitado em qualquer época mas, para se ver os raios de sol dentro dele, o período é de junho a agosto, das 09:30 às 13:00. Neste poço vive uma espécie de peixe que não possui olhos e é estudado pela USP.n
Em Lençóis você vai encontrar muitas pessoas interessantes que largaram a realidade urbana e foram para lá viver um outro tipo de vida, como o fotógrafo Kalil, como um francês que trabalha como professor de sua língua natal e muitos outros tipos interessantes.Na Chapada Diamantina, um mergulho interior
Ivonete Auricchio - Extraído do jornal Ganesha (setembro 1995)
Visitar a Chapada Diamantina, na Bahia, mais que conhecer as belezas naturais, é se integrar a um dos vórtices energéticos da Terra e, ao mesmo tempo, passar a ter uma compreensão melhor de si mesmo. De acordo com a consultora de turismo Ivonete Auricchio, trata-se de uma experiência que aumenta a sensibilidade e o crescimento do ser humano, fazendo vibrar sua mente e ampliando sua capacidade de reflexão.
- Local onde a presença de cristais é muito grande principalmente de calcitas de vários tons e quartzo, a Chapada Diamantina é considerada um chakra da Terra. A riqueza de material magnético tem atraído para a região Ovnis que são vistos até a olho nu, como noticiou a imprensa no início do ano - diz Ivonete.
O parque é um monumento nacional. como conta a consultora de turismo, tombado pelo Patrimônio Histórico, que atingiu seu apogeu por volta de 1845, com a descoberta de diamantes no Rio Lençóis, que deu nome à cidade mais importante da região, Lençóis, a 420 km a oeste de Salvador. A Chapada tem formações rochosas no estilo de "canyon" - falhas geológicas abruptas - todas cobertas de vegetação e de flores, e a região é cheia de riachos, lagoas e cachoeiras:
- Uma das mais impressionantes é a Cachoeira da Fumaça, assim chamada porque a água não bate no chão. Caindo de uma altura vertiginosa de 400 metros, a água se esfumaça, ou seja, se evapora durante a queda.
Um belo passeio, em sua opinião, é subir o Morro do Pai Inácio, onde. de acordo com uma lenda, se escondeu um escravo fugitivo que estava sendo perseguido. Quando os capatazes o encontraram, ele abriu seu guarda-chuva e, usando-o como um pára-quedas saltou do morro, não morrendo da queda.
- Subir o morro dá uma incrível sensação de liberdade. como se estivéssemos ligados somente por um tênue fio entre a terra e o ar.
Segundo ainda Ivonete. as pedras que formam o leito do Rio Lençóis são coloridas. principalmente esverdeadas e rosadas. e têm a superfície polida. O terreno é muito antigo e se encontra até conchinhas encrustradas como, se algum dia, ali tivesse sido fundo de mar. Já na Cascata, da Primavera. há uma gruta de areia. conhecida como Salão de Areia, muito usada para experiências místicas e para a entoação de mantras.
- Lá. sente-se uma incrível vibração no local. Trata-se de um verdadeiro templo natural de areias coloridas. um santuário ecológico - diz.
Nos arredores da cidade de Lençóis há também a famosa Gruta Azul. Por volta das 11 h. através da abertura da gruta passam raios solares que iluminam a água da nascente dentro da gruta, dando-lhe uma coloração azul turquesa. É um fenômeno de refração da luz que propicia por cerca de 120 minutos uma alquimia dentro da gruta. Há ainda a Gruta da Lapa. que é, segundo Ivonete. uma mistura do poder do pai com a ternura da mãe. Ela explica que é preciso descer 200 metros no centro de um caldeirão de morros folheados para depois penetrar na amplitude escura:
- Caminhei cerca de um quilômetro para dentro da terra como se mergulhasse dentro de mim mesma - conta Ivonete (telefone 220-2571). A temperatura é amena e há bastante oxigênio. A sensação de andar algum tempo por dentro da terra escura e morna vai criando um sentimento de integração e amor. sem medo ou qualquer outra sensação negativa. Minha sensibilidade foi sendo ampliada. Senti meus próprios chakras sendo ativados por aquela energia telúrica. A capacidade de perceber e refletir foi aumentando gradativamente. compensando a diminuição do sentido da visão nos espaços escuros. Sentia que meu pensamento ultrapassava as limitações do interior da gruta escura e se projetava no grande espaço cósmico à procura de luz. Consegui. enfim. me conhecer mais um pouco e encontrar algumas respostas que buscava.
