HARRY
POTTER E O A ALIANÇA SANGRENTA
Aline
Carneiro
CAPÍTULO 11 - APENAS UMA NOITE
Quando as companheiras de quarto de Willy deram por sua falta na manhã seguinte, houve uma gritaria geral, pânico generalizado. Foi preciso que Snape interviesse e perguntasse às garotas o que afinal acontecera. Nenhuma delas havia visto Willy sair, elas estavam apavoradas achando que o vampiro havia entrado no quarto.
Então
Snape disse-lhes:
-
Vampiros não podem entrar neste castelo, suas imbecis! - e saiu, secretamente
preocupado para procurar Dumbledore.
Dumbledore
chamou Harry e Sirius. Harry vinha arrasado, como se um peso de meia tonelada
houvesse sido depositado em seus ombros.
-
Não sei como, mas Willy saiu do castelo durante a noite. Provavelmente
Caius conseguiu hipnotizá-la a distância, mas ela não pode
ter saído por nenhuma das portas. Harry, eu sei que você tem um
mapa, cuja co-autoria pode ser creditada a Sirius, que mostra passagens para
se sair de Hogwarts... você por acaso mostrou a Willy
alguma vez este mapa?
-
Não professor, nunca... eu conheço Willy bem o suficiente para
saber que ela não deve se aproximar desse tipo de coisa.
Dumbledore
então suspirou fundo e disse a Harry que eles procurariam Willy, as aulas
da manhã foram suspensas e os professores deram buscas pelas salas. A
Professora Minerva foi quem achou a capa de Willy caída na sala de transformação.
Viu também o armário aberto e olhou lá dentro, a chave
daquele armário estava sumida há alguns anos. Ela empurrou o fundo
do armário e viu que era falso, e viu a descida. Correu para chamar Dumbledore.
Harry olhou o mapa do maroto e viu que aquela era uma das passagens secretas
que Filch conhecia, marcadas no mapa. Ele procurou a dica para abrir a passagem,
que era: "basta girar a maçaneta olhando para o lado oposto que
ela se abre".
-
Como Caius pôde saber disso?
- Harry, - Sirius disse preocupado - quando nós fizemos o mapa do maroto eu usei muitas dicas que meu irmão havia me dado... ele esteve aqui antes de mim. Ele conhecia essa passagem. Provavelmente ele fez Willy ficar em pânico e ao procurar a porta para sair da sala ela caiu na passagem. - Sirius olhava para o armário. Sem dizer nada, atirou-se lá dentro, Harry o seguiu. Deslizaram alguns minutos então uma luz no fim do pequeno túnel apareceu. Caíram de um buraco a cerca de dois metros do chão, estavam numa pequena colina. Ao longe, podiam ver o castelo, haviam saído centenas de metros à frente, num lugar entre o lago de Hogwarts e a Floresta proibida. No chão, havia um envelope prateado, escrito com letras vermelhas, numa elegante caligrafia.
"Ao Sr Sirius Black"
Sirius abriu o envelope e leu a mensagem:
"Meu
Irmão, você tem algo que quero, eu tenho algo que você quer.
Encontre-me na orla da floresta ao anoitecer e fazemos a troca. Leve Harry Potter.
Nem pense em aparecer armado
Não negocio, espero apenas uma noite.
Caius"
Sirius
passou o bilhete a Harry.
-
Não temos escolha, Harry. Precisamos salvar Willy.
Harry
encarou o padrinho sério. Não estava disposto a perder Willy para
os vampiros. Retornaram ao castelo rapidamente e mostraram o bilhete a Dumbledore.
Ele concordou que não havia outro jeito, eles depois poderiam tentar
escapar, mas Willy estava totalmente indefesa. Resolveram então esperar
a noite. Sirius pediu apenas uma coisa a Harry:
- Harry, lembra-se do anel que eu te dei? Traga ele para mim, eu preciso usá-lo - Harry correu em seu quarto e tirou do malão o anel, era um anel largo, com uma pedra vermelha dentro da qual parecia mover-se um líquido.
