Modelos OSI da ISO ,inclusive TP4

l.Introducão:

Definições para o gerenciamento de redes, destacam-se duas, a da ISO, que è mais específica para o genericamente de redes OSI, e a que foi dada pela Telebrás.

Com o crescimento das redes e, principalmente, de sua importância para as organizações, o gerenciamento de redes tornou-se vital devido ao custo das redes e o fato de o uso de seus serviços estar diretamente ligado a disponibilidade e eficiência dos sistemas aplicativos das empresas.

A abrangencia do gerenciamento de redes e muito grande, envolvendo principalmente as áreas de:

*Gerenciamento de Falhas

*Gerenciamento de Configuração

*Gerenciamento de Contabilização

*Gerenciamento de Desempenho

*Gerenciamento de Segurança

Gerenciamento de Falhas e uma das áreas mais importantes e desenvolvidas de gerenciamento de redes. Há varias ferramentas disponíveis. Pode-se saber, uma queda de portadora ate a falha de um aplicativo de comunicação de dados. Com estas informações, a qualidade tende a ser mantida, uma vez que o setor responsável pela operação e|ou manutenção de redes antecipa-se aos usuários na solução de problemas de rede.

Gerenciamento de Configuração e uma área largamente desenvolvida que ocorreu, principalmente, pela utilização de estações de trabalho no gerenciamento de redes, possibilitando que a topologia e o fluxo de dados das redes fossem analisados, estudados e gerenciados.

Gerenciamento de Contabilização e de vital importância para que os custos e o volume de recursos utilizados pelos usuários sejam identificados e registrados de forma correta. A contabilização abrange todas as camadas do modelo OSI. O gerenciamento de contabilização dedica-se, a mensurar o conjunto de facilidades de rede utilizadas.

Gerenciamento de Desempenho e confundido com o gerenciamento de falhas. Muitas instalações de processamento de dados tendem a confundir desempenho com disponibilidade. O gerenciamento de desempenho e importante para garantir a qualidade de serviços também para assegurar que esta e atingida com os menores custos possíveis. Pode-se adequar os meios de comunicação utilizados pelos usuários as suas reais necessidades. O gerenciamento esta diretamente relacionado ao planejamento da capacidade do sistema sob gerenciamento.

Gerenciamento de Segurança e uma área que vem evoluindo muito nos últimos tempos. Tecnicamente, o gerenciamento de segurança diz respeito ao uso do gerenciamento de redes para monitorar e controlar mecanismos de segurança. Os mecanismos de controle de acesso aos sistemas computacionais que trafegam nos circuitos de dados. Houve um crescimento da oferta de equipamentos disponíveis para a criptografia dos dados que trafegam nas redes: protocolos padronizados para interconexao de sistemas, o uso destes equipamentos e de suas funções de segurança tornou-se indispensável para manter sigilo das informações nas redes, a característica destes equipamentos e a troca periódica e automática das chaves dos algoritmos de criptografia, o gerenciamento de segurança só pode ser seguro se os protocolos que o gerenciam não estiverem comprometidos e torna-los seguros. Gerenciamento de redes adveio, por exemplo, de falhas, de trabalhos rotineiros executados por operadores de rede, gerenciamento de configuração, decidem qual o melhor meio de interligar um novo usuário a rede. Através da análise de dados de trafego das redes, o sistema sugere alterações que visam otimar os custos das redes. O gerenciamento de redes esta disponível pelo emprego de ferramentas e aplicativos proprietários. Utilizam-se: advindas de diferentes fornecedores que se comunicam-se entre si, aumentando os custos e a eficiência do gerenciamento de redes. Uma forma de resolver o problema: deixando praticamente de lado os outros componentes global do usuário, e a adoção de APIs . A utilização de APIs: gerenciamento de rede proprietários as suas necessidades. A adoção de APIs, permite, que cada usuário crie seus sistemas de gerenciamento.

esforço de desenvolvimento de APIs e enorme, implica o desenvolvimento de uma nova API. Estão sempre relacionadas ao componente de menor capacidade em fornecer dados. Muitos fornecedores desenvolveram aplicações baseadas em padrões de facto de mercado. Foram propostos os padrões do modelo OSI. O objetivo destes padrões e o de possibilitar o desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de redes de computadores e sistemas de gerenciamento de redes de computadores e sistemas de computação, de diferentes fornecedores, que interrompem entre si.

2.Gerenciamento OSI

Conceitos

OSI e a organizada com base na definição dos conceitos de gerente,

na identificação das área funcionas de gerenciamento OSI e na descrição do modelo de gerenciamento OSI e na descrição do modelo de gerenciamento OSI.