(Jornal do Brasil - 4a feira, 04 de setembro de 1996 matéria de Marco Antônio Ribeiro)
Descobrir a Chapada Diamantina, um paraíso encravado no sertão da Bahia, a 410 quilômetros de Salvador - mergulhar nessa região que um dia já foi mar - é uma experiência única.
O conjunto de atrações talvez seja inédito. São cadeias de montanhas absolutamente fantásticas, rios cristalinos, piscinas naturais, grutas, cachoeiras e matas envolvendo a cidade de Lençóis, não menos atraente e recheada de história.
É impossível resistir a um mergulho na Pratinha, um lago de águas transparentes. É quase impossível recusar um convite para explorar as trilhas que desembocam na Cachoeira da Fumaça, no Poço Encantado, Lapa Doce (foto menor) ou nas praias do Rio Paraguaçu.
A aventura começa nas estradas que atravessam cidades que o Brasil não conhece, ou esquece. Estradas quase sempre mal-conservadas, que exigem atenção e cuidados especiais dos motoristas, às margens do sertão baiano.
A mudança na paisagem vai se acentuando à medida que a Chapada invade o pára-brisas. O sinal de que alguma coisa de nova está começando a acontecer é o encontro com o perfil das montanhas, esculpido pelos ventos e pelo movimento do oceano que um dia banhou a região.
A certeza das descobertas vem com a estradinha estreita e sinuosa - como deve ser uma estrada-parque - que leva a Lençóis, nascida com o garimpo de diamantes, desenvolvida em meio, a lutas e amadurecida com a afirmação da sua vocação turística.
Lençóis tem as marcas de garimpos, lutas e política
(Jornal do Brasil - 4a feira, 04 de setembro de 1996 matéria de Marco Antônio Ribeiro)
A história de Lençóis confunde-se com o ciclo dos diamantes. Seu próprio nome, segundo uma das versões, remete ao garimpo: as lonas das barracas dos garimpeiros, vistas de longe, pareciam lençóis. Outra corrente de historiadores defende a tese de que o nome deriva da imagem dos rios descendo as montanhas, parecendo lençóis.
O começo foi duro, marcado pela violência da disputa pelas melhores terras e jazidas.
Os garimpeiros chegaram por lá ainda na primeira metade do século passado, vindos da região do Tijuco, em Minas, já exaurida, atraídos pelas pedras encontradas nos leitos dos rios Lençóis e São José.
Em pouco tempo o lugarejo tinha 30 mil habitantes e as primeiras casas de pedra e barro. A exemplo do Oeste americano, a cidade cresceu desordenadamente, em volta dos bares e prostíbulos.
Mantendo a tradição portuguesa, as casas foram sendo levantadas e definindo, elas mesmas, o arruamento, num caos urbano único e representativo.
Certa manhã, Lençóis acordou rica. Em 1852, foi elevada à categoria de vila. Doze anos depois virou cidade num progresso avassalador, que arrastou, montanha acima, pianos. tecidos e iguarias importados. Proporcionais à riqueza, foram o consumo. a ostentação e o desperdício, registra a historiadora Maria Salete Petroni, no seu Garimpo, devoção e festas em Lençóis.
A importância do garimpo levou, inclusive, o governo francês a instalar um consulado na cidade. A cidade cresceu e foi envolvida pelas questões políticas, facções (serranos e baianos; liberais e conservadores).
Lençóis também entrou na história atrelada à Coluna Prestes, combatida pelo então chefe político da cidade, Horácio de Matos, preso em 1930, na queda da República Velha, e morto algum tempo depois.
Sem prestígio político e praticamente sem diamantes, Lençóis parou no tempo, legando um belo casario marcadamente neoclássico, sem grandes monumentos (apenas duas igrejas).
Na Chapada, a soma de história e natureza
(Jornal do Brasil - 4a feira, 04 de setembro de 1996 matéria de Marco Antônio Ribeiro)
LENÇÓIS, Bahia - A natureza caprichou na Chapada Diamantina. E bem verdade que teve bastante tempo, alguma coisa em torno de 400 milhões de anos. Tempo suficiente para recortar montanhas, criar vales, rios, cachoeiras, grutas.
