Histórico da Reencarnação

   A teoria reencarnacionaista é tão antiga quanto a humanidade. Aceitavam-na, integralmente, os povos orientais, os egípcios, os asiáticos, e, também, os gregos, os romanos, os cristãos primitivos, os celtas, etc. O Brahamanismo e o Budismo tem na reencarnação um dos pontos básicos doutrinários. No Tibet, O Dalai-Lama é considerado a reencarnação do seu antecessor. Entre os caldeus e os pérsas, na sociedade mística dos magos, a tese da reencarnação era verdade fundamental. Egípcios e gregos festejavam a reencarnação nas cerimônias de Isis e Eleusis. Pitágora, entusiasta da doutrina, afirmava ter sido, em  encarnações passadas, Euforgos; filo de Pantos, morto por Menelau no cerco de Tróia. Dizia, também, ter sido em outra encarnação Hermótimos, profeta da Jônia, Platão, que viajou muito pelo Egito e pela região do Oriente Médio, era adepto fervoroso dos princípios espiritualistas e da reencarnação.
      No Evangelho ( Mateus 16.13) há referências a respeito.
      Entre os romanos eram reencarnacionistas Cícero, Virgílio, Ovídeo e outros. Os celtas, povos que habitavam a Gália, hoje região da França e da Bélgica, também eram adeptos da reencarnação. Os druidas, antigos sacerdotes da Gália e da Britânia, pregavam a imortalidade da almna e a reencarnação no plano físico da vida. Kardec teria, sido um sacerdote druida em uma encarnação passada.
    
Dinkel Dias da Cunha
     Livrio: Reencarnação e Emigração Planetária.
Lei da Reencarnação
    Como é notório, a lei de reencarnação constitui um dos principios básilares da Doutrina Espírita.
     De acordo com esta lei, Deus criou, cria e criará, eternamente, todas as criaturas humanas exatamente iguais, isto é, no mesmo nível de ignorância e de inocência e dotadas de idênticas faculdades espirituais, todas, porém, em estado latente, como energia potencial, que cada qual deverá desenvolver pelo esforço próprio,
valendo-se de relativo livre arbítrio e escalando numerosos planos evolutivos, até atingirem à perfeição, e, com ela, a eterna felicidade.
     No decorrer de numerosas encarnações, através de longas caminhadas nesses mundos incontáveis que constituem o Universo Infinito, e que nada mais são, na realidade, do que admiráveis escolas para evolução dos nossos Espíritos, onde, passo a passo, vamos adquirindo todo o saber e toda bondade que nos levarão um dia, a todos nós, sem exceção alguma, à deslumbrante presença de Deus!
     De modo que todas as vidas encarnadas ou desencarnadas duma mesma criatura são solidárias entre si, sendo a vida presente uma decorrência lógica das vidas pregressas, como a futura vida será fatalmente uma conseqüência inevitável das vidas passadas mais a vida atual. Cada qual colhe o que semeia. Noutros termos: porque só de nós, de nosso pensar e do nosso proceder, dependerá o futuro que nos aguarda, a posição que ocuparemos neste ou noutros mundos.
      Cada qual colhe o que semeia. Noutros termos: nós somos os arquitetos de nosso destino, de nossa felicidade, porque só de nós, de nosso pensar e do nosso proceder, dependerá o fututo que nos aguarda, a posição que ocuparemos neste ou noutros mundos. Conseqüência: cuidemos, a todo instante, de aprimorar nosso espíritos, para que, na próxima vida, seja ela no plano espiritual, destituídos do corpo carnal, seja na vindoura encarnação, aqui, na terra, nossos sofrimentos se tornem mais suaves do que os atuais.
        Como não nos dá a menor esperança de podermos contar na vida espiritual como pistolão de quem quer que seja, a lei da reencarnação, longe de servir de estímulo ao erro e ao crime, induz-no à convicção de nossa indeclinável responsabilidade no planejamento de nossa futura posição social, neste, ou noutro planeta habitável, assim como nos entrega, em nossas próprias mãos, as chaves que nos abrirão as portas dos diversos planos da vida espiritual. E lá, não teremos outros juízes senão nossa própria consciência, que não nos deixará atribuir a outrem a culpa que nos cabe, pela imnprevidência com que, por ventura, tenhamos encarado nossos deveres espirituais e pelo menosprezo com que esbanjamos em prazeres efêmeros e em atividades fúteis a Divina dádiva duma encarnação redentora.
          Pelo fato de não haver penas eternas, não deixa de haver sanções justíssimas e sofrimentos cruéis. Com uma diferença, apenas - os sofrimentos são passageiros, pois duram, tão somente, o tempo necessário à correção do prevaricador, de vez que Deus, infinitamente bom, como forçosamente tem de ser, não poderia proceder pior do que o pior dos homens, pois por mais bárbaro que fosse, não suportaria contemplar passivamente a interminável flagelação, o martírio eterno dum filho por pior que seja!
    Também não procede a alegação dos que,
por incompreensão, acusam a teoria da reencarnação de estimular os homens ao erro, pois muitas pessoas, dizem ele, não querem outra coisa senão a vida terrena, embora com seus prazeres ilusórios, efêmeros, e que, quase sempre redundam em tremendas decepções, quando não em sofrimentos cruciantes.
  