Gerentes, Agentes e Objetos Gerenciados

ambiente de gerenciamento OSI inclui os conceitos de gerente. Um gerente pode obter informações atualizadas sobre os objetos gerenciados e controla-los. Uma agente executa operações de gerenciamento sobre objetos gerenciados. Na concepção de gerenciamento OSI, um objeto gerenciado e a representação de um recurso que esta sujeito ao gerenciamento.

Os objetos gerenciados são definidos em termos de:

*os seus atributos ou propriedades;

*as operações a que podem ser submetidos;

*as notificações que podem emitir para informar sobre a ocorrência de eventos do gerenciamento;

*e suas relações com outros objetos gerenciados

O conjunto de objetos gerenciados dentro de um sistema constitui com, juntamente com seus atributos, a Base de Informação de Gerenciamento

áreas funcionando de gerenciamento OSI

Os requisitos do sistema de gerenciamento OSI, são classificados em cinco áreas funcionais: Gerenciamento de falhas, Gerenciamento de Configuração, Gerenciamento de Contabilização, Gerenciamento de Desempenho e Gerenciamento de Segurança.

O Gerenciamento de Falhas abrange a detecção de falhas, assim como o isolamento e a correção de operações anormais do ambiente OSI

O Gerenciamento de Contabilização inclui funções para informação aos usuários os custos ou recursos consumidos.

O Gerenciamento de Desempenho possibilita a avaliação do comportamento de recursos no ambiente OSI, assim como o calculo da eficiência das atividades de comunicação.

O Gerenciamento de Segurança da apoio a aplicação de políticas de segurança.

Modelo de Gerenciamento OSI

Há três tipos de gerenciamento: gerenciamento de sistemas, gerenciamento de camada e operação de camada.

E através do uso dos protocolos de gerenciamento de sistemas da camada de aplicação que se realiza o gerenciamento de sistemas.

O gerenciamento de camada e realizado sobre objetos relacionados com as atividades de comunicação da mesma camada.

A operação de camada gerencia uma única instancia de comunicação em uma camada. A MIB, guarda as informações transferidas ou modificadas pelo uso dos protocolos de gerenciamento OSI. O modelo de gerenciamento OSI proporciona uma interface, com cada uma das sete camadas. A interface especifica para cada camada e obtida através de Entidades de Gerenciamento de Camadas. A integração destas entidades a função de interface com o gerente e feita pela Entidade de Aplicação de Gerenciamento de Sistema. A SMAE providencia a interface entre as LMEs de um nó da rede com as LMEs de outro nó, através do Protocolo de Informação de Gerenciamento Comum.

2.2-) Componentes de Gerenciamento OSI

Duas ou mais entidades de aplicação de gerenciamento podem associar-se para prover uma instância de uma aplicação de gerenciamento distribuida.

A interações entre essas entidades são modeladas como operações de gerenciamento e notificações, sendo sendo que o sistema tem papel de gerente, solicitando operações de gerenciamento, e o outro sistema tem o papel de agente, executando essas operações e emitindo notificações. Há dois aspectos de suporte à comunicação necessário às operações:

a-) o suporte para transferência de pedidos de operações de gerenciamentos e notificações entre MIS-Users;

b-) o suporte para controle de acesso aos objetos gerenciados e para disseminação de informação de notificação.

Um pedido de operação que chega ao sistema gerenciado é refeitado a menos que os mecanismos de controle permita ao gerente a realização da operação de gerenciamento sobre os objetos gerenciados específicos. A disseminação das notificações é feito pelo sistema gerenciado sempre que alguma informação seja difundida acerca dos seus objetos gerenciados.

2.2.1-) Aspectos de Comunicações OSI

A comunicação entre sistemas abertos gerenciados é realizada através do uso de protocolos OSI. O serviço geral de gerenciamento OSI é o CMIS (Common Management Information Service). Os Mis-Users podem usar outros serviços como: o Serviço de Transferência, Acesso e Gerenciamento de Arquivos (FTAM), que suportam ou não a distinção entre os papéis de gerente e agente.

A entidade de gerenciamento de sistemas (SMAE) consiste no elemento de serviço de Aplicação de Gerenciamento de Sistemas (SMASE), do Elemento de Serviço de Controle de Associação (ACSE) e em outros Elementos de Serviço de Aplicação (ASEs), conforme descrito a seguir.

O SMASE define a semântica sintaxe abstrata da informação transferida nas unidades de Dados de Protocolo de Aplicação de Gerenciamento (MAPDUs), e especifica também a informação de gerenciamento a ser trocada entre SMAEs.