Quando
o entregou a Sirius, embora o anel fosse mais largo que seus dedos, este se
fechou firmemente no dedo anular dele.
Durante
o dia, Atlantis, o pai de Willy, apareceu na escola, apavorado. Queria de qualquer
forma entrar na floresta e achar Willy. Dumbledore o proibiu. Nesse momento
John interviu:
-
Professor, eu acho que eu e ele podemos depois tentar seguir a trilha dos vampiros,
se ele pode se tornar um cavalo, e eu tenho sangue imune, temos mais possibilidades
que qualquer um outro. - enquanto Dumbledore concordava contrariado com o plano
de John e Atlantis, Hermione tinha uma idéia, estava entre Harry e Rony,
na sala comunal da Grifnória.
-
Harry, Eu sei de alguém que pode entrar durante o dia na floresta e que
pode nos ajudar a descobrir onde esconderam
Willy. - Arrastou os dois para o banheiro do terceiro andar e chamou alto:
-
Murta! Murta? Eu preciso falar com você. - na parede atrás de Harry
apareceu a cabeça branca e tristonha da fantasma. Ela olhava bem chateada
para Hermione:
-
O que você quer comigo?
-
Murta, você gosta de Willy? - Murta deu um sorriso.
-
Gosto. - pareceu preocupada - ela está bem?
-
Murta, ela foi seqüestrada por vampiros. - a fantasma arregalou os olhos
-
Eu tenho medo de vampiros!- Ia sumir parede a dentro quando Harry disse:
-
Que grande amiga você é, hein, Murta? O que vampiros podem te fazer?
Nada. Você já está bem morta, não vai ter medo de
morrer.
-
Isso é, mas como eu posso ajudar?
-
Murta, você conhece a floresta proibida?
-
Quando eu era... bem, antes de ser um fantasma eu nunca tinha entrado lá...
mas agora bem, eu conheço sim... não é um bom lugar, mesmo
para um fantasma... existem coisas lá... coisas que gritam...
-
Você sabe se existe algum lugar onde vampiros possam se esconder? - Murta
deu um olhara apavorado na direção de Hermione.
-
A Cripta!
-
Cripta?
-
É, um lugar horrível no meio da floresta... nem mesmo eu entro
lá...
-
Mas o que é?
-
O que é uma cripta, idiota? É um lugar cheio de túmulos,
debaixo da terra... dizem que o corpo do Barão Sangrento está
enterrado lá... mas nem ele vai lá... até ele tem medo.
-
Você sabe chegar lá?
-
Sei, mas eu não vou lá, não adianta pedir que eu não
vou!
-
Então, você vai ter que conviver com o remorso de ter transformado
Willy numa vampira por toda a eternidade...- Rony olhou-a de modo a deixá-la
bem culpada. Murta começou a chorar
-
Eu não quero que aconteça nada à Willy... ela é
minha amiga, mas eu tenho muito medo da Cripta...
-
Murta, será que você não faria isso por mim? - Harry olhou-a
suplicante. Ela finalmente concordou, e sumiu parede a dentro. Eles sentiam
agora algum alento, afinal de contas podiam descobrir o paradeiro dos vampiros
enquanto era dia e eles estavam vulneráveis.
Mas as horas foram se passando inexoravelmente, e a Murta não dava sinal de vida... Harry ia sentindo-se nervoso à medida em que o por de sol ia se aproximando... Enfim, anoiteceu e a Murta não voltou. Harry e Sirius despediram-se dos outros, Dumbledore e Hagrid, esperavam à porta do castelo. Na sala de transformação, Atlantis e John esperavam o sinal para sair e ir atrás deles. Na orla da floresta coberta de névoa um homem alto surgiu, trazendo Willy amarrada ao seu lado.
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