HARRY
POTTER E O A ALIANÇA SANGRENTA
Aline
Carneiro
CAPÍTULO 2- O DESMAIO
Em Hogwarts, do outro lado do oceano, Sirius dava a seus alunos do sexto ano
da Grifnória a última aula do programa sobre vampiros. Como de
hábito estava sentado em seu banco alto e tinha ao lado um espantalho
que servia de modelo para os alunos praticarem. Mas nesta aula ninguém
treinaria como matar vampiros. Era uma aula teórica:
-
Agora eu posso dizer que ensinei a vocês tudo que eu sei sobre como matar
um vampiro. Nunca é demais lembrar que dois vampiros nunca morrem da
mesma maneira... eles tanto podem pender a cabeça para o lado e morrer
serenamente, quanto explodir, levando tudo à sua volta junto. Tudo depende
do poder que este vampiro amealhou.. quanto mais poderoso, obviamente, mais
difícil será de matá-lo. E não pensem que a idade
de um vampiro conta. Embora eles atravessem séculos, alguns vampiros
jovens, com 10 a 20 anos de vampirizados podem ser tão poderosos quanto
outros bem mais velhos, porque vampiros são antes de tudo uma sociedade
secreta e organizada, onde as disputas de poder são constantes.
-
Eles têm entre eles uma hierarquia, que tem a ver com a capacidade de
conseguir "o alimento", não pensem vocês que vampiros
se alimentam do sangue que sugam... pensar isso é um erro muito comum.
Se fosse assim, eles simplesmente assaltariam os bancos de sangue dos trouxas.
O alimento para os vampiros é a vida. Quanto mais um vampiro mata, mais
poderoso ele se torna. Os neófitos, vampiros recém criados, são
os mais fáceis de se matar, pois além de não possuírem
muito conhecimento dos próprios poderes, são tão ansiosos
por sangue que se tornam presas muito fáceis. Além dos neófitos
temos ainda os escravos, os irmãos e os líderes. Eles se agrupam
em gangues, sem as quais lhes seria impossível sobreviver, portanto,
saibam que dificilmente ao encontrar um vampiro ele estará sozinho.
-
Finalmente, a informação mais importante: Nós não
caçamos vampiros.
Houve
um burburinho entre os alunos... como assim, não caçavam vampiros?
Para que então aprender como matá-los? Iriam deixar o mundo infestado
por eles?
-
Silêncio! - Sirius tinha o dom de fazer a turma ficar quieta com uma palavra
- Eu ensinei vocês a se defenderem deles porque vocês podem encontrá-los
em qualquer lugar, e precisam saber como os combater. Mas caçá-los
não é tarefa dos bruxos, porque existe outra sociedade, secreta
como a nossa, cujo atributo é caçá-los. E eu posso garantir
a vocês que eles conseguem caçar muitos, se não fossem por
eles, a humanidade já teria desaparecido.
-
Sirius, quem são "eles"? - Simas Finnigan estava ansioso pela
informação que não tinha a respeito do seu assunto predileto.
-
Vocês já devem ter ouvido falar de Drácula... - Sirius apontou
a varinha para o quadro e surgiu a figura de um homem de cabelos encaracolados
longos e ruivos, e olhos negros saltados - O velho Vlad, o empalador... ele
não foi o primeiro, mas foi um dos mais poderosos... viveu quase mil
anos na Romênia, até que, por mal de paixão, veio para Londres
atrás de uma jovem que vira numa fotografia... a bela Wilhemina - Harry
sentiu um arrepio, justo o mesmo nome de sua namorada? A figura no painel mudou
para uma jovem muito bonita - Ela era mais conhecida como Mina e tinha o rosto
muito parecido com o da mulher por quem Vlad se tornara um vampiro. O problema
foi que ele não veio só... junto com ele dezenas de vampiros invadiram
Londres.. os trouxas morriam como moscas nas mãos deles, e cada trouxa
que morria se tornava um vampiro. Londres tinha tido muito poucos vampiros até
então.
-
Havia um grupo, nascido há muito tempo atrás que controlava e
caçava os vampiros, era conhecido como "A Irmandade da Raposa".