O serviço de comunicação usado pelo SMASE podem ser prestados pelo Elemento de Serviço de Informação de Gerenciamento Comum (CMISE) ou por outros ASEs, como o de FTAM e o de Processamento de Transações (TP). O uso do CMISE implica na presença do Elemento de Serviços de Operações Remotas (ROSE). O CMISE especifica os serviços e os procedimentos usados para a transferência das Unidades de Dados de Protocolos de Informação de Gerenciamento Comum (CMIPDUs) e provê um meio de troca de informações para as operações de gerenciamento.

Dois SMAEs estabelecem uma associação acertando um contexto de aplicação que identifica o conhecimento inicial de gerenciamento compartilhado para aquela associação, incluindo os vários ASEs usados.

2.2.2-) Conhecimento de Gerenciamento

As informações que necessitam ser compartilhadas entre os SMAEs para fins de gerenciamento denominam-se genericamente de conhecimento de gerenciamento compartilhado (SMK). Este conhecimento de gerenciamento inclui:

o protocolo utilizado;

as funções e unidades funcionais importadas;

as informações sobre os objetos gerenciados;

as restrições na funções suportadas e relações entre estas funções e os objetos gerenciados.

O conhecimento de gerenciamento pode ser estabelecido a qualquer momento, especificamente:

antes de a associação ser estabelecida;

durante a fase de estabelecimento da associação;

subseqüentemente, durante o tempo de vida da associação.

No estabelecimento da associação pode-se definir ou alterar o conhecimento de gerenciamento.

2.2.3-) Domínios Gerenciais

O ambiente de gerenciamento OSI pode ser organizado considerando os seguintes critérios :

particionar o ambiente de gerenciamento OSI baseado em um propósito funcional (falha, segurança, contabilização, desempenho ou configuração) ou em propósito de gerenciamento (estrutura geográfica, tecnológica ou organizacional);

designar temporariamente e modificar os papéis de gerente e agente para cada um dos propósitos, dentro de cada conjunto de objetos gerenciados;

efetuar formas de controle de um modo consistente. Quando os objetos gerenciados estão organizados em conjuntos para cumprir as exigências anteriores, esses conjuntos são denominados Dominios Gerenciais.

2.3-) Fluxo de Dados de Gerenciamentos

O gerenciamento de uma rede implica a troca de dados entre os seus elementos, quer pela necessidade de reunir dados recolhidos em diferentes localidades para comparação e análise conjunta, quer pela inadequação para apresentação de dados dos equipamentos que os coletam.

É descrita a comunicação entre elementos gerenciados no papel de agente e os objetos gerenciados. Esta comunicação é apresentada como um conjunto de operações abstratas sobre objetos e sua implementação física está fora do escopo do modelo OSI. Em seguida descreve-se a comunicação entre um modelo gerenciador no papel de agente e um de gerente. Esta comunicação utiliza o protocolo CMIP.

O fluxo de dados de gerenciamento compreende basicamente as seguintes etapas:

a) Uma aplicação executada no sistema gerenciador (papel de gerente) invoca o ASE CMISE solicitando a execução de uma operação de gerenciamento. No caso mais comum, esta solicitação é realizada por um elemento de serviço de aplicação de gerenciamento de sistema (SMASE).

b) O ASE CMISE monta a respectiva mensagem e, uma vez estabelecida a associação de aplicação, solicita a execução de uma operação remota através do ASE ROSE. A mensagem CMIP a ser transmitida corresponde a um dos parâmetros de operação.

c) O ASE ROSE monta uma mensagem e transmite-a pela rede OSI, utilizando o serviço da camada de apresentação.

d) O ASE CMIP remoto desmonta a mensagem recebida e executa a operação solicitada sobre os objetos gerenciados.

Dentro de um sistema agente encontram-se elementos que são do interesse de uma aplicação de gerenciamento como: estado de acessos físicos, tabelas de controle de conexões, número de pacotes transmitidos e recebidos entre outros.

As características dos objetos gerenciados são representadas por meio de atributos. Assim, um objeto que representa um circuito de comunicação pode ter como atributos os endereços das localidades de início e fim da linha, a taxa de transmissão de bits e o tipo de protocolo utilizado.

As normas ISO de gerenciamento não definem os objetos gerenciados de um dado sistema, definem o conjunto de operações que podem ser realizadas sobre os objetos, independentemente do que representem.

Os objetos gerenciados, por outro lado, podem ser definidos de forma a gerar notificações, sempre que um particular evento, ou combinações de eventos, correr.

