HARRY
POTTER E O A ALIANÇA SANGRENTA
Aline
Carneiro
CAPÍTULO 5 - O DIA SEGUINTE
Pela manhã, em Hogwarts, Harry correu para Sirius assim que o viu, queria
contar-lhe o pesadelo. Sirius ouviu-o e o levou para sua sala. Trazia na mão
uma carta que chegara por uma coruja vinda de Nova Iorque.
-
Sirius, eu tive um sonho... - Sirius olhou-o sério. Suspirou fundo e
começou:
-
Você teve um sonho com Voldemort em que ele fazia um acordo com um vampiro
para pegar a você e a mim, não é isso?
-
Como você sabe?
-
Eu tive o mesmo sonho... precisamos falar com Dumbledore.
Na
sala de Dumbledore, Sirius contou-lhes tudo, inclusive sua recente "descoberta"
que Caius estava vivo e era um vampiro.
-
Sirius, eu não posso acreditar que durante todos estes anos você
não soubesse que seu irmão havia se tornado um vampiro...que o
seu pai não quisesse acreditar, eu entendo...
-
Dumbledore, quando saí de Hogwarts eu procurei me concentrar na nossa
guerra com Voldemort... era uma forma de esquecê-lo... quando John Van
Helsing me disse que ele era um vampiro, eu não acreditei... eu havia
ido ao enterro dele... acreditava ter visto seu corpo... eu era um menino, mas
me lembrava...
-
Seu pai transfigurou pedras num falso corpo, Sirius... ele nunca admitiu, mas
todos sabiam que era uma farsa.
-
Hoje eu sei. Depois, aconteceram tantas coisas... Azkaban, Harry... eu nunca
havia esquecido, mas procurava deixar no passado. Ontem, quando acordei do sonho
eu vi que eu não devia ter fugido... agora é tarde. Caius não
é apenas um vampiro... é um monsto.
-
Não se censure, Sirius, isso nunca havia acontecido antes, nem mesmo
eu poderia calcular que Voldemort pudesse se aliar a vampiros... os bruxos das
trevas sempre consideraram vampiros criaturas menores... o fato deles terem
sua briga secular com a Irmandade os afastava deles. Ninguém quer os
Van Helsing como inimigos.
-
Mas eles não vão vir atrás de mim... eles jamais conseguiriam
entrar em Hogwarts.
-
Sirius, eu sei disso... mas de qualquer forma, temos que nos prevenir.
-
Como?
-
Chame John Van Helsing.
-
Mas ele é um trouxa!
-
Sim, ele é um trouxa e trouxas nunca estiveram em Hogwarts. Mas ele também
é um especialista, e vai nos ajudar a combater vampiros se eles aparecerem...
a segurança de você e de Harry vale mais que qualquer coisa.O
ministério não vai gostar, mas eu dou um jeito. E Harry, quero
te dizer uma coisa.
-
Sim?
- Tente levar uma vida normal, não quero que você enxergue vampiros pelos cantos, está bem? O mesmo vale para você, Sirius.
-----
John
acabara de despertar em Nova Iorque. Olhou o relógio: seis horas da manhã.
Ele não dormira nem três horas, já inquieto pensando nos
resultados medonhos que poderiam sair da parceria entre um bruxo das trevas
e um bando de vampiros... Isso realmente nunca acontecera antes. Lembrou-se
de uma tarde, em Nova Iorque, há muito tempo atrás, quando ele
e Caius Black ainda eram amigos. Tinham ambos 19 anos.
-
John - Caius dizia - não acha que deveríamos matar todos eles,
nunca deixar que nenhum sobrevivesse?
-
Não é fácil assim Caius... eles se multiplicam com muita
facilidade e os membros da irmandade são poucos... há muito mais
de cem anos, nossos "tatataravós" acharam que haviam matado
todos, mas haviam sobrado quatro.
-
Eu sei... um deles era irmão do meu ancestral. Sabia disso?
-
Sabia... a sina do irmão traidor... Morpheus Black.
-
A maldição... meu pai acha que eles ainda pegarão Sirius...
ele diz que eu sou a parte boa e Sirius é a parte ruim.... Assim como
Thelonius era a parte boa e Morpheus era a parte ruim...
-
Não existe isso de parte ruim, cara. Às vezes eu penso, se o sangue
da minha família não simplesmente matasse o vampiro que o bebe,
eu teria uma boa turma de parentes vampiros, de tanto que eles nos odeiam...
e continuo achando uma loucura você ter vindo para cá...
-
Não posso deixar os negócios de meu pai abandonados...
-
Você é muito novo... e é bruxo pra caramba, para se enfiar
nesse comércio idiota...
-
Acho que na verdade meu pai quer me proteger de "você-sabe-quem"
-
Eu não sei quem nada, Caius... não é possível que
exista um sujeito assim tão perigoso... não entendo... vocês
perdem tempo demais com isso.
-
Você vai perder a sua vida toda matando vampiros... mesmo estando estudando
para ser médico.