Contra tal alegação, basta se atente no fato de que, pela lei de causualidade moralnque regula as reencarnações, o indivíduo que errar voluntariamente, com o fito deliberado de voltar à Terra, pátria de sues prazeres, não regressará aqui primeiro que tenha justificado perante as Leis Divinas o tempo que perdeu em detrimento de seu progresso espiritual, e, quando reencarnar, não nascerá em berço de ouro para gozar vida de nababo, mas virá, certamente, onerado com gravíssimos resgates dum passado perdido e arrostará, dolorosa provação em penosíssima situação social. Não hpa, portanto, motivo para temor, A lei de reencarnação é profudamente moralizadora.
   
Outro argumento que não vale é o de que: se a reencarnação fosse verdade, nós nos deveríamos lembrar do nosso passado. Para início de conversa, nossa memória é tão falha que não nos lembramos de largo período desta mesma vida que estamos vivendo presentemente, pois, ignoramos, inclusive, tudo o que conosco se passou durante os primentos anos de vida, Não obstante, pelo fato de nada recordar-se dos fatos ocorridos no primeiro ano de vida, ninguém se lembra de contestar que tenha vivido este período neuloso para sua memória.
     Um fato, porém, posso adiantar, desde já: se nos fosse dado recordar interiramente nosso passado, com  suas quedas, seus erros, seus crimes, mesmo, e, depois, aqui mesmo, neste mundo, na posição de degradados sociais, atravessando necessidades de toda órdem, para resgatarmos um passado errado e, ao mesmo passo, adquirirmos virtudes novas, se tal recordação nos fosse concedida, ao invés de facilitar nosso progresso, estaríamos, a cada momento, apavorados com as possíveis conseqüências de nossas ações. Em vez de facilitar, dificultaria nossa evolução espiritual.
Dr. Penna Ribas
Livro: Caminho da iluminação.....volume II