As operações realizadas nos objetos podem se referir-se aos atributos dos objetos ou ao objeto como um todo. As operações do primeiro tipo são:

a) Get-attribute-value: retorna o valor de um atributo, ou de uma lista de atributos, conforme solicitado.

b) Replace-attribute-value: substitui o valor de atributos especificados por valores fornecidos.

c) Set: substitui o valor de atributos with-default-value: por valores default especificados quando da definição dos objetos.

d) Add-member: é utilizada no caso de atributos cujos valores são definidos como conjunto, permite acrescentar novos elementos a esse conjunto. Como por exemplo, seja o objeto gerenciado o canal lógico dentro de circuito RENPAC, do qual um atributo é o número do canal lógico cujos valores são os números permitidos para o estabelecimento de conexão. A operação Add-member permite acrescentar novos números de canais lógicos a esses atributo.

e) Remove-member: é capaz de retirar elementos de atributos cujos valores são definidos como conjuntos.

Na categoria de operações que se aplicam a objetos como um todo, há:

a) Create: cria e inicia os valores dos atributos de um objeto. Para que um objeto possa ter criado, ele deve ser identificado como pertencente a uma classe previamente definida.

b) Delete: destrói um objeto particular, isto é, o valor de seus atributos são removidos. Os efeitos desta operação sobre os elementos físicos que correspondem aos objetos gerenciados são localmente especificado.

c) Action: solicita ao objeto gerenciado que realize uma ação especificada e informe os seus resultados.

Estas operações são definidas de maneira abstrata, de forma análoga as primitivasde serviços trocadas entre as camadas do modelo OSI. Isto é possível porque o originador de comandos (um elemento gerenciador no papel de agente) e os objetos gerenciados encontram-se num mesmo ambiente local, estando o detalhamento da sua comunicação fora do escopo OSI.

A aplicação de gerenciamento, no papel de agente, não atua isoladamente. Ela necessita receber comandos (e encaminhar respostas) e enviar notificações a uma entidade cumprindo o papel de gerente.

Esta troca de informações permite aos processos de gerenciamento da rede receber informações de controle e exerce controle sobre entidades remotas. Estas entidades que originam informações ou que remotamente controladas podem representar:

entidades de aplicação de gerenciamento de sistemas (SMAE);

entidade de gerenciamento de camadas (LME);

entidade de comunicação das camadas (LE).

Esta entidade representam as três áreas de aplicação do gerenciamento OSI: a primeira é especificada dentro das normas de gerenciamento, as outras duas são definidas pelas normas que padronizam as respectivamentes camadas.

Entidades de Gerenciamento de camadas comunicam-se por meio de um protocolo de gerenciamento de camada, transportando informações à camada em apreço. Elementos reais de um sistema aberto, que não implementam as sete camadas do modelo OSI, podem transmitir e receber informações de gerenciamento através desses protocolos. Não necessidade que todas as camadas possuam protocolos. Um exemplo desse protocolo é o subprotocolo de gerenciamento de conexões de transportes definidos em [ISO8073AD1].

As entidades de operações das camadas também podem transportar informações de gerenciamento embutidas nos próprios protocolos das camadas. Estas informações são específicas de uma dada instância de comunicação.

O gerenciamento de sistemas pode coletar informações das diversas camadas e transmiti-las a outros sistemas que posuam as sete camadas do modelo.

O protocolo utilizado para troca de dados entre as entidades de gerenciamento é o CMIP [ISO9596]. Este utiliza os elementos de serviço ACSE e ROSE para sua comunicação. Assim o comando SET é implementado por meio de uma chamada de procedimento remoto, com código local 4 e com um único argumento correspondendo ao parâmetro referenciado. A definição desse procedimento é apresentado a seguir:

M_Set OPERATION

ARGUMENT Set Argument

: : = Local Value 4

O parâmetro "Set Argument" a uma seqüencia de linguagem ASN.1 Abstrct Syntax Notation.1) cujos subparâmetros especificam os requisitos de controle de acesso, os filtros utilizados, o objeto a ser manipulado, os atributos alterados, e assim por diante.

3-) Comparação Entre as Arquiteturas de Gerenciamento OSI e Internet

O primeiro passo para a implementação de um sistema de gerenciamento de redes é a análise da arquitetura da rede de comunicação existente e a seleção de um modelo de gerenciamento. Dentre as opções, dois modelos se destacam: o modelo de gerenciamento OSI, que utiliza CMIP e o modelo internet que utiliza o objetivo: transferir informações entre sistemas de gerenciamento de rede, dando condições ao gerente da rede de atuar sobre os recursos gerenciados, recuperar informações e identificar problemas. As diferenças entre os dois são: à filosofia de acesso aos dados, à funcionalidade, à complexidade, ao desempenho, ao suporte de comunicação requerido e disponibilidade de produtos.