A Chapada, na verdade, começou a se formar muito antes, entre 2 bilhões e I,6 bilhão de anos atrás, quando a Terra ainda era uma massa sem formas definidas.
Afogada por um mar que os geólogos dizem que era raso e quente, a região foi assumindo as características atuais. As águas que vinham do Norte deixaram os sedimentos que locaram montanhas, cavaram vales profundos e abriram caminho para os rios.
O que era uma imensa planície transformou-se num relevo acidentado. Virou a Chapada, que Ganhou sobrenome em virtude da sua riqueza em diamantes.
Do alto dos 1120 metros (em relação ao nível do mar, mas não em relação às terras em redor) do morro do Pai Inácio, um dos pontos turísticos obrigatórios, pode-se ter uma idéia geral da região, da força que parece subir pelas paredes das montanhas. São chapadões marcados pela erosão e que assumem uma luz especial nos fins de tarde. Blocos de pedra imensos definem o relevo.
É preciso tempo, para conhecer a Chapada, que tem em Lençóis sua capital informal. As atrações estão espalhadas por centenas de quilômetros. Muitas, como a Cachoeira da Fumaça, exigem pelo menos um dia para serem, exploradas. Anda-se muito, quase sempre por trilhas irregulares e por isso mesmo, absolutamente atraentes.
O ponto de partida é Lençóis, um aglomerado de pequenas casas, ruas calçadas com paralelepípedos e uma história de violência provocada pela atração que os diamantes exerceram em legiões de aventureiros.
Além das atrações naturais da Chapada, Lençóis, Monumento Histórico Nacional, oferece aos visitantes a oportunidade de participar de algumas manifestações folclóricas que resistiram ao esvaziamento da cidade, como a Marujada, herança dos tempos do Brasil Colonial.
(Jornal do Brasil - 4a feira, 04 de setembro de 1996 matéria de Marco Antônio Ribeiro)
O Parque Nacional da Chapada Diamantina, em si, é um grande passeio. Cada lugar tem uma atração própria, particular. Andar, pelas ruas de Lençóis e olhar o casario e a sua gente, por exemplo, podem ser consideradas atrações irresistíveis.
Assim como participar dos forrós dos fins de semana ou dos bate-papos nas calçadas dos bares da praça central.
Mas há os passeios formais, aqueles que todos os turistas devem fazer, porque expressam a essência do lugar. dos quais o mais famoso leva à Cachoeira da Fumaça, uma bela queda sujeita, no entanto, às variações no volume de água.
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Serrano/Cachoeirinha Fica a um quilômetro do centro de Lençóis, ou 5 minutosn
Cachoeira da Primavera A dois quilômetros de carro, ou 45 minutos a pé.n
Ribeirão do Meio A quatro quilômetros percorridos em 50 minutos a pé.n
Cachoeira do Sossego Sete quilômetros de carro percorridos em duas horas e meia a pé.n
Gruta do Lapão Quatro quilômetros e meio, percorridos em 4 horas a pé.n
Rio Mucugezinho e Poço do Diabo Vinte quilômetros de carro (20 minutos ).n
Morro do Pai Inácio - Fica a 30 quilômetros de carro , mais 30 minutos de subida a pé.n
Cachoeira da Fumaça A 74 quilômetros da cidade, mais duas horas de caminhada.n
Poço Encantado - Distante 150 quilômetros da cidade de Lençóis, mais duas horas de caminhada.n
Lençóis/Capão - Trilha média, com 25 quilômetros, que podem ser vencidos em 8 horas de caminhada.Além desses roteiros formais, a Chapada oferece uma variedade enorme de opções. Um banho no Rio Paraguaçu ou um mergulho na Pratinha têm tudo para encantar.
Para os mais bem-dispostos. há trilhas que levam ao Pico, do Barbado (2.080 metros). ponto culminante da Bahia, e uma infinidade de caminhos pela mata.
(Jornal do Brasil - 4a feira, 04 de setembro de 1996 matéria de Marco Antônio Ribeiro)
Lençóis, no coração da Chapada Diamantina, fica a 41I quilômetros de Salvador e a I.700 quilômetros. do Rio, pela BR-116 (Rio-Bahia), passando por Vitória da Conquista e Jequié.