    Cristianismo e Reencarnação
    
      
Um argumento muito usado pelas pessoas contrárias à teoria reencarnacionista é que ela não é cristã, e sim crença pagã. Nada mais errado, No cristianismo primitivo todos eram reencarnacionistas. Orígenes, a quem São Gerônimo, no século IV, classificou como " o maior mestre da Igreja, depois dos apóstolos" , ensinava que " todas as almas chegam a este mundo fortalecidas pelas vitórias ou debilitadas pelas derrotas de uma vida pregressa. O seu lugar neste planeta é determinado por seus méritos ou deméritos do passado" . Outros membros da Igreja Cristã Primitiva foram reencarnacionistas, entre eles São Clemente, de Alexandria, e São Gregório, Bispo de Nissa ( 257 - 332). Esate afirmava que " a alma precisa purificar-se, e, isso não acontecendo durante a vida na Terra, deve ser realizado em outras vidas futuras". Para Igreja Cristã Primitiva não existia a predestinação ( escolha dos justos por toda a eternidade), as penas eternas, o Juízo Final, o inferno, o purgatório. O princípío reencarnacionista era integralmente aceito, até ser abolido e considerado heresia, no ano 553, pelo Concílio de Constantinopla, convocado por Justiniano e pela Imperatriz Theodora. Nem toda a Igreja esteve ali representada. Foi uma reunião de 165 bispos, a maior parte de dioceses africanas, na qual o então Papa Virgílio não compareceu. Todavia, muitos religiosos continuaram fiéis às idéias de Orígenes, entre eles o Arcebispo Luís Passavali (n 1820-1897); Wukkuan Ubge ( 1860), Decano da Catedral de São Paulo, em Londres; e muitos outros, como o Arcediago Colley, da Igreja Anglicana, reitor de Stockton.
Dinkel Dias da Cunha
reencarnação e Emigração Planetária.
Para saber quem foi em outra encarnação teria que fazer uma regressão hipnótica, com um profissional competente ou com um médio confiável, que saiba como fazer. De qualquer forma tenha a certeza que você e seu filho tem alguma ligação espiritual, quer dizer, são velhos conhecidos de outras vidas, amigos ou inimigos. Porém se estão juntos nessa encarnação é porque se merecem e podem se ajudar mutuamente.
No livro Uma Razão para Viver de Richard Sinonetti ele aborda esse tema no capítulo: A BENÇÃO DO ESQUECIMENTO; entre outras coisas ele diz que o esquecimento situa-se, sobretudo, por manifestação da Misericórdia Divina, oferecendo-nos a bênção do recomeço. Algumas razões para o esquecimento: Richard Simonett.
• Em primeiro lugar uma questão de limitação física. Nosso corpo não possui a complexidade e o desenvolvimento neurocerebral que comportem a consciência de experiências não registradas pelo cinco sentidos. Somente em circunstâncias especiais a memória extracerebral, do Espírito, faculta-nos um contato com nosso passado.
• Cada existência encerra em si mesmo um ciclo de experiência que seriam embaralhadas, confundindo-nos se estivéssemos de posse das lembranças do pretérito, impondo-nos, constrangimentos insuperáveis e perturbadores.
Ex: Como abraçará um pai ao filho, sabendo que ele é um inimigo, um odiado desafeto?
Como abrigará o filho, em seu carinho, uma mãe que identifica nele alguém que a desgraçou?
Como, irmãos que foram adversários, dispor-se-ão à reconciliação?
Fica difícil cultivar o amor guardando os motivos que geraram o ódio.
Deus nos dá o esquecimento, pois, é mais fácil repararmos nossos erros, perdoarmos quando temos laços afetivos entre nós. Por isso às vezes, inimigos encarnam como amigos ou parentes próximos. O importante é aproveitarmos essa encarnação para melhorar nossos sentimentos: perdão, ciúme, amor em excesso ou em falta, inveja, enfim tudo que nós seres humanos temos em demasia.
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Pergunta feita no Orkut em minha página Espiritualidade.
Como posso saber quem fui em  outra encarnação e qual a ligaçã o que tenho com meu filho de quatro meses?
Outra pergunta:
Quanto tempo um espirito pode voltar a reencarcar?
Pode voltar a ser filho da mesma mae? Ex.uma mae que engravida
depois de 6 meses q o filho desencarnou, tem possibilidade dele
voltar como filho dela própria?
Acho que é possível, desde que essa reencarnação faça parte do projeto evolutivo do Espírito e também da mãe.
Existem também casos catalogados em alguns países de crianças que, muito novas, passaram a falar dialetos desconhecidos na região em que moravam e, ao serem entrevistadas por estudiosos revelaram surpreendentemente detalhes de sua última encarnação citando cidades, reconhecendo pessoas da família, objetos de uso pessoal etc. Levados a tais lugares, postos diante desses familiares, contaram casos que somente o parente desencanado poderia saber.
A reencarnação dos espíritos está quase que em sua totalidade entrelaçada, digo, um espírito tem sempre algo a aprender ou a ensinar para aqueles que estão juntos na mesma jornada.