O CMIP baseia-se em um modelo orientado à conexão, enquanto o SNMP opera do modo de acesso sem conexão.

Há duas questões principais relativas a comparação entre CMIP e SNMP. A primeira é que o SNMP fornece um gerenciamento de rede que atua como um protótipo para o CMIP. A outra é que o CMIP foi projetado considerando um nível muito maior de detalhe e capacidade. O CMIP e o SNMP possuem comandos que permitem ao usuário requisitar informações de seus objetos ou agir sobre eles. O CMIP possui um conjunto muito maior de comandos, proporcionando melhor qualidade de informação do que aquela contida aquela contida na base de dados projetada para o SNMP.

As diferenças podem ser resumidas da seguinte maneira:

Filosofia de aquisição de informações de gerenciamento: o SNMP trabalha por polling. Adicionalmente, é definido o mecanismo de TRAP, por meio do qual um recurso informa ao gerente que precisa ser submetido ao polling [SCHNAIDT90]. No CMIP, utiliza-se tanto a técnica de polling quanto a técnica de informações sobre mudanças do seus status ao gerente, sem haver necessidade de realizar operações de polling a posteriori.

Funcionalidade: o CMIP apresenta mais capacidade e facilidade do que o SNMP, pois possuem operações que possibilitam criar e eliminar objetos dinamicamente (CREATE e DELETE).

Tamanho e desempenho: uma implementação SNMP tende a ser mais rápida e menor que o CMIP, que requer mais processamento e memória. Esta consideração é decorrente da filosofia de aquisição de informações de gerenciamento.

Protocolos de transporte: como mecanismo de transporte de dados, o SNMP requer apenas um serviço simples de datagrama, enquanto o CMIP exuge um serço confiável, tal como TCP ou OSI.

Padrões e testes: o CMIP é um padrão internacional de jure definido pela ISO, isto significa que os fabricantes podem testar suas implementações através de testes como conformidade e de interoperabilidade. Em contrastes, o SNMP não é um padrão internacional de jure, embora o seja de facto, e os fabricantes verificam sua implementações somente através de testes de interoperabilidade.

O que se conclui é que existem áreas de atuação bem definidas. Embora exista uma quantidade considerável de produtos baseados no SNMP, estes produtos devem ser integrados no futuro, o que é possível através por meio da adoção dos padrões OSI.

4-) Considerações finais

O ambiente do gerenciamentode redes OSI define os conceitos de gerente, agente e objeto gerenciado. Um gerente obtem informações atualizadas de seus objetos gerenciados e exerce controles sobre seus atributos através de operações de gerenciamento sobre os agentes ou através de notificações enviadas pelos objetos gerenciadas por meio dos próprios agentes. As áreas funcionais de gerenciamento OSI abrangem:

Gerenciamentode Falhas

Gerenciamento de Configuração

Gerenciamento de Contabilização

Gerenciamento de Desempenho

Gerenciamento de Segurança

O modolo de gerenciamento OSI subdivide-se, em relação à sua estrutura em: gerenciamento de sistemas que exige funções de apoio em todas as setes camadas de modelo OSI e o gerenciamento de camadas que é feito através do uso de protocolos especiais, assim como de funções de de apoios internas à camada, sendo independentemente de protocolos de gerenciamento das outras camadas.

O MIB guarda informações transferidas ou modificadas pelo uso de protocolos de gerenciamento OSI. Tais informações podem ser fornecidas por agentes admistrativos locais ou remotos. As operações efetuadas sobre objetos gerenciados são definidos de maneira abstrata e seu detalhamento está fora do escopo OSI, uma vez que os agentes e os objetos encontram-se num mesmo ambiente local. Para a troca de informações de gerenciamento entre sistemas remotos, é necessária a definição de um protocolo.

Pode-se concluir que o desenvolvimento de sistemas de gerenciamento capazes de realizar a integração de diversos subsistemas já constitui uma preocupação para os grandes fabricantes, e a solução adotada tem sido desenvolvimento de sistemas em conformidade com os padrões OSI.

Dentre os modelos OSI estabelecidos destacamos o modelo TP4. Ele opera em redes confiáveis e necessita utilizar um mecanismode controle de erros que baseia-se na retransmissão de mensagens não reconhecidas durante um intervalo de temporização. Um efeito colateral nesse mecanismo baseado em retransmissões, é a duplicação de mensagens que pode acontecer devido a perda de mensagens com reconhecimento ou um atraso muito grande.

Os pacotes enviados são numerados seqüencialmente para a detecção de perda, duplicação ou recebimento fora de ordem.

O receptor utiliza essa seqüência para ordenar os pacotes recebidos. Os pacotes recebidos fora de ordem é armazenado até que chequem os pacotes atrasados. Quando estão em ordem os pacotes são entregues aos usuários de camada de transporte.