A cidade tem várias pousadas, muito simples. A melhor é a
Pousada Lençóis
(tel. 071-358.9395 ou 075.334.1102), - que oferece boas acomodações por R$ 50,00 a
diária em apartamento "standard" para uma pessoa, - R$ 55,00 para
duas e R$ 70,00 para três pessoas; R$ 63,00, R$ 70,00 e R$ 87,00 no
luxo; e R$ 87,00 no triplo, R$ 100,00 no quádruplo e R$ 125,00 no
quíntuplo especial.
A diária dá direito a um café da manhã bem ao estilo baiano, com banana frita, beiju. tapioca e pamonha, além de pães, sucos e queijos.
A Secretaria Municipal de Turismo mantém um serviço de guias, que também podem ser contratados diretamente nas pousadas (em torno, de R$ 20,00 a diária).
Nos passeios, levar o mínimo possível de equipamento, que deve
ser colocado em mochilas, já que as mãos devem ficar livres para ajudar nas escaladas
caminhadas e travessias de riachos.
Recomenda-se o uso de roupas de banho, tênis e chapéu. O tênis deve ser confortável e com solado anti-derrapante. Um lembrete: o tênis deverá ser usado sempre, mesmo nos banhos de rios e cachoeiras, para evitar cortes nas pedras.
O chapéu (ou boné) é realmente necessário em virtude da forte incidência do sol.
Em alguns casos pode-se levar merendas e água, tendo a preocupação de não deixar restos pelo caminho. Outra observação: quase todos os passeios são acessíveis a pessoas de todas a cidades, mas alguns trechos exigem um esforço físico um pouco maior. Por isso, é bom verificar o grau de dificuldade, antes de seguir em frente.
As principais festas da cidade são a Marujada, herdada dos portugueses (música e dança lembrando episódios náuticos); o Reisado (durante os festejos natalinos); e a homenagem a Nosso senhor Bom Jesus dos Passos, padroeiro dos garimpeiros (2 de fevereiro).
Outra tradição na cidade é a Filarmônica Lyra Popular, criada em 1903 e que resiste até hoje como guardiã da cultura popular da região.
Hospedagens em Lençóis - telefones
ddd de Lençóis: (075)
Estalagem Alcino e Silvinha 334 1171 Ü
Hotel Colonial 334 1114
Pousada Bons Lençóis 334 1270
Pousada Canto das Águas « « 334 1154 / FAX 334 1188
Pousada Casarão 334 1175
Pousada da Chapada 334 1137
Pousada Diângela 334 1192
Pousada Lençóis « « 334 1102
Pousalegre (Rosa) 334 1124
Pousada Recanto dos Pássaros 334 1277
Pousada Repousada 334 1137 (P.F. Fátima)
Pousada Tradição 334 1120
Itapemirim (Rio) (021) 224 8543 / 224 8678 / 224 9124 / 256 0245
Itapemirim (Salvador) (071) 336 0107
Itapemirim (Feira de Santana) (075) 623 0932
Rodoviária de feira de Santana (075) 223 3667
Distâncias rodoviárias de Lençóis (km)
Palmeiras 56
Andaraí 101
Mucugê 150
Feira de Santana 301
Salvador 410
Brasília 1 100
Passeios tradicionais em Lençóis
LOCAL |
DISTÂNCIA DO CENTRO DE LENÇÓIS |
TEMPO PARA SE CHEGAR AO LOCAL |
MEIO DE LOCOMOÇÃO |
| Serrano / Salão de Areia / Cachoeirinha | 1 km |
15 min |
a pé |
| Cachoeira Primavera | 2 km |
45 min |
a pé |
| Ribeirão do Meio | 4 km |
50 min |
a pé |
| Cachoeira do Sossego | 7 km |
2,5 h |
a pé |
| Gruta do Lapão | 4,5 km |
4 h |
a pé |
| Rio Mucugezinho / Cachoeira do Diabo | 20 km |
20 min |
carro / ônibus |
| Morro do Pai Inácio | 30 km |
30 min |
carro / ônibus |
| Gruta da Lapa Doce | 70 km |
1 h |
carro |
| Cachoeira da Fumaça ou Glass | 74 km |
2 h |
carro + a pé |
| Gruta da Pratinha / Gruta Azul | 76 km |
2 h |
carro + a pé |
| Poço Encantado | 150 km |
3 h |
carro + a pé |
| trilha Lençóis - Capão | 25 km |
8 h |
a pé |
| trilha Pai Inácio - Lençóis | 15 km |
4h |
a pé |
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