-
Na minha família todos são médicos, advogados ou padres,
mas acabamos passando a maior parte da vida matando vampiros... é bom
que eles tenham medo de nós...
-
Eu me preocupo demais com meu irmão... Sirius é rebelde e complicado
desde que se entende por gente...
-
Ele só tem doze anos! Vocês não podem esperar que ele seja
um santo com vocês comentando que tem uma maldição pairando
sobre a cabeça dele...
-
Ninguém precisou comentar... ele descobriu. Quando meus tios foram pegos
então... dois de uma vez...
-
É, meu tio matou um de seus tios... o outro ainda está por aí.
Existem treze parentes seus vampirizados...
-
Mas vamos pegá-los, John, vamos pegá-los.
Na
verdade, eles pegaram Caius primeiro, ou melhor, Caius aceitou uma proposta
de um dos tios, e mesmo perdendo seus poderes de bruxo deixou-se vampirizar...
sumiu por três anos. John o procurou, tentando pelo menos salvar-lhe a
alma. O pai de Sirius esteve em Nova Iorque e disse a ele que Caius morrera
lutando contra os vampiros sem ter sido vampirizado, mas ele sabia que não
era verdade, ele tinha certeza... Quando o reencontrou, Caius já liderava
o pequeno clã que havia sido formado pelo seu tio, Helder Black. John
deu cabo de alguns, mas Caius escapou, John não teve ânimo de perseguir
o ex-amigo... ele sabia qual era a intenção de Caius... para um
vampiro, quinze anos não são nada... durante o tempo em que Sirius
esteve preso, Caius tomou o poder em diversos clãs, para isso traiu vários
companheiros vampiros... até que chegou a Morpheus... seu ancestral,
um vampiro de mais de cem anos, um dos líderes da Aliança em Nova
Iorque. Quando um outro membro da irmandade disse que havia matado Morpheus
e que fora fácil pegá-lo sozinho, John soube que este fora traído
por Caius.
Um a um todos os Black vampirizados haviam sido mortos... todos caíram
em armadilhas feitas por Caius. Agora, só havia um Black em Nova Iorque.
Um vampiro chamado Caius. E um pressentimento que não enganava John dizia-lhe
que ele atravessaria o Atlântico.
* * *
Mais
tarde, John examinava listas de navios que embarcariam para Londres. Ele queria
saber se algum deles levaria alguma carga onde os vampiros pudessem se esconder.
Ele sabia que Vampiros preferiam formas antigas de viajar. Claro que não
procurava caixões, ele sabia que eles eram inteligentes o suficiente
para não precisarem mais viajar camuflados em caixões, apenas
procuravam se esconder da luz do dia... Uma vez matara quinze vampiros de uma
vez ao abrir durante o dia um container que estava sendo levado para Baltimore...
pena que não havia nenhum líder dentro dele... só vampiros
escravos que estavam tentando escapar e formar um novo clã... matar escravos
era muito freqüente e rotineiro... calculava que a Irmandade matasse uns
1500 por ano. Era o que controlava as populações vampiras.
Não
havia nada nas listas da guarda costeira que pudesse indicar que havia alguma
carga suspeita... quem sabe num avião? Às vezes tinha inveja dos
bruxos... fazer investigações do modo convencional era um saco.
A sorte era que ele tinha amigos em todos os lados... ligou para um amigo do
departamento de aviação e ele mandou pela Internet uma lista de
cargas de avião. Ele foi examinando atentamente tudo, de repente encontrou.
Mas o avião a essa hora já devia estar quase em Londres (droga):
Um carregamento de "plantas" havia sido despachado às três
horas da manhã em caixas fechadas em nome de Caius Black (esse cara de
pau conserva até o mesmo nome... é muita empáfia!) com
a recomendação de não abrirem as caixas de forma nenhuma
pois pertenciam a um pesquisador que as retiraria na Inglaterra à noite.
Se ele conhecia Caius, ele havia embarcado as caixas, usado o poder de vampiro
para se tornar névoa e então deslizar suavemente para dentro de
uma delas... John olhou o relógio: pelo fuso horário, deveria
estar anoitecendo em Londres...Caius já tinha saído de seu alcance.
No
dia seguinte, pela manhã, John acordou com uma grande coruja negra dentro
de seu quarto (ei, eu conheço essa coruja!) que lhe trazia uma carta
de Sirius, onde ele explicava o sonho que ele e o afilhado haviam tido(o que
um garoto tem a ver com isso?). por fim, explicava que embora Hogwarts e Hogsmeade
fossem normalmente seguras contra Voldemort e vampiros, Dumbledore achava que
seria interessante que John fosse para lá (sem problema... eu deixo meu
celular aqui...), apenas para traçarem um plano para combater os vampiros
(realmente, se aquele clã e o tal bruxo fizeram uma aliança, a
coisa vai ficar bem difícil). Ele precisava conseguir autorização
da irmandade... levando-se em consideração que seu pai era o presidente,
ele achava que teria problemas...
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