Quando transmite um pacote, a entidade de transporte, dispara um temporizador e retransmite o pacote se, após decorrido um intervalo de tempo, e seu reconhecimento não chegar.

NetBIOS

BIOS, Basic Input Output System (Sistema básico de entrada e saÌda), È a parte do DOS que define as chamadas E/S que as aplicações usam para requerir os serviços de E/S do DOS. NetBIOS expande esses serviços para uma rede.

Originalmente, o NetBIOS foi implantado em uma ROM num cartão Sytek de interface da rede como um protocolo monolÌticoque pegava dados de todos os caminhos da aplicação para a rede fÌsica. Hoje, NetBIOS È um application program interface (API) que define como um aplicativo deve requerer os serviços da rede. IBM e Microsoft tem adicionado ¦ definição basica de NetBIOS durante anos para produzir a vers"o atual de NetBIOS Extended User Interface (NetBEUI).

"NetBIOS" È mais do que um termo genérico. Não é somente usado para se referir ¦ uma API. frequentemente usado para se referir a qualquer rede que use NetBIOS.

NetBIOS requer muito pouca memória e é executado em qualquer tipo de equipamento PC, até mesmo os mais velhos. um rápido protocolo adequado para pequenas redes LAN, logo, só é adequado para aplicativos LAN. NetBIOS não pode ser usado por si só para uma WAN ou uma rede muito grande por ser um protocolo "não-roteado", e depende de um meio de transmissão. O que essas duas coisas significam?

não-roteado

O protocolo não pode ser passado por roteadores. Pacotes NetBIOS só podem ser passados em uma simples rede fÌsica. Não há protocolo de roteação ou estrutura de endereço independente. Depende completamente do endereço fÌsico na rede, que a limita a uma simples rede fÌsica.

meio de transmissão

NetBIOS depende de uma rede que suporte uma camada fÌsica de transmissão. Não pode ser usado em linhas seriais, redes ponto-a-ponto, ou construções internas de redes similares.

Os prós e os contras do NetBIOS faz dele um excelente protocolo para pequenas, isoladas LANs e inapropriado para grndes redes de empresas. A Microsoft resolveu esse problema fornecendo uma solução para redes empresariais com a introduÁao do TCP/IP no Windows NT e Windows 95, e o fazendo disponÌvel gratuitamente para o Windows para Workgroups.

NetBIOS over TCP/IP

NetBIOS foi transformado de um protocolo monolítico para um linear. Essa mudança causa confusão onde o termo "NetBIOS" È usado algumas vezes para se referir ao protocolo inteiro, e outras para se referir ¦ interface de aplicaÁes. Mas o efeito real dessa mudanÁa È que na forma atual como uma interface de aplicaÁes, NetBIOS não È dependente do protocolo NBF. NetBIOS pode rodar sobre um conjunto de diferentes protocolos de rede, incluindo TCP/IP. A instalação do TCP/IP não elimina a utilidade das aplicações baseadas em NetBIOS. Pelo contrário, ele capacita o uso de aplicações da Internet e possibilita a execução de aplicações NetBIOS em grandes redes mesmo com roteadores. Ele faz isso encapsulando as mensagens NetBIOS com datagramas TCP/IP. O protocolo que faz isso È o NetBIOS over TCP/IP (NBT).

NetBIOS over TCP/IP é um protocolo padrão definido em RFCs 1001 e 1002, e as versões da Microsoft de NBT s"o baseadas nesses RFCs. Microsoft não é a única empresa que suporta NetBIOS over TCP/IP: Muitas empresas oferecem NBT para sistemas DOS.

O protocolo NBT da Microsoft È baseada na arquitetura b-node definida nas RFCs. Um b-node (broadcast node ou nó de transmissão) É um nó final que usa transmisses de mensagens para registrar seu nome e para solicitar os nomes de outros sistemas na rede. Num modelo b-node, só há necessidade de transmisses para os nomes, e as outras mensagens são endereçadas diretamente para o hospedeiro remoto. Portanto, transmisses são somente necessárias para nomes que não podem ser resolvidos de outra maneira. NBT também usa um cache de nomes para aumentar a performance. O cache de nomes fornece informaçes sobre computadores que não respondem a uma transmissão. Esses são computadores localizados fora da área de transmissão, incluindo computadores localizados atrás de roteadores ou em ligações não-transmissoras. Transmisses continuam a serem usadas para localizar computadores, e não necessitar de uma entrada no arquivo LMHOSTS. Cada sistema ajuda o outro a fazer um bom trabalho.