continuação.......
Sempre que encarnamos, esquecemos tudo que passamos em outras vidas, isso acontece para que não soframos, pois se pudéssemos lembrar de tudo o que fizemos, talvez não suportássemos a dor da recordação.
Acho também que ficaria difícil para a maioria, aceitar como um filho, alguém que tenha sido um inimigo feroz. Por isso o esquecimento é pura misericórdia de Deus e serve para apararmos arestas que só através do amor é possível.
Quando escolhemos reencarnar, traçamos um plano para nossa jornada. É como na vida, ao decidirmos fazer uma viagem, normalmente traçamos o roteiro para podermos aproveitar tudo de bom que essa viajem pode nos oferecer. Assim é a encarnação ou reencarnação, traçamos o nosso roteiro na vida para evoluirmos só que, quando somos Espíritos, sabemos o que precisamos para subir degraus porém, quando encarnamos, nem sempre conseguimos dar conta de tudo que planejamos, subestimamos nossas forças e nossas fraquezas e nos vemos desesperados com o que a vida apresenta sem percebermos que nós escolhemos passar por tudo isso.
Acredito que não é sempre que tomamos a decisão de encarnar ou não, tudo depende do nosso grau de evolução, nem todos tem capacidade para decidir. Às vezes temos que passar um tempo no mundo espiritual, para estudarmos e adquirirmos força para retornar e quem sabe nessa nova oportunidade conseguirmos atingir nossos objetivos.
Se você tem alguém que fez a passagem, o que melhor tem a fazer é orar e pedir aos mentores espirituais que ajudem essa pessoa a conseguir entendimento para evoluir.
Espero ter respondido a sua pergunta.


O livro “
Muitas Vidas Muitos Mestres” de Brian L. Weliss , M.D, aborda vários assuntos interessantes, destaquei esse trecho que aborda sobre vida anterior. A história é verídica de um famoso psiquiatra, que em uma terapia de vidas passadas com sua paciente jovem, esclarece muitas dúvidas que temos sobre o que aprendemos em nossas diversas reencarnações.
Nesse trecho, após uma regressão em outra vida, a paciente ainda hipnotizada, fala ao psiquiatra, com pensamentos que não eram dela e sim de uma força superior, que lutando com a mente da mesma, usa suas cordas vocais para explicar ao doutor sobre a importância de aproveitar bem a encarnação, que nos é dada para nossa evolução.
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O Médico perguntou o que ela pensava da vida que acabara de terminar?
-Eu deveria ter sido mais clemente, mas não fui. Não perdoei o mal que me fizeram e deveria ter perdoado. Não perdoei os erros. Consevei-os comigo e os guardei durante anos........”
-Devemos dividir o nosso conhecimento com os outros. Temos todos mais capacidades do que usamos. Alguns descobrem isto antes dos outros.
Devemos avaliar as próprias imperfeições antes de atingir esse ponto. Se não fizermos isto, vamos carregá-las para outra vida. Só nós podemos nos libertar, você as carregará até a outra vida. E só quando resolver que é forte o bastante para dominar os problemas externos é que se livrará deles na vida seguinte.
-Devemos também aprender a não nos aproximarmos apenas das pessoas cujas vibrações sejam iguais ás nossas. É normal sentir-se atraído por alguém do seu mesmo nível. Mas está errado. Você deve também se aproximar de pessoas cujas vibrações sejam contrárias... às suas. Esta é a importância.... de ajudar...essas pessoas.”
-Recebemos poderes intuitivos que devemos seguir sem tentar resistir.
Aqueles que resistem encontrarão o perigo. Não somos mandados de volta de cada plano com os mesmos poderes. Alguns possuem poderes maiores que os outros, porque os foram acumulando em outras épocas.   Portanto, as pessoas não são todas criadas iguais. Mas, eventualmente atingiremos um ponto em que todos seremos iguais.
  -Catherine parou. O médico sabia que esses pensamentos não eram dela. Ela não possuía conhecimentos de física ou metafísica, nada sabia de planos, dimensões e vibrações. Mas, além disto, a beleza das palavras e das idéias, as implicações filosóficas do pronunciamento ultrapassavam a capacidade de Catherine. Ela jamais falara daquela maneira tão concisa e poética. Eu sentia uma outra força, superior, lutando com sua mente e cordas vocais, traduzindo esses pensamentos em palavras, para que ele as entendesse.
Continuou ela...
-Pessoas que estão em coma, estão em estado de suspensão. Ainda não estão prontas para atravessar para outro plano, até que decidam se querem ou não atravessar. Só elas podem decidir. Acham-se que não têm mais o que aprender, no estado físico, terão permissão para atravessar. Mas se devem continuar o aprendizado, terão que voltar, mesmo não querendo. É um período de repouso, um tempo de descanso para seus poderes mentais.
    Assim as pessoas em coma podem decidir se voltam ou não, dependendo de quanto ainda precisem aprender no estado físico. Se acham que não há mais nada, podem ir diretamente para o estado espiritual, apesar de todos os avanços da medicina.
Terapia de vidas passadas
Reencarnação
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