Nessa época, um médico chefiava-os em Londres, seu nome era Van
Helsing. - apareceu no painel o retrato de um homem meio gordo, de pescoço
forte e sobrancelhas grossas - Até cem anos antes, a Irmandade também
caçava bruxos, mas depois que eles conheceram realmente nosso mundo,
passaram a nos respeitar e nos deixaram em paz. Van Helsing porém, vendo
como o avanço dos vampiros estava sendo rápido e perigoso, resolveu
fazer algo inédito. Pediu ajuda a um bruxo. - Sirius tocou o painel e
apareceu o retrato de um bruxo de cabelos e barbas negras, um olhar sério
e ameaçador - Thelonius Black, meu ancestral por parte de pai. Ele conhecia
Van Helsing e o ajudou a expulsar alguns vampiros e matar outros tantos. Drácula
voltou para sua terra, levando a moça, que seqüestrara. Van Helsing
foi até a Transilvânia, onde com mais alguns rapazes, deu cabo
de Vlad. Quando voltou a Londres, agradeceu a Thelonius, mas nenhum dos dois
sabia que quatro vampiros haviam escapado. Eles haviam embarcado em um navio,
o Andorra, para a América.
-
A América do Norte parecia ser o lugar ideal para vampiros: liberdade,
poucas perguntas, muito a construir... os vampiros tomaram a América
de assalto. A Irmandade transferiu sua sede para lá. Foi lá que
os vampiros começaram a se organizar em sociedades e clãs. - Harry
achou que Sirius estava omitindo alguma informação - e desde então,
a Irmandade da Raposa e os bruxos vê mantendo elos de colaboração,
nós os ajudamos a manter os vampiros sob controle, eles nos ajudam eventualmente
a combater bruxos das trevas.
-
Mais uma coisa: para alguns trouxas, os vampiros parecem fascinantes: não
morrem nem envelhecem, tem a força física de três ou mais
homens... mas para um bruxo, não há vantagem nenhuma em se tornar
vampiro. Um vampiro não morre porque já está morto... não
tem poder real nenhum, é apenas um instrumento das trevas. Não
se deixem jamais seduzir pelas histórias que eles contarem, porque se
vocês forem vampirizados perderão a maioria dos seus poderes de
bruxos e provavelmente serão escravizados.
A
turma ficou em silêncio. Sirius os encarou por um instante, então
disse:
-
É tudo. Até a próxima aula - Harry olhou para ele, pensando
se algum dia saberia o que era a maldição dos Black. Quando haviam
estado no passado, Rony testemunhara uma discussão entre Sheeba e Lúcio
Malfoy em que esse falara sobre uma maldição dos vampiros sobre
a família Black... Rony não se lembrava mais da conversa, mas
Harry podia lembrar-se perfeitamente.
Neste instante a profª. Minerva apareceu à porta chamando Sirius.
Disse algo em voz baixa a ele, que disparou pela porta. Sem saber direito porque,
Harry correu atrás dele, vendo que ele corria em direção
à ala hospitalar. Quando chegou lá, Sirius perguntou qualquer
coisa à madame Pomfrey, que estava estranhamente sorridente. Ela disse
a ele que entrasse, e Harry ficou do lado de fora sem entender nada. Dali a
instantes, madame Pomfrey saiu e Harry interpelou-a, perguntando o que havia
acontecido.
-
Nada demais, sua madrinha teve um desmaio.
-
O que ela tem? Está doente?
-
Não, ela não está doente... entre e pergunte, acho melhor
ela te contar.
Harry entrou na enfermaria, de olhos arregalados. Sirius estava abraçado
a Sheeba, que estava com a cabeça apoiada no peito dele, parecia chorar
- "Deve ser grave!" pensou Harry.
-
Sheeba... Sirius? - eles o olharam, estavam sorrindo, lágrimas ainda
escorriam pelo rosto de Sheeba. Sirius não deu a Harry tempo de dizer
nada:
-
Harry, eu vou ser pai! Sheeba vai ter um bebê!
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