TCP/IP para Windows NT

Windows NT é designado para ser um ambiente operacional orientado para sistemas em rede. Ele pede para voce configurar o adaptador e o software de rede durante a instalação inicial do sistema operacional. Esteja preparado com a informação de configuração básicaantes de inciar a instalação.Você deve saber:

* Informação do cartão adaptador. O montante de informação requerida varia entre diferentes tipos de cartão, mas voce deverá estar preparado para informar o fabricante do cartão e o modelo, o número IRQ, o endereÁo base I/O e o endereÁo da ROM;

'* O software de rede que você deseja utilizar. O NT inclui diversos pacotes de redes diferentes. Por padrão, o NT instala NetBEUI, mas é

* As informaÁes de configuraÁ"o especÌficas do TCP/IP. Essas s"o todas as coisas que você deve estar familiarizado: endereço IP, hostname, domain name, gateway padrão, e a lista de nomes dos servidores;

* As informações especÌficas do NetBIOS, como: nome do workgroup, o scope ID, e a localização que o arquivo LMHOSTS deve ser importado.

Se você não sabe as respostas para todas essas questes, voce pode continuar com a instalacao e corrigir os valores depois. Se o seu sistema não está conectado em nenhuma rede, È possível pular esta instalação inteira. O sistema vai inicializar corretamente, e a rede pode ser adicionada depois. Se o seu sistema está ligado em uma rede, o NT detecta o adaptador, pede qualquer par,metro de configuração necessário, e instala NetBEUI. O TCP/IP È geralmente adicionado depois.

Compartilhamento de arquivos

Compartilhamento de arquivos e impressoras são o coração de uma rede local. Todo sistema LAN inclui uma facilidade de prover esses serviços, e os sistemas de rede Microsoft não são exceçao. Compartilhamento de arquivos È integrado diretamente no File Manager do Windows. Trabalhando com o File Manager mostra algumas das forças e limitações de trabalhar com aplicações NetBIOS com o TCP/IP.No jargão do File Manager, oferecer um diretório local para outros È chamado "compartilhamento de diretórios".Isso È equivalente a expotar um diretório sob NFS.

Windows for workgroups oferece apenas dois tipos de acesso a diretório compartilhado: Read-only e Full. Essas permisses aplicam-se ao diretório compartilhado inteiro. Acesso tipo Read-only permite ao usuário ler qualquer arquivo no diretório e o acesso Full permite ao usuário ler, escrever e apagar arquivos. Acesso È controlado por senhas. Se nenhuma senha È definida na janela Password, qualquer um no scope ID pode acessar. Coloque uma senha para cada tipo de acesso (Read-only e Full) e clique o botão "Depends on Password" para possibilitar ao usuário um tipo de acesso, dependendo da senha digitada.

Ajustando permisses no Windows NT È substancialmente diferente. O NT entende o conceito de grupos de usuários, e permisses diferentes para grupos de usuários diferentes. O NT tambÈm oferece uma maior variedade de permisses de diretórios compartilhados que o Windows for Workgroups. Existem quatro permisses oferecidas para diretórios compartilhados:

No Access

Não permite qualquer forma de acesso.

Read

Permite ao usuário remoto listar o diretório, ler os arquivos e executá-los do diretÛrio.

Change

Permite tudo do Read, alÈm de permitir o usuário escrever arquivos no diretório e criar e delatar sub-diretÛrios.

Full Control

Permite tudo da opção Change, alÈm de adicionar algumas permisses que são especificas do NT. O NT permite três sistemas de arquivos diferentes: Arquivos FAT que são compativeis com DOS, Windows e WfW; Arquivos de sistema de alta performance (HPFS) que são compatíveis com OS/2; e arquivos NTFS, que são nativos do NT. Full Control permite o usuário remoto ajustar permissões de arquivos e diretórios. Para arquivos FAT, as permisses Change e Full Control são equivalentes. Oferecer um diretório compartilhado È a parte dificil, pois deve-se ser cuidadoso com segurança.Usar um diretório compartilhado È facil.

Compartilhamento de impressora

No NT, o Print Manager não precisa ser executado a partir da janela Start up, e não È necessário que cada cliente tenha que instalar o driver de impressora localmente. Compartilhar impressora requer que o servidor esteja sendo executado. O servidor È instalado por padrão quando o NT instala NetBEUI.

TCP/IP

Introdução

A Internet é a mais bem sucedida aplicação prática do concito de Internetworking, que consiste em conectividade de redes de tecnologias distintas; essaa conectividade foi conseguida pelo uso do conjunto de protocolos conhecido como TCI/IP Protocol Suite, ou

simplesmente TCP/IP.

E' praticamente impossivel falar do protocólo TCP/IP sem citar a Internet; o TCP/IP foi resultado de uma pesquisa financiada pela Darpa(Defense Advanced Research Projects Agency). Inicialmente foi usado para conectar ARPANET, PRNET e SATNET. Oficialmente é chamado de TCP/IP Internet Protocol Suite ou Arquitetura Internet.

O TCP/IP (nome derivados de seus protocolos principais, Transmission Control Protocol /Internet Protocol) executa essa conectividade a nível de rede, o que permite a cominicação

entre aplicações em computadores de redes distintas sem a necessidade de conhecimento da topologia envolvida nesse processo.

Uma outra característica importante do TCP/IP é a flexibilidade de adaptação às tecnologias de redes existentes e futuras, possível porque o TCP/IP foi concebido de forma independente das tecnologias de redes.

A conexão entre redes na Internet pode ser feita de forma transparente aos protocolos do TCP/IP, via repeters, hubs, bridges e switches, ou com a intervenção do protocolo IP; neste

caso os equipamentos que executam a conexão baseiam-se nesse protocolo para o encaminhamento de informações através das redes envolvidas , e por isso são denominados como Roteadores IP.

O TCP/IP tornou-se um padrão para comunicação de dados.

TCP/IP-Camadas

De acordo com a camada da arquitetura TCP/IP que se observa, temos acessos a informações de diferentes tipos:

·Camada de Interface(enlace):O cabeçalho de cada quadro tem os endereços de origem e destino de nível físico, além de outras informações também dependentes do meio físico.

Essa camada representa a interface entre o software da rede e os elementos da rede, isso corresponderia às camadas físicas e de enlace do modelo OSI.

·Camada de Rede: No cabeçalho IP temos os endereços de origem e destino, cada um deles referindo-se a uma máquina na rede a nível global, entre outras informações,isto é, esta camada é responsavel pela entrega de dados desde a estação de origem até a estação de destino. Também fornece funções necessárias para interconectar redes e gateways formando um sistema coerente.

·Camada de Transporte:O responsavel por esta camada é o protocolo TCP. E responsavel pela comunicação FIM-A-FIM. No caso de serviços orientados à conexão, fornece confiabilidade e controle de tráfego através da Internet.

·Camada Superior: Esta camada é realizada por um aplicativo específico para uma aplicação da Internet , por exemplo correio eletrônico, www, transferencia de arquivos(FTP),etc...

Um ponto forte do protocólo TCP/IP é sua capacidade de monitoração de tráfego ; tendo acesso aos dados da camada IP e TCP podemos saber oque gerou o tráfego , assim facilitando a instalação de servidores p/ optimizar a determinada função.

Domínios Gerenciáveis

Domínio: par de conjuntos de elementos de rede entre os quais se quer monitorar o tráfego.

Comunicação Virtual entre as camadas

As camadas de protocolos são projetadas de tal forma que a camada n do destino receba exatamente o mesmo objeto enviado pela camada n da fonte

Modelo de Rede TCP/IP com protocolos Associados

Relação do modelo OSI com TCP/IP e IPX/SPX

OSI TCP/IP IPX/SPX

Aplicação

Apresentação

Sessão

Transporte TCP SPX

Rede IP IPX

Enlace

Física

Protocolo IPX/SPX

Os protocolos IPX/SPX baseiam-se em protocolos que fazem parte da pilha de protocolos XNS(Xorox Network System) desenvolvida pela Xerox.

O Protocolo IPX(Internet Packet eXchange) é o protocolo usado pela Novell para o nível de rede.O IPX fornece um serviço datagrama não-confiável a seus usuários(Normalmente o SPX),isto é, seus pacotes são transmitidos sem que seja necessário estabelecer conexões e não são reconhecidos pelo destinatário.

Os endereços IPX são fornecidos por três componentes: o endereço da rede onde está conectada a estação, o endereço da estação na rede e o endereço de uma porta que identifica o processo que está executando na estação que enviou ou que irá receber o pacote.O IPX implementa um esquema de roteamento interredes(todas elas usando IPX),baseado em tabelas de rotas localizadas nos gateways.

O SPX(Sequence Packet Protocol)é o protocolo usado pela Novell para o nível de transporte do RM-OSI(Reference Model for Open System Interconnections). O SPX implementa um serviço de circuito virtual, ou seja, mecanismos de controle de erro, de fluxo e seqüeciação.

Bibliografia:

Gerenciamento de Redes

Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores

Networking information processing system

Aula sobre Internet http://www.oocities.org/CollegePark/8690/index.htm

Space thal

http://www.oocities.org/SiliconValley/Lakes/1763